Mostrando postagens com marcador Cameron Diaz. Mostrar todas as postagens

Convenhamos, um filme que a principal motivação do protagonista é arrumar 10 mil dólares para implantar silicones, e esse personagem ainda é...

Convenhamos, um filme que a principal motivação do protagonista é arrumar 10 mil dólares para implantar silicones, e esse personagem ainda é uma professora de crianças, não da para ser levado muito a serio, mas de repente na mão de um cineasta mais habilidoso, sairia uma obra de mau gosto engraçada. Bom, não é o caso de Professora Sem Classe.

A obra do até experiente diretor Jake Kasdan, de A Vida é Dura e Orange County, é um filme tosco, mal conduzindo, com a intenção de fazer graça com situações politicamente incorretas, mas que não funcionam. Consegue se dispor de bons comediantes recentes, como Jason Segel e Lucy Punch, que parecem perdidos ou fora de sintonia em algumas cenas. A realização ainda tenta se segurar no carisma e sensualidade de Cameron Diaz, como uma professora de má conduta, que se preocupa apenas em arrumar um marido rico, que vê no professor substituto de família rica interpretado por Justin Timberlake a oportunidade, mas para isso terá que disputar com outra professora (Lucy Punch).

Professora Sem Classe se mostra como uma produção feita na medida para os cinemas de shoppings venderem muito sua excessivamente cara pipoca. Daqueles filmes que o expectador mais apurado sai com vergonha do cinema ou com vontade de esquecer que assistiu.

O francês Michel Gondry realizou Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor , filmes de que gosto muito, principalmen...

O francês Michel Gondry realizou Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor, filmes de que gosto muito, principalmente este último, que entraria fácil na minha lista de melhores do século 21; mas essa estréia em um Blockbuster contando as peripécias do nada convencional herói Besouro Verde e seu fiel escudeiro e motorista Kato é um tanto decepcionante. Não assisti nada da série que deu origem a esse filme, mas pelo o que li, o clima dessa versão em nada se assemelha ao original, mais soturno, enquanto esse está mais para uma comédia de aventura B. Nada contra esse tipo de filme, mas O Besouro Verde se mostra como um blockbuster bem preguiçoso, preocupado com os efeitos especiais e as cenas de ação, que não mostram nada de novo. Atores como Christoph Waltz (o vilão) e Cameron Diaz (secretária de Britt Reid, alter ego do Besouro) estão totalmente deslocados e tem atuações até risiveis. De bom no filme, tem a Beleza Negra, o carro do Besouro Verde construido por Kato, cheio de apetrechos e a boa química entre a dupla de atores, parecendo se divertir na maioria das cenas. Definitivamente,  Michel Gondry escolheu o projeto errado para tentar se tornar um Diretor mais popular. Nota 04.

A principal sensação ao assistir Medo e Delírio é de ter tomado um LSD, o filme é uma grande viagem do Diretor Terry Gilliam narrando a h...

A principal sensação ao assistir Medo e Delírio é de ter tomado um LSD, o filme é uma grande viagem do Diretor Terry Gilliam narrando a história de um jornalista (Johnny Depp) e seu advogado (Benicio Del Toro) fazendo a cobertura de um evento sobre motociclismo e outro sobre drogas em Las Vegas. A câmera filmando em posições diversas dá o tom do filme, que prima pelo nosense, nos levando a rir em muitas cenas das loucuras cometidas pela dupla de protagonistas. Em alguns momentos, o uso abusivo das drogas tem um tom didático; talvez a intenção do Diretor fosse essa mesma, fazer uma crítica velada ao comsumismo exarcebado dessas substancias naquela epóca, já que o filme se passa nos anos 70 e mostrando como esses anos influenciaram o mundo nas décadas seguintes. Porém, como Terry Gilliam é um Diretor que não explica seus filmes, talvez uma outra suposição seria mostrar que o mundo está tão chato que só se drogando muito para conseguir viver. Medo e Delírio, apesar de ser um filme dos anos 90, achei que se mantém bem atual, e com certeza influenciou muitos cineastas com sua estética e narrativa. Johnny Depp e Benicio Del Toro são um show a parte, com várias cenas antológicas. Curiosamente, vários atores e atrizes famosos fazem pontas nesse filme, como Tobey Maguire, Cameron Diaz, Ellen Barkin e Christina Ricci, um atrativo a parte. Um Terry Gilliam na medida para os amantes da sétima arte. Nota 08.