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A obra do cineasta performático Alejandro Jodorowsky , El Topo , é cinema de simbolismos, travestido de western spagetti, tornando a realiza...

A obra do cineasta performático Alejandro Jodorowsky, El Topo, é cinema de simbolismos, travestido de western spagetti, tornando a realização um filme enigmático, ora nosense ora místico ora surrealista, apresentando um personagem que se confunde com uma Divindade em suas aspirações, com momentos inspirados, mesmo em alguns não se entendendo muito dos seus significados.

El Topo (o próprio diretor) é um pistoleiro que vaga com um menino nu a tiracolo. Em suas andanças, para conquistar o amor de uma mulher, deve enfrentar os quatro maiores pistoleiros em um grande deserto. Claro que essa premissa é um pano de fundo para um festival de seqüências antológicas, com duelos bizarros, regados a sangue cenográfico feito a base de melancia, que é nada real, mas que exalta ainda mais o tom artístico da película, montando enquadramentos que lembram pinturas. O diretor divide o filme em capítulos como Gênesis e Apocalipse, dando a percepção de que o dialogo seria em torno de Deus e religião, mas tudo acaba ficando meio implícito. Em certo momento, El Topo troca às armas por caridade e começa a mendigar pelas ruas de uma cidade tomada pela luxuria, buscando um caminho para salvar um povo moribundo que mora isolado em uma caverna. El Topo assume o papel de salvador para eles, renascido em uma vida simples e sofrida.

Jodorowsky concebe uma obra que pode ser definida como arte de vanguarda, descoberta pelo beatle John Lennon, que fez questão de divulgar o trabalho do diretor, sem Lennon, talvez o mundo não viesse a conhecer El Topo. Uma realização que mistura violência explicita, com sexo, com filosofia, com religião, com o lisergismo dos anos 60 e 70, mostrando que o cinema tem como viés também divulgar a arte, mesmo a considerada maldita e transgressora.

“Era uma jovem atraente e tinha pretendentes.   Sua mãe, portanto, ficou desolada ao saber...   que ela se casaria com William Munny,   c...


“Era uma jovem atraente e tinha pretendentes.
 Sua mãe, portanto, ficou desolada ao saber...
 que ela se casaria com William Munny,
 conhecido ladrão e assassino...
 homem de temperamento notoriamente cruel e intempestivo.
 Ela não foi morta por ele,
 como sua mãe talvez...esperasse, mas por varíola.
 Foi em 1878.”


Depois de duas bombas em seqüência, somente um filmaço para acalmar os ânimos e trazer um pouco de paz. Os Imperdoáveis é uma obra perfeita, tanto nas atuações e trama, quanto na parte técnica, com fotografia belíssima (ressaltada em alta definição), trilha sonora marcante e reconstituição de época impecável.

O diretor/roteirista/ator Clint Eastwood fecha com chave de ouro a sua relação com westerns e cria uma obra icônica, vencedora de 4 Oscars (Filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Edição). Um filme repleto de momentos marcantes, na verdade, acho que praticamente todas as seqüências são perfeitas, com Eastwood talhando o filme com mão de artesão e dando sinais do rumo que daria a sua carreira, com recorrentes boas tramas que mostram relações humanas entre pessoas desajustadas.


Uma realização também de atuações perfeitas e que tem nos diálogos afiados os grandes duelos. Atores como Gene Hackman e Richard Harris, talvez não tenham entregado atuações notáveis depois desse trabalho, confirmando o já conhecido talento que o velho Clint tem para dirigir atores. Morgan Freeman também ganha destaque como Ned Logan, antigo parceiro de matança de William Munny.

Os Imperdoáveis é uma obra – prima que cravou o personagem William Munny no subconsciente cinematográfico e apresentou o lado mais talentoso do diretor, que desde então vem sempre nos brindando com belíssimas obras. Nota 10.


Little Bill Dagget (Gene Hackman):     “Eu não mereço isso.”
                                                           “Morrer assim.”
                                                           “Estou construindo uma casa.”

Willian Munny (Clint Eastwood) : “Merecer não tem nada a ver com isso.”

Little Bill Dagget : “Verei você no inferno, William Munny.”

Willian Munny :     “Agora vou sair daqui!”
                            “Quem aparecer na minha frente vai morrer!”
                            “Qualquer desgraçado que atirar em mim...
                              não mato só ele, mato a mulher dele...
                              todos os amigos dele...
                             e queimo a casa dele!”
                           “É melhor não fazerem nada
                            de ruim com as prostitutas!”
                           “Senão, eu volto e mato todos vocês,
                            desgraçados.”

Pat Garret e Billy the Kid é a obra renegada por seu próprio diretor, Sam Peckinpah , do excelente Meu Ódio Será sua Herança . Reza a len...



