O que escrever de um filme que figura na maioria das listas dos melhores filmes de todos os tempos? Acho que pouca coisa tenho a acrescen...


O que escrever de um filme que figura na maioria das listas dos melhores filmes de todos os tempos? Acho que pouca coisa tenho a acrescentar, a não ser exaltar a beleza dessa realização do diretor Michael Curtiz, que não conseguiu outro sucesso dessa grandeza. Casablanca, vencedor de 3 Oscar (Filme, Diretor e Roteiro), é a conhecida historia de Rick Blaine (Humprey Bogart), um americano que mantém um bar conhecido como Rick´s em plena Casablanca no Marrocos, aonde pessoas fugitivas da tenebrosa guerra na Europa costumam refugiar – se a procura de uma maneira de embarcar para Portugal e consequentemente a América.

Rick tem um comportamento aparentemente blasé em relação à guerra e suas conseqüências, talvez decorrente das agruras que sofreu, divide suas amarguras, lembranças e apontamentos com o capitão Louis Renault (Claude Rains), um oficial francês de caráter duvidoso responsável pela ordem local, e com outros funcionários do estabelecimento, com destaque para o pianista negro Sam (Dooley Wilson), que executa belissimamente a canção “As time goes by” que também marca outros bons momentos do filme.

A trama começa a tomar outros rumos, quando a bela Ilsa Lund (Ingrid Bergman) e seu esposo, Victor Laszlo (Paul Henreid) aparecem no bar atrás de documentos que possam garantir sua passagem para fora da cidade. Ilsa é uma mulher misteriosa que manteve um relacionamento com desfecho doloroso com Rick, quando os dois viviam na França pré – segunda guerra. Enquanto seu marido Victor é um rebelde, integrante de uma iminente Resistência que esta sendo caçado pelos alemães e precisa a qualquer custo sair de Casablanca para não ir parar em um campo de concentração.

Acho eu, que um dos grandes trunfos de Casablanca é conseguir mesclar com inteligência e elegância uma historia de romance, com envolvimento dramático, usando como pano de fundo a guerra e ainda conseguir imprimir certo tom cômico. A adicionar, ainda tem uma belíssima fotografia, trilha sonora perfeita e interpretações únicas de praticamente todos os atores, até os coadjuvantes são peças chaves para a boa fluência da historia.

Casablanca ainda é uma produção repleta de cenas marcantes e emocionantes, são destaques o momento em que Rick e Ilsa se reencontram, com direito a primeira execução da já citada canção, a seqüência em que Ilsa invade o quarto de Rick, suplicando pelos salvo – conduto que poderão salvar a pele de seu marido, o ponto alto com um beijo icônico, que marcou gerações e o desfecho maravilhoso e emblemático, atestando a realização o status de obra – prima. Um filme que merece todas as reverências. Nota 10.

Pôster Clássico de "Casablanca"

Hobo with the Shotgun (algo como Um vagabundo e sua Espingarda) é mais uma obra baseada em um dos trailers falsos do projeto homenagem exp...


Hobo with the Shotgun (algo como Um vagabundo e sua Espingarda) é mais uma obra baseada em um dos trailers falsos do projeto homenagem exploitation Grindhouse, dirigidos por Quentim Tarantino e Robert Rodriguez. Parece que o sucesso de Machete acabou impulsionando a produção dessa louca aventura protagonizada por Rutger Hauer, um filme que explora a violência ao maximo, as vezes até cansando um pouco o expectador, mas que tem seus momentos, principalmente quando Hauer e a bela prostituta Abby (Molly Dunsworth) estão em cena.

A trama é um fiapo, Hobo (Rutger Hauer) é um sem – teto que acaba de chegar em Fodopólis (isso mesmo, é o nome da cidade), logo ele percebe que a cidade esta tomada pela violência e drogas distribuídas pelo vilão Drake (Brian Downey) e seus insanos filhos. Ao salvar Abby de um ataque, Hobo percebe que tem que limpar a cidade, para isso ele precisa de uma espingarda calibre 12, que consegue no primeiro duelo realizado dentro de uma loja de armas.

