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É notável o aparato para que Taylor Lautner se saia bem em cena nesse Sem Saída , dirigido por Jon Singleton , de obras como +Velozes +Furi...

É notável o aparato para que Taylor Lautner se saia bem em cena nesse Sem Saída, dirigido por Jon Singleton, de obras como +Velozes +Furiosos e o premiado Os Donos da Rua de 1991. Mesmo a boa quantidade de talentosos atores, como Alfred Molina, Sigourney Weaver, Maria Bello, Jason Isaacs e até o excelente ator sueco Michael Nyqvist, protagonista da versão nórdica para Os Homens que não Amavam as Mulheres, e ainda cenas que favorecem o porte atlético do jovem ator, não conseguem esconder a falta de talento dramático de Lautner para a demanda de seu personagem.

Não que Sem Saída seja um thriller comercial ruim, não chega a tanto, fico em um meio-termo, principalmente pela atuação sem expressão de Lautner, que é um dos astros da franquia Crepúsculo, que vem a ser uma das mais lucrativas atualmente (?). A obra tem alguns furos no roteiro, soluções óbvias, cortes bruscos, como se o diretor tivesse preguiça em realizar algum plano-sequência, mas mesmo assim consegue segurar o expectador com um bom ritmo, cenas de ação e de lutas bem coreografadas e que remetem a produções feitas a moda antiga. Se o filme se propusesse apenas a explorar esse lado frenético de ação descerebrada, talvez passasse melhor, mas como a trama nos apresenta um romance, com viés platônico, acaba tendo nesse enfoque seus piores momentos, com cenas que chegam a dar vergonha.

Na trama, Nathan (Taylor Lautner) descobre que seus pais não são seus pais e se vê envolvido em uma conspiração de espionagem governamental, envolvendo seu verdadeiro pai (que seria um perigoso agente autônomo), agentes da CIA e agentes russos. No meio desse turbilhão, ainda arruma tempo para se enamorar com a vizinha Karen (a belíssima Lily Collins). Tirando os momentos do insosso romance, fica interessante assistir os bons atores trabalharem, principalmente Alfred Molina e Michael Nyqvist, que rouba praticamente todas as cenas em que aparece, mas o ator sueco merecia uma obra melhor para estrear em produções ianques.