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O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos...


O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos de Gattaca, Senhor das Armas e O Show de Trumam, mas nesse O Preço do Amanhã ele parece derrapar em suas propostas. Não que o filme seja totalmente ruim, que até pode ser visto por óticas diferentes, como ficção é bem parco, mas como ação consegue até sustentar a atenção do expectador, apresentando algumas boas seqüências. Na verdade, acho que o filme esta mais para ação mesmo, apesar de ter a premissa do tempo como moeda corrente ser bem interessante.

Acho que uma das grandes falhas da proposta de ficção cientifica é ficar martelando na historia do tempo, não há subtramas bem desenvolvidas, falta emoção naquela correria toda. Com muitas cenas em que vemos os personagens tendo que se virar para conseguir o tempo necessário para não morrer e deixando de lado as nuances que poderiam ser exploradas. Em certo momento, a realização se torna repetitiva e parece que o próprio diretor percebendo que seu trabalho não estava saindo como queria imbui na trama um ar mais descontraído do meio para o final, com aquela historinha de Robin Hood, roubando tempo dos ricos para dar aos pobres.

A historia envolve um futuro aonde o dinheiro é o tempo, as pessoas envelhecem até 25 anos e depois um relógio interno, colocado nos humanos ainda bebês começa a funcionar e assim tem que se virar para conseguir tempo para viver, seja trabalhando ou roubando. Os ricos têm muito tempo, o que os torna praticamente imortais e os pobres? Bom, são pobres, nê? E pobre sempre se dá mal. O Preço do Amanhã é um filme que passa sem muitos problemas, os protagonistas formados por Justin Timberlake e Amanda Seyfried são carismáticos e demonstram boa química em cena, mas como ficou, vale apenas como uma diversão despretensiosa, com pouca profundidade. 
 
 

Nove aliens do Planeta Lorien são enviados a Terra para serem salvos dos seus inimigos, os Mogadorianos, conquistadores por natureza e que ...


Nove aliens do Planeta Lorien são enviados a Terra para serem salvos dos seus inimigos, os Mogadorianos, conquistadores por natureza e que acabam por devastar Lorien. Sabendo que sobreviventes foram enviados  para a Terra, eles iniciam uma caçada em solo terrestre. John (Alex Pettyfer) é um dos sobreviventes, o número 4 e próximo da lista de execuções dos Mogadorianos. John e Henry (Timothy Olyphant), seu protetor, refugiam - se em uma cidade pequena chamada Paradise, aonde John começa  a desenvolver seus poderes. Logo conhece Sarah (Dianna Agron), uma fotógrafa por quem se apaixona e Sam (Callan McAuliffe), um jovem que acredita que seu pai foi sequestrado por aliens. Enquanto isso, os Mogadorianos preparam a investida final contra John.
Eu sou o Número Quatro não é um filme ruim, mas também não é bom. Na verdade, uma diversão/produto na medida para o público jovem que lota cinemas para assistirem filmes com super - heróis e efeitos especiais. O diferencial nesse, talvez seja a direção de D. J. Caruso, que já mostrou habilidade para  criar tensão e suspense, e ainda lidar com temas jovens, vide as suas obras anteriores, Paranóia e Controle Absoluto. Outro ponto que talvez aproxime a história do público, é a semelhança com Super - Homem, que também é um alien e foi enviado a Terra para que sobrevivesse. Algumas cenas e a trilha sonora lembram bastante Smallville.
No mais, Eu sou o Número Quatro é um filme que pode ser esquecido rapidamente, porém, do jeito que  o mercado anda, talvez vire franquia, mas sem nenhuma necessidade. Nota 05.