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Quando aparece algum filme que logo pipocam um monte de comentários elogiosos sobre acabo ficando um tanto desconfiado, mas a campanha posit...

Quando aparece algum filme que logo pipocam um monte de comentários elogiosos sobre acabo ficando um tanto desconfiado, mas a campanha positiva sobre Amizade Colorida procede, pois o longa é bem divertido mesmo, apresentando uma química exuberante entre o casal protagonista, alem de ser um sopro de audácia em meio a produções parecidas e tão politicamente corretas que costumam ser realizadas por Hollywood.

Se bem que esse ano de 2011 já houve algumas produções que descortinavam o pudor excessivo de comedias românticas, jogando o sexo logo de inicio na cara da platéia, como a dramédia Amor e Outras Drogas dirigida pela mão pesada de Edward Zwick e Sexo sem Compromisso de Ivan Reitman, que ainda não conferi (e nem sei se vou) devido a tantos comentários negativos que acabaram me desestimulando.

Alem da atuação pulsante de Justin Timberlake e da belíssima Mila Kunis (que belos olhos a moça tem, seriam só os olhos mesmo?), Amizade Colorida se torna interessante por apresentar uma trama que satiriza as próprias comédias românticas, alem dos vilões do filme serem os próprios protagonistas, que só não ficam um com outro porque querem manter a proposta de apenas fazer sexo casual, sem amor, sem obrigações. Um paraíso para alguns, mas como sabemos, não é assim que as coisas funcionam, principalmente em um filme.

O diretor Will Gluck, do divertido A Mentira de 2010, comprova que tem talento para conduzir comédias com um tom mais ácido, criando alguns momentos interessantes, como o flashmob do prólogo, além de utilizar muito bem a atmosfera de casualidades da cidade de Nova Iorque, uma cidade que parece perfeita para encontros e desencontros. Com coadjuvantes (Richard Jenkins, Patrícia Clarkson, Bryan Greenberg, Emma Stone, Andy Samberg) que dão suporte devido para a dupla principal brilhar, Amizade Colorida é uma grata surpresa e está entre as produções de destaque desse ano.


Remake americano para o original Sueco "Deixe Ela Entrar" de 2008. Ainda não tive a oportunidade de assistir o original para fazer...

Remake americano para o original Sueco "Deixe Ela Entrar" de 2008. Ainda não tive a oportunidade de assistir o original para fazer comparações, mas a maioria dos comentários que li glorificam o filme como uma das melhores histórias sobre vampiros já realizadas. O que me levou a assistir o americano primeiro, já que estou com os dois em casa, foi a presença da atriz Chloe Moretz que tanto me impressionou em "Kick - Ass" no papel de Hit - Girl e a menina não faz feio nesse, mandando muito bem como a vampira pré - adolescente que conquista o coração do vizinho, um sensível garoto que sofre de Bullying no colégio. O filme não se preocupa em entrar na onda de "Crepúsculo", com dilemas morais e existenciais, o que vemos é uma relação entre duas pessoas desajustadas, tão comum na idade dos protagonistas, muito mais realistas, podemos até entender o motivo pelo qual o garoto continua a gostar da vampira mesmo depois de descobrir o seu segredo e presenciar assassinatos cometidos por ela. Algumas cenas emocionam, como quando o seu parceiro do começo do filme, um possível garoto que ela conheceu a muito tempo, se entrega a ela para morrer para não ter que revelar o seu segredo ou quando para provar o seu amor, ela entra na casa dele sem ser convidada; o que causaria sua morte. Na minha opinião, mesmo sem ter visto o original, os americanos acertaram a mão; principalmente pela escolha do elenco juvenil. Grande filme, recomendo. Nota 08.