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Não é que o crossover de western e ficção, Cowboys & Aliens é um filme divertido. A obra dirigida por Jon Favreau , um dos diretores c...

Não é que o crossover de western e ficção, Cowboys & Aliens é um filme divertido. A obra dirigida por Jon Favreau, um dos diretores com mais moral hoje em dia em Hollywood, se mostra um blockbuster realizado com esmero pelo estúdio. O roteiro escrito por um verdadeiro time se preocupa em criar nuances aos personagens envolvidos, desde o protagonista Jake Lonergan (Daniel Craig), sujeito que aparece desmemoriado em uma cena inicial digna dos grandes faroestes, ao capanga índio Nat (Adam Beach), um personagem secundário que soaria descartável. De um jeito ou de outro, todos tem algum envolvimento emocional na trama.

A historia dos alienígenas que invadem a terra na época dos cowboys, ainda se importa em criar um clima de velho oeste, com longas caminhadas de cavalo, imagens lindas de desfiladeiros e montanhas. Em minha opinião, o western é um gênero que nasceu para o cinema e Favreau capta bem isso com suas câmeras, deve ser uma maravilha poder conferir em IMAX essas belas imagens. Os alienígenas não chegam a ser novidades e nem metem medo em ninguém, mas funcionam bem nas batalhas e ainda temos uma cena bem especial em que um dos cowboys laça um dos aliens, ao melhor estilo vaqueiro.

Daniel Craig se afirma cada vez mais como um ator interessante para interpretar heróis sérios, mas ver Harrison Ford como um coronel durão, dá um charme todo especial a produção, uma delicia assistir Ford, no seu melhor jeito canastra de ser, chegando no momento exato para salvar tudo no melhor estilo Indiana Jones e ainda tem a belíssima Olívia Wilde, interpretando uma misteriosa andarilha. Claro que Cowboys & Aliens tem um furo aqui e acolá, alguns clichês, normal, mas tem o mérito de fazer as cenas para criar clima funcionarem e acreditem, na sala em que estava, alguns empolgados bateram palmas ao final da sessão.

Becky Fuller ( Rachel McAdams ) é uma produtora de TV workaholic que acaba de ser demitida do seu programa. Sem muitas opções e precisando t...

Becky Fuller (Rachel McAdams) é uma produtora de TV workaholic que acaba de ser demitida do seu programa. Sem muitas opções e precisando trabalhar, aceita o emprego em uma produtora mediana em um programa considerado fracassado e com os dias contados. Logo de cara, ela precisa melhorar a cara da atração, passando pela reformulação no estilo de Colleen Peck (Diane Keaton), a apresentadora que faz um estilo meio Ana Maria Braga e mirando em Mike Pomeroy (Harrison Ford), um lendário jornalista investigativo, que está enconstado na emissora e detesta este tipo de programação, mas que tem obrigações contratuais com o canal, que o obrigam a ser o novo âncora do programa. Além disso, ainda engata um romance com Adam Bennett (Patrick Wilson), um produtor de um outro programa da mesma emissora.

Quem for assistir esse filme esperando uma comédia romântica vai se decepcionar, porque o romance da protagonista tem pouco destaque, funcionando mais como uma fuga da personagem da pressão do trabalho. Na verdade, Uma Manhã Gloriosa pode ser considerada uma boa comédia de relacionamentos e de situações de trabalho, mostrando Rachel McAdams como uma atriz com bom timing para o gênero, carregando o filme, no meio de monstros sagrados como Harrison Ford e Diane Keaton, que estão bem nos seus papéis, principalmente Harrison, como um velho repórter ranzinza. Aliás, as melhores cenas são protagonizadas por Harrison e Rachel, que inicialmente não se dão bem.

Uma Manhã Gloriosa, também é um filme de soluções fáceis, repleto de clichês do genêro e moldado para quem quer uma diversão rápida e despretensiosa; e realmente diverte, sem inventar muito e ao final, fazendo aparecer aquele sorriso de canto de boca. Nota 06.