Mostrando postagens com marcador Piper Laurie. Mostrar todas as postagens

Hesher ( Joseph Gordon Lewitt ) parece um sujeito que esqueceu de crescer, cabeludo, barbudo, com tatuagens de mau gosto, fã de rock pesado...


Hesher (Joseph Gordon Lewitt) parece um sujeito que esqueceu de crescer, cabeludo, barbudo, com tatuagens de mau gosto, fã de rock pesado, beberrão, maconheiro, itinerante em sua van caindo aos pedaços, sempre com uma metáfora mal criada na ponta da língua, além de extremamente grosseiro. Um dia, Hesher é colocado em situação incomoda pelo garoto T.J (Devin Brochu), um menino deslocado, que perdeu a mãe recentemente, sofre perseguição dos colegas na escola e mora com o pai (Rainn Wilson) viciado em antidepressivos e a avó (Piper Laurie), um tanto esclerosada. A maneira que Hesher arruma para se vingar do menino é indo morar em sua casa (isso mesmo), do nada ele aparece por lá e se instala na residência daquela família um tanto disfuncional, que parece não se preocupar com a presença daquele sujeito estranho, que acaba colocando T.J sempre em situações difíceis.

A realização do diretor estreante Spencer Susser apresenta situações pouco criveis, mas cresce com os sentimentos representados, não de forma utópica, muitos deles bem perto da realidade, de forma conflitante, o que trás os personagens para muito perto do expectador, podendo comover, mesmo com algumas situações constrangedoras. O diretor também consegue dar uma bem vinda áurea pop a produção, usando muito bem a trilha sonora heavy metal que marca os momentos mais dramáticos e engraçados, talvez até pela experiência com direção de videoclipes. O epílogo é algo marcante, na minha opinião, um dos mais emocionantes do ano.

Se por um lado, Hesher é um filme com alguns problemas de ritmo e imperfeições, por outro lado é uma obra que consegue ser arrebatadora, devido a grande atuação do elenco. Joseph Gordon Lewitt esta bem demais, comprovando seu talento e versatilidade no papel titulo, mas com certeza o filme é do garoto Devin Brochu, que também demonstra muito talento para o oficio. O filme ainda se dispõe de coadjuvantes de luxo como Natalie Portman e John Carroll Lynch, além de mostrar uma boa faceta dramática do comediante Rainn Wilson. Uma prova de que o cinema americano, quando foge de formulas, mesmo sem ser notável, consegue ficar acima da media.