Hobo with the Shotgun é um filme que não se leva a serio, também não teria como ser diferente, mas a chance de ver Hauer protagonizando novamente uma produção depois de tanto tempo acaba se tornando o grande atrativo. Uma obra que tem muito sangue jorrando, cabeças decepadas, corpos dilacerados, seqüências sado-maso, um cinegrafista que adora filmar sem – tetos apanhando e até um guerreiro medieval conhecido como A Praga, que serve como o ultimo artifício do vilão Drake para tentar domar Hobo.

A realização do diretor estreante em longas, Jason Eisener, que também dirigiu o trailer falso de Grindhouse é uma obra que diverte, mas que pode deixar o expectador meio enjoado e em comparação a obra irmã Machete perde em simpatia, até por ter atores menos conhecidos. Nota 6,5.

  John Skillpa ( Cillian Murphy ) é um sujeito com sérios problemas psicológicos, mas tido pelos vizinhos como um bom homem, apesar de mora...


John Skillpa (Cillian Murphy) é um sujeito com sérios problemas psicológicos, mas tido pelos vizinhos como um bom homem, apesar de morar sozinho e ser um tanto misterioso. Na verdade, ele sofre de uma aparente dupla personalidade, da onde faz surgir Emma (o mesmo Cillian Murphy), que inicialmente funciona como uma suposta mãe para o rapaz, que perdeu a verdadeira recentemente.

Um dia, como Emma, esta estendendo as roupas no varal e um vagão de trem desgovernado invade seu quintal e com o impacto em uma arvore ela acaba desmaiando. Então é socorrida pelos vizinhos que estranham a presença de uma mulher na casa de John, logo, todos acham que Emma é a esposa dele.

O acontecimento faz surgir uma nova Emma, que deseja ser independente e não se submeter mais a John e a iniciativa da mulher (Susan Saradon) do prefeito de realizar um comício no quintal do acidente parece ser a chance perfeita para a Emma assumir de vez o corpo de John. As investidas de Emma para se tornar uma pessoa bem vista pela sociedade local, vão passar por Maggie (Ellen Page), uma prostituta que aparentemente teve um filho com John e pelo xerife (Josh Lucas) que começa a desconfiar da moça. Enquanto isso, John, no seu calmo descontrole, vai revivendo fantasmas do passado, que possivelmente criaram o seu trauma, além de não saber o que fazer para domar essa iminente personalidade, o que acaba levantando suspeitas sobre como o rapaz trata a suposta esposa.

A Face Oculta é um filme diferenciado que consegue mesclar bem o drama e o suspense, apoiado em uma excelente atuação de Cillian Murphy, que cria dois personagens totalmente distintos, fazendo o expectador achar em certos momentos que Emma é realmente uma mulher.

O diretor e roteirista estreante Michael Lander cria uma obra em que vai traçando o perfil do protagonista de maneira bem lenta, como se fosse um drama tradicional, segurando bem até o momento em que os personagens de Susan Sarandon e Ellen Page entram na trama, a partir daí a tensão vai crescendo, criando boas cenas de suspense, com destaque para as seqüências em que John tenta encobrir os passos de Emma.

O filme tem alguns furos quase imperceptíveis no inicio, principalmente na cena em que o xerife interroga Emma, com uma estranha surpresa, criando um dialogo meio insignificante, um tanto redundante, já que praticamente toda a cidade sabia da presença da moça na casa de John, mas a boa fluência da trama acaba mascarando esse pequeno erro. Nota 7,5.

Pat Garret e Billy the Kid é a obra renegada por seu próprio diretor, Sam Peckinpah , do excelente Meu Ódio Será sua Herança . Reza a len...



