Convenhamos, um filme que a principal motivação do protagonista é arrumar 10 mil dólares para implantar silicones, e esse personagem ainda é uma professora de crianças, não da para ser levado muito a serio, mas de repente na mão de um cineasta mais habilidoso, sairia uma obra de mau gosto engraçada. Bom, não é o caso de Professora Sem Classe.
A obra do até experiente diretor Jake Kasdan, de A Vida é Dura e Orange County, é um filme tosco, mal conduzindo, com a intenção de fazer graça com situações politicamente incorretas, mas que não funcionam. Consegue se dispor de bons comediantes recentes, como Jason Segel e Lucy Punch, que parecem perdidos ou fora de sintonia em algumas cenas. A realização ainda tenta se segurar no carisma e sensualidade de Cameron Diaz, como uma professora de má conduta, que se preocupa apenas em arrumar um marido rico, que vê no professor substituto de família rica interpretado por Justin Timberlake a oportunidade, mas para isso terá que disputar com outra professora (Lucy Punch).
Professora Sem Classe se mostra como uma produção feita na medida para os cinemas de shoppings venderem muito sua excessivamente cara pipoca. Daqueles filmes que o expectador mais apurado sai com vergonha do cinema ou com vontade de esquecer que assistiu.




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