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A diretora Lone Scherfig impressionou o público e a critica quando mostrou ao mundo o seu Educação de 2009, um drama muito bem conduzid...


A diretora Lone Scherfig impressionou o público e a critica quando mostrou ao mundo o seu Educação de 2009, um drama muito bem conduzido que também apresentou ao cinema a atriz Carey Mulligan, que se destacou tanto que chegou a ser comparada a Audrey Hepburn por alguns mais entusiasmados. Então era normal que se criasse certa expectativa em relação ao seu novo filme intitulado Um Dia, com o bom ator Jim Sturgess e  a não menos talentosa Anne Hathaway. Não dá para dizer que o resultado é excelente, mas mesmo assim temos um bom filme no que se propõe: um romance que tenta fugir dos clichês, mesmo caindo em alguns que não chegam a atrapalhar e até funcionam em favor do filme.

Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturges) se conhecem em 15 de julho de 1988, dia de suas formaturas  e após um breve enlace atrativo, justificado pela decorrência da bebedeira, eles resolvem que serão somente amigos, apesar de ficar evidente a atração entre ambos. Então o filme foge de uma narrativa mais tradicional para trazer um retrato da relação de ambos ao longo de alguns bons anos, sempre mostrando o mesmo 15 de Julho. Vemos a evolução de suas vidas, que vão sendo marcadas por outras evoluções que marcaram o mundo, como o celular, internet, entre outras. Esse talvez seja o ponto fraco do filme, porque a opção de não acompanhar uma narrativa mais aproximada em relação aos protagonistas tornam algumas passagens superficiais, enquanto ficamos esperando por cenas literalmente emocionais entre o casal, que por fim acabam demorando a acontecer na historia.

Tirando alguns desacertos, como a opção narrativa que deve funcionar muito melhor no livro em que é baseado, o casal principal carrega boa química e Anne Hathaway apesar de parecer pouco à vontade com o papel de “inglesinha” (que muitos têm dito que cairia melhor em Mulligan) consegue trazer certa simpatia e entrega ao personagem ao ponto de acreditarmos no amor entre os dois. Sturges também tem seus momentos e seu personagem inevitavelmente é o que tem um arco dramático maior, porque ele realmente passa por mudanças e sofrimentos, culminando em uma das cenas mais bonitas do filme quando ele reencontra o ex-namorado de Emma e em uma conversa franca percebemos o quanto ele realmente ama aquela moça especial.