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  Lou Ford ( Casey Affleck ) é um delegado da pequena cidade de Oklahoma nos anos 40 e cidadão respeitado. Um dia, a pedido do delegado t...


Lou Ford (Casey Affleck) é um delegado da pequena cidade de Oklahoma nos anos 40 e cidadão respeitado. Um dia, a pedido do delegado titular, Lou vai visitar Joyce (Jéssica Alba), uma prostituta que esta envolvida com o filho de Chester Conway (Ned Beatty), um figurão e empreiteiro local, a fim de manda - la embora da cidade. No primeiro contato, Lou e Joyce se estranham, mas depois desenvolvem um estranho romance, baseado em sexo e violência.
Lou também namora Amy (Kate Hudson), uma jovem preocupada somente no seu casamento com o delegado e que faz vista grossa para as ações do namorado. Lou Ford tem como colaborador Joe Rothman (Elias Koteas), o líder do sindicato local e desafeto declarado de Conway. Durante a investigação do acidente que vitimou o irmão adotivo de Lou, Joe descobre que na verdade Conway armou uma situação e que o acidente se revelou um assassinato. Esse fato acaba servindo como mola propulsora para Lou Ford desenvolver inicialmente uma vingança que vai se transformando em uma psicopatia, levando – o a cometer vários assassinatos.
O Assassino em Mim foi um filme que me impressionou bastante, tanto pela violência, quanto pela atuação de Casey Affleck, que repete com maestria a boa representação de um sujeito cheio de demônios interiores e dubiedades apresentada também em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford. Curioso como nos dois filmes os personagens de Casey tem Ford no nome.
Sinceramente, não acreditava que o diretor que fez o chato Nove Canções poderia entregar um filme tão contundente e visceral. O inglês Michael Winterbottom traça muito bem e sem pressa o perfil do protagonista assassino e cria uma atmosfera de negligencia, principalmente com as mulheres do filme, que são representadas de maneira bem machista e amoral. A cena em que surra Jéssica Alba é uma das mais fortes já feitas no cinema, impressionantemente real e cruel.
O Assassino em Mim pode ser considerada uma obra ousada, até por usar o assassino como protagonista, mas também ganha pontos por não enaltece – lo em nenhum momento, registra o meio em que vive e como o passado influenciou negativamente o caráter do rapaz. Nota 08.

Remake americano para o original Sueco "Deixe Ela Entrar" de 2008. Ainda não tive a oportunidade de assistir o original para fazer...

Remake americano para o original Sueco "Deixe Ela Entrar" de 2008. Ainda não tive a oportunidade de assistir o original para fazer comparações, mas a maioria dos comentários que li glorificam o filme como uma das melhores histórias sobre vampiros já realizadas. O que me levou a assistir o americano primeiro, já que estou com os dois em casa, foi a presença da atriz Chloe Moretz que tanto me impressionou em "Kick - Ass" no papel de Hit - Girl e a menina não faz feio nesse, mandando muito bem como a vampira pré - adolescente que conquista o coração do vizinho, um sensível garoto que sofre de Bullying no colégio. O filme não se preocupa em entrar na onda de "Crepúsculo", com dilemas morais e existenciais, o que vemos é uma relação entre duas pessoas desajustadas, tão comum na idade dos protagonistas, muito mais realistas, podemos até entender o motivo pelo qual o garoto continua a gostar da vampira mesmo depois de descobrir o seu segredo e presenciar assassinatos cometidos por ela. Algumas cenas emocionam, como quando o seu parceiro do começo do filme, um possível garoto que ela conheceu a muito tempo, se entrega a ela para morrer para não ter que revelar o seu segredo ou quando para provar o seu amor, ela entra na casa dele sem ser convidada; o que causaria sua morte. Na minha opinião, mesmo sem ter visto o original, os americanos acertaram a mão; principalmente pela escolha do elenco juvenil. Grande filme, recomendo. Nota 08.