Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) é um militar que acorda no corpo de outra pessoa dentro de um trem, e nos próximos minutos, desorientado, vê o trem explodir, segundos depois está em uma espécie de cápsula. Logo, o que Colter acaba de descobrir é que ele faz parte de um projeto cientifico do governo americano chamado Código Fonte, que consiste em visitar realidades paralelas e evitar acontecimentos trágicos.
No caso, a missão de Colter é voltar ao trem e impedir que o mesmo exploda, achar o terrorista responsável e evitar que uma outra explosão de proporções maiores aconteça, isso tudo em apenas oito minutos, que é o tempo que a inserção nessa realidade alternativa pode durar.
Contra o Tempo é um filme que se assemelha bastante a Efeito Borboleta de 2004, devido as constantes repetições de cenas, mas que invés de investir nas viagens no tempo, explora o tema das realidades alternativas. A obra do diretor Duncan Jones, do interessante Lunar de 2009, é um thriller dos mais envolventes e tensos lançados ultimamente, mas peca por ter soluções obvias e como nas maiorias dos filmes que envolvem militares americanos, exacerbarem no patriotismo.
O protagonista Jake Gyllenhaal tem demonstrado um bom timing para filmes de ação, mas toda a baboseira militar patriótica acaba diminuindo o seu personagem, que tem as melhores cenas quando esta com Christina (Michelle Monaghan), os dois demonstram uma boa química que é pouco explorada na obra. Um filme que nas mãos de outro diretor mais experiente renderia uma obra mais complexa. Nota 6,5.

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