Pat Garret e Billy the Kid é a obra renegada por seu próprio diretor, Sam Peckinpah, do excelente Meu Ódio Será sua Herança. Reza a lenda que o corte final foi dado pelos executivos da MGM que desejavam um filme mais comercial em detrimento a obra mais marginal que Peckinpah almejava. No final, a produção foi para o cinema com o corte do estúdio, Peckinpah rompeu com a MGM e foi para o México, aonde filmou o cultuado Tragam – me a Cabeça de Alfredo Garcia, uma espécie do que ele queria que fosse o seu Pat Garret e Billy the Kid.
Bom, apesar de toda a historia turbulenta encima dessa produção, o filme que narra os momentos derradeiros em que Pat Garret (James Coburn), ex – parceiro de Billy the Kid (Kris Kristofferson), passa para o lado da lei e imprime uma caçada contra o ex - comparsa bem que prende a atenção, apesar de cara sabermos logo o desfecho. Apoiado em boas cenas de ação e em alguns momentos especiais, como quando Billy duela com um antigo amigo, agora defensor da lei também, e mata o sujeito na frente de toda a família ou quando foge das garras da lei no começo do filme, atestando todo o respeito e adoração que o povo americano tem pela figura desse exímio pistoleiro fora da lei.
Apesar da boa fluência da trama, é notável que em algumas cenas a tentativa de Peckinpah de explorar mais o lado amoral da historia é abafado ou diminuído, com alguns cortes rápidos, direcionando logo para cenas mais tradicionais, mas talvez a cena em que Pat transa com varias prostitutas tenha ficado do jeito que o diretor queria ou uma outra seqüência em que um dos comparsas de Billy (representado por um jovem Harry Dean Stanton) libera a moça que esta com ele para o famoso pistoleiro.
Uma outra curiosidade é a presença de Bob Dylan no elenco, a trilha sonora também é dele, com direito a “Knockin` on a heavens Door” em uma bela cena a beira de um lago, mas a presença do cantor, que dá um certo tom pop ao filme, como um dos integrantes da gangue de Billy é totalmente desnecessária, ao ponto dele ter algumas cenas constrangedoras.
Pat Garret e Billy the Kid pode não ser o melhor de Sam Peckinpah, mas uma boa parte do estilo do diretor esta lá, principalmente na violência que surge lentamente e de repente explode em cenas geralmente filmadas em câmera lenta. Pena não podermos ver como ficaria a obra ao gosto de seu realizador. Nota 07.

Única foto conhecida de Billy The Kid, leiloada recentemente por 2,3 milhões de dólares

Definitivamente Tony Manero é um filme estranho, ainda não consegui chegar a conclusão se gostei ou não, mas a produção chilena do diretor ...

Definitivamente Tony Manero é um filme estranho, ainda não consegui chegar a conclusão se gostei ou não, mas a produção chilena do diretor local Pablo Larrain ganha destaque com a ousadia e na atuação do protagonista Alfredo Castro que interpreta Raúl Peralta, um sujeito de meia idade, dançarino, obcecado por Embalos de Sábado a Noite e Tony Manero; também com serias tendências violentas, além de fama de garanhão.
O filme é ambientado em um Chile que sofre com a ditadura de Pinochet, aonde tudo é controlado ou mau controlado de uma maneira extrema e muito das ações das pessoas são medrosas e veladas.
A primeira cena dá o tom descontrolado da película, Raúl ajuda uma senhora que acaba de sofrer um assalto, leva a idosa até em casa, é convidado para entrar e de repente acerta um soco na mulher e rouba sua TV. O roubo da TV dá inicio a uma peregrinação insana de Raúl, que quer a todo custo montar um show no bar em que trabalha baseado em Embalos de Sábado a Noite, com direito a palco com chão de vidro iluminado, uma bola de futebol que vira um globo de vidro e figurino idêntico ao de Tony Manero. Raúl também almeja conquistar o titulo de melhor imitador do personagem de John Travolta em um programa de uma rede de televisão do governo, que usa esse tipo de programação para distrair a população das agruras da ditadura.
No quesito ousadia, Tony Manero tem cenas que beiram a escatologia, como uma em que Raúl defeca na roupa de Tony Manero de um concorrente com mais talento que ele. A obra tem diversas cenas de sexo, algumas até explicitas, com destaque para uma de sexo oral, em que Raúl dá uma broxada homérica. O protagonista também mantém um envolvimento com todas as mulheres do bar/cabaret que trabalha, com algumas seqüências divertidas que envolvem uma mulher mais velha e sua filha.
Bom, depois dessa resenha descobri que gostei do filme, apesar de em alguns momentos parecer uma produção de segunda. Uma obra que até lembra algumas pornochanchadas brasileiras, além de apresentar, mesmo que de um ponto de vista totalmente deturpado, uma das épocas mais turbulentas da historia chilena e sul-americana. Nota 07.

