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A estréia do ator Marco Ricca na direção com Cabeça a Prêmio se mostra um tanto insossa, assim como o filme, que apesar de apresentar pers...

A estréia do ator Marco Ricca na direção com Cabeça a Prêmio se mostra um tanto insossa, assim como o filme, que apesar de apresentar personagens interessantes, como o criminoso descontrolado representado por Otávio Muller ou o piloto de avião hermano (Daniel Hendler) que se entrega a justiça para testemunhar contra o ex-empregador, não engrena em nenhum momento, tornando-se uma sessão com alguns momentos que parecem intermináveis ou outros bem enfadonhos.

A trama até promete no que poderia ser um filme interessante sobre corrupção, ilegalidade e no meio disso tudo um romance, mas os personagens parecem mal desenvolvidos e as cenas um tanto contemplativas, tirando o bom ritmo que o filme poderia ter. Fúlvio Stefanini não convece como uma espécie de mafioso e até Alice Braga aparece um tanto preguiçosa em cena. Os leões de chácara defendidos por Cássio Gabus Mendes e Du Moscovis acabam sendo o que a realização apresenta de melhor, os personagens são parceiros, mas se antagonizam e o bom-humor de Cássio Gabus Mendes é um alivio em meio a uma obra que pleiteia ser tão sisuda.

Cabeça a Prêmio, apesar de fraco, não chega a se comparar a péssimos produtos nacionais lançados recentemente, mas a pretensão do diretor em tentar tornar tudo crível cria um filme que busca fugir das costumeiras obras nacionais de forte enfoque violento e criminal, como os recentes Tropa de Elite e Cidade de Deus. A falta de ação pode fazer a produção soar chata e desinteressante, tanto que em certo momento, talvez percebendo que as coisas não estavam funcionando e na intenção de tornar a obra mais simpática, o diretor cria uma reviravolta, aonde enfia uma improvável sub-trama homossexual na historia. 

Parece que ultimamente os filmes de exorcismo voltaram a moda, dado a tantos títulos no circuito recente. "O Ritual" é um exemplar...

Parece que ultimamente os filmes de exorcismo voltaram a moda, dado a tantos títulos no circuito recente. "O Ritual" é um exemplar com mais acertos que erros, com certeza. A trama mostra a história do aspirante a Padre, vivido pelo novato Colin O´ Donoughe, que por duvidar da propria fé, é enviado ao Vaticano para fazer um curso sobre exorcismo. Chegando lá, ele se mostra muito cético em relação ao assunto e começa a desafiar o Mentor do curso. Como maneira de provar que o "Bicho Ruim" existe, ele é convidado a assistir sessões de exorcismo exercidas pelo experiente Padre representado por Anthony Hopkins. Durante o tempo que passa com o exorcista, ele faz amizade com a personagen de Alice Braga, uma jornalista a procura da verdade sobre o assunto. O longa tem uma cena muito emocionante, quando no começo do filme o aspirante a Padre da a extrema unção a uma vítima de um acidente que ele presencia, as cenas de exorcismo também são bem orquestradas; principalmente a sequência do exorcismo da menina grávida e os momentos de Anthony Hopkins possuído são antológicos. Alice Braga, apesar do papel pequeno, está muito bem, pelo visto, cada vez mais consolidada em Hollywood como atriz de ponta. A trilha sonora ajuda em muito a compor a tensão das principais cenas. Um dos pontos negativos, é a fraca atuação do protagonista, inexpressivo na maioria das cenas e apesar do filme ter bons momentos de tensão, achei que é mais didático que assustador. Nota 07.