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O nome de Marylin Monroe vira e mexe sempre volta à pauta, é inevitável, até pelo mito que a atriz se tornou. Muito se espera dessa adap...


O nome de Marylin Monroe vira e mexe sempre volta à pauta, é inevitável, até pelo mito que a atriz se tornou. Muito se espera dessa adaptação que esta para sair com Michelle Willians no papel da musa platinada. Se será algo notável somente o tempo dirá. Monroe é uma atriz que provou não ser desprovida de talento e por ter vivido um outro tempo acabou reduzida a papeis em sua maioria iguais, de moças sedutoras e falsamente ingênuas, como nesse divertido O Príncipe Encantado, em que faz uma atriz de teatro que se envolve em um impasse político entre um regente de um País europeu dos Bálcãs e seu filho adolescente aspirante a Rei.

O Príncipe Encantado é uma comédia romântica despretensiosa, que faz rir e tira sarro da pompa e circunstancia da realeza. Nessa proposta, Monroe faz seu trabalho muito bem, concebendo seu tipo de humor que mistura o estilo corporal com um tom sarcástico. Apesar de pouco convencer o enlace romântico que é amostrado entre a espevitada Elsie (Marylin Monroe) e o blasé Regente da Carpácia vivido pelo ator Laurence Olivier (que também dirigiu o filme), a obra tem bons momentos, como quando a moça vai jantar a primeira vez com o homem e ele tenta seduzi-la e acaba sendo esnobado de maneira hilária ou quando a Rainha meio esclerosada resolve lhe escolher como sua dama de honra e assim oferecer uma das muitas honrarias que a moça recebe durante o filme.

Claro que O Príncipe Encantado não é seu melhor trabalho e nem o que aparece mais sensual, até porque é bem perceptível algumas gordurinhas saltando no vestido branco que usa em praticamente toda a historia. Porém não deixa de ser delicioso poder assistir o trabalho de uma atriz que exala carisma e simpatia em cena, dominando cada espaço e usando pequenos detalhes para engrandecer um personagem que beira o superficial e bobo. São em filmes menores e menos importantes como esse que se percebe com mais clareza porque Monroe sempre será eternamente saudada.