Red – Aposentados e Perigosos é uma comedia de ação sarrista que tem Bruce Willis como protagonista, fazendo par romântico com Marie-Lo...


Red – Aposentados e Perigosos é uma comedia de ação sarrista que tem Bruce Willis como protagonista, fazendo par romântico com Marie-Louise Parker, alem de outros atores mais famosos por filmes dramáticos como Helen Mirren e John Malkovich, e Morgan Freeman fazendo seu tradicional papel de coadjuvante simpático.
A trama não é das mais complicadas, ex – agentes da CIA começam a ser caçados por terem um suposto envolvimento em uma antiga missão com o atual vice – presidente americano, o verdadeiro motivo da missão, se descoberto, pode sujar a imagem do político.
A premissa é a mola propulsora para varias seqüências de ação, algumas bem explosivas e com armas gigantes. Todos os atores parecem bem à vontade nos seus personagens, claramente se divertindo. O destaque é para Helen Mirren que faz uma agente que manteve um envolvimento amoroso com um agente russo durante a Guerra Fria. As cenas mais engraçadas são protagonizadas por John Malkovich que faz um agente extremamente neurótico.
Uma obra que não tem muito que escrever, vale pela oportunidade de ver atores veteranos fazendo um filme de ação e Bruce Willis satirizando ele mesmo. Boa como distração. Nota 06.

  Namorados para Sempre , até pelo péssimo titulo nacional e pelo fraco trailer, é uma obra que na primeira impressão sugere uma comedia ro...


Namorados para Sempre, até pelo péssimo titulo nacional e pelo fraco trailer, é uma obra que na primeira impressão sugere uma comedia romântica das mais açucaradas, mas para quem se interessar, a realização do diretor e roteirista Derek Cianfrance, acostumado a documentários, torna sua investida em uma obra ficcional das mais interessantes.
A historia retrata o relacionamento de Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams), mostrando os difíceis momentos atuais do casal e em flashbacks como eles se conheceram. Com as incursões no passado, o diretor traça um parâmetro das relações, em que coisas que não incomodavam no passado, passam a ser insuportáveis no presente. Isso de uma maneira bem competente e crível, trazendo a realidade deles para bem próxima da nossa. Com certeza, muita gente já passou por situações parecidas e vão se identificar com Dean ou Cindy.
As cenas deles se conhecendo são doces e divertidas, passadas na maioria das vezes em locais abertos, enquanto as cenas de discussões e brigas são passadas em lugares apertados, com a câmera bem perto dos atores, o que dá um sentimento claustrofobico crescente e criando bastante tensão.
O casal de atores se entrega aos papeis, com cenas de sexo bem cruas e com muitas outras cenas improvisadas por eles, que recebiam apenas sua parte do texto, para assim darem um tom de surpresa nas atuações, e em alguns momentos eles parecem mesmo surpresos com o que ouvem. Em uma outra seqüência, Ryan Gosling chegou a escalar uma grade no Brooklyn, ameaçando se jogar, o que deixou a equipe de filmagens em polvorosa.
O filme também tem um certo mistério que logo se soluciona, e traça de uma maneira bem simples o motivo pelo qual Cindy fica com Dean, já que ela tinha um namorado e estudava medicina, enquanto ele vivia de bicos. Como muitos poderiam dizer, ele não servia para ela.
Lendo alguns textos de outros cinéfilos, blogueiros e críticos cinematográficos, a tonica predominante das resenhas é que a obra não explora os motivos pelo qual Cindy deixa de amar Dean, até por ele ser um bom marido, mas achei o motivo todo bem claro e até simples, mas não vou escrever a minha impressão, até para quem assistir tirar suas próprias conclusões e Namorados para Sempre vale a pena ser assistido. Nota 09.

