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Água para Elefantes não é um filme péssimo, mas também não é ótimo. É um meio termo bem mediano, mas poderia ter sido melhor, até porque...


Água para Elefantes não é um filme péssimo, mas também não é ótimo. É um meio termo bem mediano, mas poderia ter sido melhor, até porque tem boa fluência e clichês bem utilizados. Dizer que muito do que descredita o filme é a má atuação do galã Robert Pattison seria até certa implicância com o limitado ator, mas realmente não é só isso, até porque muitas vezes filmes bons conseguem ter atuações ruins e em filmes ruins atuações boas. A oscarizada Reese Witherspoon contribui e muito com uma atuação pífia para conceber o clima morno da produção e alem disso a própria trama tem um desenvolvimento bem superficial, fazendo com que o expectador não consiga realmente se envolver com o romance apresentado, em certo momento tudo parece piegas demais. A historia mais ampla em si até é interessante, porque amostra a vida no circo, principalmente em uma época em que eles eram realmente grandes atrações.

Logo no inicio do filme vemos a história ser delineada por um senhor chamado Jacob (Hal Holbrook) que seria o personagem de Pattinson ancião. Abandonado em um circo, ele é resgatado por um jovem que administra o local e o interesse do rapaz por aquele amável senhor que parece ter vivido a época de ouro circense faz com que Jacob conte sua historia que vai tomando forma a partir de um flashback (Titanic?). De maneira clássica, começando pela morte de seus pais, até a entrada no circo, os conflitos com o proprietário interpretado por um Christopher Waltz no piloto automático e por fim o envolvimento com Marlena (Reese Whiterspoon) a estrela da companhia e esposa do patrão. 

Engraçado que a pequena participação de Holbrook talvez seja uma das melhores coisas do filme, aliada a uma fotografia bonita e uma direção de arte competente que também devem ser citadas. A seqüência inicial com o velho Jacob até consegue climatizar para o desenvolver da historia, mas os sentimentos que são apresentados pelo casal acabam não justificando toda a emoção daquele senhor. Então logo se pode ver o filme com certo distanciamento, uma pena, porque talvez com atores mais talentosos ou comprometidos, Água para Elefantes poderia realmente ser um filme destacado nesse ano de 2011.


O diretor inglês Paul W. S. Anderson é conhecido por seus filmes violentos, meio gore meio ficção, com visual de games eletrônicos e tramas...

O diretor inglês Paul W. S. Anderson é conhecido por seus filmes violentos, meio gore meio ficção, com visual de games eletrônicos e tramas sem muita profundidade, focadas principalmente na ação. A partir desse perfil, não dava para esperar que mudasse essa pegada em Os Três Mosqueteiros e até para o que o filme se propõe eu diria que Anderson consegue atingir sua meta. Não que essa re-imaginação da historia clássica de Alexandre Dumas seja ótima, mas também não é péssima. Um meio-termo que consegue fazer o expectador chegar ao seu epílogo sem muitos contratempos.

Até que a historia se mantêm bem fiel ao primeiro encontro do jovem D´Artagnan (Logan Lerman) com os três mosqueteiros formados por Athos (Matthew MacFadyen), Portos (Ray Stevenson), Aramis (Luke Evans) e apresenta os principais personagens que tornaram notável o texto de Dumas, mas longe da dramaticidade de outras adaptações, essa versão de Anderson tem um ritmo de aventura mesclado a alguns momentos “engraçadinhos” (seja tirando sarro da moda vigente ou do estilo de vida dos próprios mosqueteiros), ainda com tiradas para arrancar algumas risadas da platéia, principalmente às protagonizadas pelo servo gordinho Planchet (James Corden) que inevitavelmente acaba roubando as poucas cenas em que aparece.

A obra tem um ritmo bem acelerado, aonde tudo vai acontecendo rapidamente, como se o diretor quisesse que o expectador não se distraísse com mais nada e nesse ponto até que o filme flui, apresentando alguns planos-sequência em câmera lenta interessantes, dignos do cinema estilizado que Anderson procura sempre fazer. A realização é daquelas despretensiosas e que não se leva muito a serio, talvez isso seja um ponto positivo para Os Três Mosqueteiros, ficando um gostinho de sessão da tarde. Das atuações, certamente a mais destacada é a de Christopher Waltz no papel do Cardeal Richelieu e principalmente a de Milla Jovovich totalmente à vontade no papel de uma espiã dupla boa no quebra-quebra, o que não é nenhuma novidade para a atriz, cada vez mais acostumada a filmes de ação.

Um dos principais pontos negativos é o visual excessivamente de vídeo-game que esse possui, a inserção de um tabuleiro amostrando a evolução dos personagens no filme talvez tenha a intenção de confirmar esse estilo para a obra, mas não dá para dizer que estimula. As cenas de batalhas aéreas também não atingem a emoção almejada por Anderson ao incluir dirigíveis acoplados a navios, no trailer elas parecem ser muito mais interessantes e o 3D que achei que faria diferença nesse, pouco acrescenta. O final em ritmo mais acelerado que ao longo do filme, fica impressão de mais uma readaptação desnecessária, mas mesmo assim deve render uma continuação.


O francês Michel Gondry realizou Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor , filmes de que gosto muito, principalmen...

O francês Michel Gondry realizou Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor, filmes de que gosto muito, principalmente este último, que entraria fácil na minha lista de melhores do século 21; mas essa estréia em um Blockbuster contando as peripécias do nada convencional herói Besouro Verde e seu fiel escudeiro e motorista Kato é um tanto decepcionante. Não assisti nada da série que deu origem a esse filme, mas pelo o que li, o clima dessa versão em nada se assemelha ao original, mais soturno, enquanto esse está mais para uma comédia de aventura B. Nada contra esse tipo de filme, mas O Besouro Verde se mostra como um blockbuster bem preguiçoso, preocupado com os efeitos especiais e as cenas de ação, que não mostram nada de novo. Atores como Christoph Waltz (o vilão) e Cameron Diaz (secretária de Britt Reid, alter ego do Besouro) estão totalmente deslocados e tem atuações até risiveis. De bom no filme, tem a Beleza Negra, o carro do Besouro Verde construido por Kato, cheio de apetrechos e a boa química entre a dupla de atores, parecendo se divertir na maioria das cenas. Definitivamente,  Michel Gondry escolheu o projeto errado para tentar se tornar um Diretor mais popular. Nota 04.