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Drama familiar dirigido com competência por Jodie Foster , Um Novo Despertar é uma obra com tom de fabula, exaltada pela terna narração em ...

Drama familiar dirigido com competência por Jodie Foster, Um Novo Despertar é uma obra com tom de fabula, exaltada pela terna narração em off, mas que não deixa de dialogar sobre as agruras da vida moderna, representada por Walter Black (Mel Gibson), sujeito até certo ponto bem sucedido, mas que cai em uma depressão sem precedentes, fazendo a  esposa (Jodie Foster) e os filhos perderem a esperança nele. A solução aparece na forma de um fantoche de um castor, que parece assumir as rédeas da vida de Walter e por onde o mesmo se comunica.

Claro que inicialmente a vida de Walter parece voltar ao normal, com a esposa se interessando novamente por ele e o filho pequeno admirando aquele fantoche estranho e divertido, somente o filho mais velho (Anton Yelchin) parece um tanto desconfiado e adverso ao uso daquele castor que não sai do braço do pai por nada e que inevitavelmente trará problemas para o homem. Um Novo Despertar também toca nesse assunto de relacionamentos difíceis entre pais e filhos. Há um uso excessivo de clichês, mas que não chegam a comprometer o filme, a presença de bons atores jovens como Anton Yelchin e Jennifer Lawrence, como um líder de torcida amargurada, dão um tom jovial a produção, que ainda carrega uma interessante trilha sonora.

No final, Um Novo Despertar, mesmo não sendo notável, é uma obra interessante em que Jodie Foster apresenta uma bem vinda porção diretora, que deve e merece ser explorada e Mel Gibson exercita seu lado ator que tem feito falta ao cinema.

A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe .  Aventura com toques de espionagem que me surpreende...

A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe.  Aventura com toques de espionagem que me surpreendeu bastante pela trama e pelas atuações.
Nessa nova obra, somos apresentados à primeira historia do grupo liderado pelo professor Charles Xavier, claro que de uma maneira produzida para o cinema e não se preocupando em ser extremamente fiel aos quadrinhos. Como ficou, a produção dirigida por Matthew Vaughn, do incensado Kick Ass, parece uma graphic novel de luxo, daquelas com traço elegante e história crível, fazendo um mix de fatos reais com ficção. Aliás, a ambientação da trama, passada durante a crise dos mísseis russos enviados para Cuba, tema que até rendeu o longo 10 Dias que abalaram o Mundo, foi uma ótima sacada do roteiro, criando interessantes momentos de espionagem, que acaba nos remetendo aos bons filmes de 007, principalmente os protagonizados por Sean Connery.

A escalação do elenco é um atrativo a parte, James McAvoy consegue imprimir a sagacidade e inteligência necessária ao professor X e Michael Fassbender entrega uma ótima atuação como Magneto, mesclando a liderança, charme, insanidade e mistério que o personagem necessita para ganhar força. A talentosa Jennifer Lawrence interpreta uma jovem Mística, dando mais profundidade ao personagem e Kevin Bacon encarna o vilão Sebastian Shaw de maneira apenas correta, o destaque negativo é a atuação de January Jones que faz uma Rainha Branca que mais lembra uma prostituta de luxo. A aparição de mutantes inéditos no cinema como Banshee e Destrutor também satisfazem e o Fera ganha bastante destaque na história. Rose Byrne interpreta Moira McTargett, agente da CIA e envolvimento amoroso de Charles Xavier. Um dos melhores momentos é a tensa sequência, protagonizada por um Magneto ainda garoto, no campo de concentração, em que é obrigado a invocar seus poderes para que a sua mãe seja poupada de uma execução.

X – Men: Primeira Classe é um filme que dá novo fôlego a franquia de um dos grupos de heróis mais famosos e populares da Marvel e com certeza deixando os fãs satisfeitos por poderem conferir uma realização que prima pela qualidade e honra a mitologia criada nos HQs. Nota 08.


Nos últimos anos, perto da época de premiação do cinema americano, tem aparecido filmes alternativos que acabam arrebatando a crítica e públ...

Nos últimos anos, perto da época de premiação do cinema americano, tem aparecido filmes alternativos que acabam arrebatando a crítica e público; e consequentemente levando algumas indicações para os prêmios. A bola da vez esse ano é "Inverno da Alma", que conta a jornada de uma menina de 17 anos para poder encontrar o pai, um foragido da lei e não perder a casa em que mora com os dois irmãos e a mãe doente. Para isso ela tem que enfrentar a cidadezinha aonde vive, uma sociedade baseada na venda de anfetaminas fabricada em laboratórios clandestinos, da qual seu pai fazia parte e aonde empregam suas proprias leis, vivendo totalmente a margem. Realmente, a trama do filme é bem conduzida, traçando bem o perfil dos personagens, Jennifer Lawrence esta muito bem,  John Hawkes que faz o tio dela também tem uma atuação boa. A fotografia é muito marcante , retratando bem o frio e a dureza da vida local, mas senti falta de uma trilha sonora decente. Gostei do filme, mas não me tocou. Nota 07.