  A nova obra do diretor Hideo Nakata , mais conhecido pelo japonês Ringu – O Chamado , é um filme que dialoga sobre os males que a inter...


A nova obra do diretor Hideo Nakata, mais conhecido pelo japonês Ringu – O Chamado, é um filme que dialoga sobre os males que a internet pode prover quando mal utilizada ou se utilizada por pessoas com problemas das mais variadas ordens.
Na trama, William (Aaron Johnson) é um jovem com sérios problemas familiares que gerencia uma sala de bate papo aonde outros jovens se encontram para conversar sobre as dificuldades e assim tentarem se ajudar. Bom, essa é a idéia que o jovem tenta passar. Na verdade, o chatroom funciona como uma maneira de William jogar toda sua raiva contra o mundo e ele vai pegar esses jovens que frequentam a sala como bodes expiatórios e assim manipular um deles, com um serio transtorno maníaco depressivo, para que se suicide.
Chatroom é um filme que começa devagar, mostrando toda a beleza da vida virtual, mas que não demora a tocar na ferida dos relacionamentos onlines, mesmo que de uma maneira extremista. O filme prende do inicio ao fim e se apóia bastante no visual, principalmente nas cenas passadas dentro das salas de bate papo, que são mostradas como lugares reais e coloridos, enquanto as seqüências no mundo real são em tons tristes e melancólicos.
O diretor Hideo Nakata constrói um suspense até competente, mas que perde pela necessidade explicita de chocar, não que eu ache que não deva, mas muitas obras chocam sem ter que apelar, mas Nakata não se preocupa com isso e joga na cara do expectador um turbilhão de informações pessimistas (com direito a animações darks em stop – motion) e dos mais variados tipos e assim criar um clima de mal estar.
A realização também tenta jogar no ventilador o quanto os Pais de hoje são permissivos e não estabelecem limites para os filhos, colocando – os como verdadeiros vilões da historia, mas a premissa não chega a ser crível, querendo dar um tom de lição de moral. Chatroom é um filme que tenta ser profundo, porem acaba funcionando apenas como um razoável suspense, que se não fosse a presença de Aaron Johnson, de Kick Ass, provavelmente passaria desapercebido. Nota 06.

 Após a Guerra Civil americana, mercenários como Benjamim Trane ( Gary Cooper ) e Joe Erin ( Burt Lancaster ) vão para o México particip...