Pat Garret e Billy the Kid é a obra renegada por seu próprio diretor, Sam Peckinpah, do excelente Meu Ódio Será sua Herança. Reza a lenda que o corte final foi dado pelos executivos da MGM que desejavam um filme mais comercial em detrimento a obra mais marginal que Peckinpah almejava. No final, a produção foi para o cinema com o corte do estúdio, Peckinpah rompeu com a MGM e foi para o México, aonde filmou o cultuado Tragam – me a Cabeça de Alfredo Garcia, uma espécie do que ele queria que fosse o seu Pat Garret e Billy the Kid.
Bom, apesar de toda a historia turbulenta encima dessa produção, o filme que narra os momentos derradeiros em que Pat Garret (James Coburn), ex – parceiro de Billy the Kid (Kris Kristofferson), passa para o lado da lei e imprime uma caçada contra o ex - comparsa bem que prende a atenção, apesar de cara sabermos logo o desfecho. Apoiado em boas cenas de ação e em alguns momentos especiais, como quando Billy duela com um antigo amigo, agora defensor da lei também, e mata o sujeito na frente de toda a família ou quando foge das garras da lei no começo do filme, atestando todo o respeito e adoração que o povo americano tem pela figura desse exímio pistoleiro fora da lei.
Apesar da boa fluência da trama, é notável que em algumas cenas a tentativa de Peckinpah de explorar mais o lado amoral da historia é abafado ou diminuído, com alguns cortes rápidos, direcionando logo para cenas mais tradicionais, mas talvez a cena em que Pat transa com varias prostitutas tenha ficado do jeito que o diretor queria ou uma outra seqüência em que um dos comparsas de Billy (representado por um jovem Harry Dean Stanton) libera a moça que esta com ele para o famoso pistoleiro.
Uma outra curiosidade é a presença de Bob Dylan no elenco, a trilha sonora também é dele, com direito a “Knockin` on a heavens Door” em uma bela cena a beira de um lago, mas a presença do cantor, que dá um certo tom pop ao filme, como um dos integrantes da gangue de Billy é totalmente desnecessária, ao ponto dele ter algumas cenas constrangedoras.
Pat Garret e Billy the Kid pode não ser o melhor de Sam Peckinpah, mas uma boa parte do estilo do diretor esta lá, principalmente na violência que surge lentamente e de repente explode em cenas geralmente filmadas em câmera lenta. Pena não podermos ver como ficaria a obra ao gosto de seu realizador. Nota 07.

Única foto conhecida de Billy The Kid, leiloada recentemente por 2,3 milhões de dólares

 Após a Guerra Civil americana, mercenários como Benjamim Trane ( Gary Cooper ) e Joe Erin ( Burt Lancaster ) vão para o México particip...



 Após a Guerra Civil americana, mercenários como Benjamim Trane (Gary Cooper) e Joe Erin (Burt Lancaster) vão para o México participar da Revolução com intuito de adquirir dinheiro. Inicialmente, eles são contratados pelo Imperador Maximiliano (George McCready), o líder francês local, para escoltar a Condessa Marie (Denise Darcel) a salvo ao porto e assim pegar um navio de volta a Europa, mas a viagem se revela uma farsa, quando a dupla de pistoleiros descobre um fundo falso na carruagem da Condessa repleto de ouro mexicano, que servira para financiar a chegada de mais tropas em terreno Mexicano e assim dar fim a Revolução. Porém, o exercito revolucionário local também esta atrás do ouro, que reivindica como tesouro nacional, assim uma intensa corrida pelo ouro vai acontecer, culminando em um combate sangrento na cidade de Vera Cruz.
Vera Cruz é um western com cara de superprodução de quando o gênero era um dos principais atrativos de Hollywood. O diretor Robert Aldrich, responsável por obras celebradas como Os Doze Condenados, realiza um filme que investe bastante na ação, com diversas cenas de perseguições e tiroteios. Apesar de ser um filme que não prima pelo conteúdo dramático, que poderia ser até mais explorado devido ao pano de fundo da Revolução mexicana, a obra consegue ser bastante simpática, principalmente pela parceria em cena da ótima dupla de atores formada por Gary Cooper e Burt Lancaster. Cooper faz um ex – combatente da guerra civil, elegante e culto e Lancaster representa o pior tipo de sujeito que o velho oeste poderia criar, sujo e cheio de artimanhas. O antagonismo dos dois cria as melhores cenas, com direito a iminentes duelos entre eles, apesar de serem parceiros em praticamente toda a trama.
A produção também tem outros atrativos, como a belíssima Sara Montiel, que faz uma mexicana revolucionaria que aparece como interesse romântico de Benjamim e vai mudar sua idéia em relação ao destino do ouro mexicano e Ernest Borgnine e Charles Bronson que também fazem pequenas e significativas participações como integrantes do grupo de bandoleiros liderados por Benjamim e Joe.
Vera Cruz esta mais para cinema pipoca do que para um faroeste revisionario. Apresenta excelente fotografia (ressaltada em alta - definição), trilha sonora e atores que elevam a qualidade da obra, para assistir e se divertir sem sofrimentos. Nota 7,5.

Remake de faroeste feito em 1969 com John Wayne. Um filme dirigido pelos irmãos Coen que não parece um filme dos irmãos Coen. Li que eles se...

Remake de faroeste feito em 1969 com John Wayne. Um filme dirigido pelos irmãos Coen que não parece um filme dos irmãos Coen. Li que eles se debruçaram sobre o enredo original para tentarem serem o mais fiel possivel ao espirito da história. A premissa é simples: garota contrata pistoleiros para prenderem assassino do seu pai. Durante o filme não parava de pensar o motivo para os Coen realizarem um filme como esse, uma refilmagem, fora do habitual universo que criam em torno de seus filmes. Bom, mais o filme me agradou , a menina está muito bem, Jeff Bridges e Matt Damon também; aliás Damon tem mandado bem em seus últimos trabalhos. Josh Brolin faz aparição no final como o vilão. O filme tem boas cenas de tiroteio, ótima fotografia e trilha sonora também, mas acho que não deve fazer barulho no Oscar 2011. Nota 07.