Um dos representantes de melhor qualidade dos filmes de terror com temática rural realizados nos anos 70 nos EUA, que teve como o maior expoente em O Massacre da Serra Elétrica de Tobe Hoper em 1974. Quadrilha de Sádicos se mostra como uma obra visceral e pulsante ainda nos dias de hoje. Em sua segunda realização, o diretor Wes Craven, talvez tenha concebido sua melhor obra, mesmo depois tendo realizado o cultuado A Hora do Pesadelo, que com certeza é mais representativo para sua carreira.
Craven foi genial em colocar um dos melhores prazeres da família media americana, que é cruzar o país em seus moto-homes, em uma situação extremamente aterrorizante: o veiculo quebrado no meio de um deserto inóspito, aonde são espreitados por uma quadrilha de sádicos, como o próprio titulo nacional sugere, frutos, provavelmente, de mutações sofridas por constantes testes nucleares realizados nos arredores. O diretor usa uma câmera quase documental, com uma fotografia pigmentada que exalta em muito a sensação doentia que a trama passa: pessoas normais e até um bebê em meio a loucos que tem como intenção devora-las.
Claro que Quadrilha de Sádicos, pode soar mais light para públicos acostumados ao porn-torture atual. O terror demora um pouco a acontecer, criando um clima angustiante, e quando explode, é de maneira violenta e crua, focando muitas vezes o rosto dos atores bem de perto, para captar bem seus sofrimentos. Ainda ganhou um remake interessante em 2006, intitulado Viagem Maldita, mas que apesar das boas qualidades, não ficará marcado na historia do cinema como esse.





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