Mostrando postagens com marcador Chlöe Sevigny. Mostrar todas as postagens

Até aonde a loucura pode levar uma pessoa? Acho que o grande intuito dessa obra dirigida e roteirizada pelo veterano Werner Herzog era dia...


Até aonde a loucura pode levar uma pessoa? Acho que o grande intuito dessa obra dirigida e roteirizada pelo veterano Werner Herzog era dialogar sobre esse tema. Meu filho, olha o que fizeste! (título em Portugal, pois esse filme não tem data para lançamento no Brasil) narra a história de Brad McCullum (Michael Shannon), um homem já não tão jovem assim, que é superprotegido pela mãe (Grace Zabriskie) e que depois de um acontecimento marcante acaba desenvolvendo uma psicose que culmina assassinando a própria mãe.
O filme tem duas narrações, uma do desenrolar do assassinato, com a policia sitiando a sua casa, aonde Brad se esconde possivelmente com dois reféns e outra que mostra fatos do passado, narrada pela sua noiva (Chlöe Sevigny) e pelo diretor (Udo Kier) de uma peça teatral que Brad encenou. Willem Dafoe faz o policial que conduz o caso e interliga as duas narrações.
Meu filho, olha o que fizeste! também é uma obra um tanto estranha, tanto nas atuações,  na  caracterização dos personagens e na maneira como é conduzida. Não sei se a produção executiva a cargo de David Lynch tenha influenciado alguma coisa, é bem provável, mas como Werner Herzog já produziu outros filmes que fogem do lugar comum como Vício Frénetico e Nosferatu, O Vampiro da Noite, outra possibilidade é que a junção dos dois tenha unido o estranho ao improvável.
Para finalizar, esse foi um filme que inicialmente achei chato e tedioso, mas depois, analisando melhor, percebi que ele tinha me agradado, não sei explicar ao certo. A atuação do sempre bom Michael Shannon, de Possuídos e Foi Apenas um Sonho, pode ter influenciado e a obra consegue ao que se propõe: criar sentimentos diversos no expectador. Nota 07.