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Todo cinéfilo que se preze sempre se pega assistindo filmes tecnicamente ruins ou desprezados, não sou diferente e como sofro de uma insônia...

Todo cinéfilo que se preze sempre se pega assistindo filmes tecnicamente ruins ou desprezados, não sou diferente e como sofro de uma insônia crônica que de vez em quando vem me visitar, passo algumas madrugadas me rendendo as porcarias que costumo gravar da TV a cabo, que em minha opinião na maioria das vezes acabam funcionando como bons soníferos. Em alguns casos, a trama consegue me prender e assisto até o final, como os dois filmes que escreverei brevemente abaixo, já que nem valem uma resenha completa:

- O Tatuador (The Tattooist/Peter Burger/2007)

Produção neozelandesa, O Tatuador é um filme de terror de maldição genérico. Ao estilo O Chamado e O Grito, com trama previsível e fraquinha, mas que consegue segurar o expectador com o mistério do sumiço do filho de um dos personagens principais. Não tem atores conhecidos, mas apresenta um folclore interessante com as tatuagens tribais agressivas e violentas da ilha de Samoa, que funcionam como o meio da maldição agir, assim como a “fita que mata” em O Chamado. Totalmente dispensável, mas talvez também funcione em grupo, com muita pipoca, refrigerante e de preferência chovendo;





 - O Justiceiro Mascarado (Franklyn/Gerald McMorrow/2008)

Esse é a típica produção que pleiteava mais, com nomes conhecidos como Ryan Philipe, Eva Green e Sam Riley, mas algo deu errado, talvez na sala de edição ou com a própria confusa trama, que coloca três historias ao mesmo tempo, uma de uma jovem suicida (Eva Green), outra de um sujeito que acabou de terminar um relacionamento (Sam Riley) e outra de uma espécie de herói soturno (Ryan Philipe), que vive em um mundo surreal, aonde todos tem alguma espécie de religião bizarra. Claro que perto do epílogo as historias se cruzam, mesmo que não explicando muito bem as coisas, mas a má condução do filme acaba fazendo o expectador ficar até o final para ver no que vai dar. Agora, por que diabos o titulo original se chama Franklyn?! Não existe nenhum personagem com esse nome e em nenhuma passagem é citado algo parecido. Um titulo bizarro e estranho, apropriado para o filme em questão.  


Se você é como eu, vez ou outra se perde vendo filmes ruins na madrugada, pode se deparar com exemplares tão “bons” quanto esses. Não engrandece em nada culturalmente, mas de repente pode divertir ou ainda dar sono, o que no final pode ser bem melhor.

Mick Haller ( Matthew McConaughey ) é um advogado de porta de cadeia, com um certo talento e que usa um carro Lincoln como escritório. Mick...


Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado de porta de cadeia, com um certo talento e que usa um carro Lincoln como escritório. Mick na maioria das vezes defende pessoas com um pé na criminalidade, como motoqueiros traficantes ou viciados. 
Um dia, Mick é chamado em uma delegacia por Louis Rollet (Ryan Phillippe), um riquinho de Beverly Hills que está sendo acusado de agressão por uma prostituta. Mick vê em Louis a oportunidade de ganhar muito dinheiro, mas no decorrer das investigações, percebe que Louis não é tão inocente como diz.
Não vou me aprofundar mais na sinopse inicial para não estragar as surpresas que O Poder e a Lei pode proporcionar. Um filme bem desenhado, que explora os clichês dos filmes de tribunais de maneira correta , além de ter Matthew McConaughey entregando a sua melhor atuação desde Tempo de Matar de 1996. O elenco coadjuvante também ajuda bastante, com destaque para William H. Macy como o investigador de Mick Haller. Quem mais destoa é Ryan Phillipe, que nas primeiras cenas já entrega as verdadeiras intenções do seu personagem. As cenas do julgamento são cheias de tensão, com bons duelos entre Mick e o promotor (Josh Lucas).
O Poder e a Lei é um filme que provavelmente alguns vão dizer que é repetitivo e previsível, mas na minha opinião segura bem o suspense, tem suas reviravoltas e apresenta subtramas que o diferencia de outros filmes do tipo; além de mostrar que McConaughey é um ator que pode ser aproveitado em obras mais sérias do que as costumeiras comédias que anda fazendo. Nota 07.