 Após a Guerra Civil americana, mercenários como Benjamim Trane (Gary Cooper) e Joe Erin (Burt Lancaster) vão para o México participar da Revolução com intuito de adquirir dinheiro. Inicialmente, eles são contratados pelo Imperador Maximiliano (George McCready), o líder francês local, para escoltar a Condessa Marie (Denise Darcel) a salvo ao porto e assim pegar um navio de volta a Europa, mas a viagem se revela uma farsa, quando a dupla de pistoleiros descobre um fundo falso na carruagem da Condessa repleto de ouro mexicano, que servira para financiar a chegada de mais tropas em terreno Mexicano e assim dar fim a Revolução. Porém, o exercito revolucionário local também esta atrás do ouro, que reivindica como tesouro nacional, assim uma intensa corrida pelo ouro vai acontecer, culminando em um combate sangrento na cidade de Vera Cruz.
Vera Cruz é um western com cara de superprodução de quando o gênero era um dos principais atrativos de Hollywood. O diretor Robert Aldrich, responsável por obras celebradas como Os Doze Condenados, realiza um filme que investe bastante na ação, com diversas cenas de perseguições e tiroteios. Apesar de ser um filme que não prima pelo conteúdo dramático, que poderia ser até mais explorado devido ao pano de fundo da Revolução mexicana, a obra consegue ser bastante simpática, principalmente pela parceria em cena da ótima dupla de atores formada por Gary Cooper e Burt Lancaster. Cooper faz um ex – combatente da guerra civil, elegante e culto e Lancaster representa o pior tipo de sujeito que o velho oeste poderia criar, sujo e cheio de artimanhas. O antagonismo dos dois cria as melhores cenas, com direito a iminentes duelos entre eles, apesar de serem parceiros em praticamente toda a trama.
A produção também tem outros atrativos, como a belíssima Sara Montiel, que faz uma mexicana revolucionaria que aparece como interesse romântico de Benjamim e vai mudar sua idéia em relação ao destino do ouro mexicano e Ernest Borgnine e Charles Bronson que também fazem pequenas e significativas participações como integrantes do grupo de bandoleiros liderados por Benjamim e Joe.
Vera Cruz esta mais para cinema pipoca do que para um faroeste revisionario. Apresenta excelente fotografia (ressaltada em alta - definição), trilha sonora e atores que elevam a qualidade da obra, para assistir e se divertir sem sofrimentos. Nota 7,5.

Clássico dos anos 80, Garoto do Futuro é a historia de Scott Howard ( Micahel J. Fox ), um jovem com talentos apenas medianos, que de um...


Clássico dos anos 80, Garoto do Futuro é a historia de Scott Howard (Micahel J. Fox), um jovem com talentos apenas medianos, que de uma hora para outra descobre que tem uma maldição de família que o transforma em um lobisomem e impulsionado pelas notáveis qualidades do seu novo eu, se torna o mais popular da escola e astro do time de basquete; mas o sucesso tem seu preço e Scott precisa saber quem ele quer ser para não decepcionar seu pai e amigos.
Garoto do Futuro é uma obra que apreciei muito na minha infância e a disponibilidade de uma copia em alta definição me motivou para revê – lo depois de tanto tempo. E não que o filme se mostrou ainda atrativo, tudo bem que não é o melhor da década de 80, com algumas cenas que remetem a outros clássicos e outras seqüências que parecem vídeos-clipe, mas a obra do diretor Rob Daniel, que ainda fez K-9 (outro clássico oitentista), apresenta Michael J. Fox no auge do seu carisma e fama, adquiridos pela obra – prima De Volta para o Futuro de Robert Zemeckis realizado no mesmo ano dessa obra, além de apostar em um tema que normalmente é explorado em filmes de terror e conseguir criar um monstro que consegue ser ameaçador e simpático. A transformação do personagem é muito bem realizada, com uma maquiagem perfeita, que dava o tom das produções que envolviam seres fantásticos e sobrenaturais naquela época.
Garoto do Futuro (mais um péssimo titulo nacional que provavelmente foi colocado para entrar na onda De Volta para o Futuro) é uma obra que teve seu relativo sucesso, gerando uma seqüência descartável e uma serie de desenhos animados exibidos a  exaustão pelo programa da Xuxa no final da década de 80 e inicio dos anos 90. Nenhum dos frutos posteriores conseguiu manter o charme do original, que se deve muito a presença de Michael J. Fox, um ator que deve ser reverenciado pelo que fez na TV e cinema. Nota 07.