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Somente o elenco de Amor a Toda Prova valeria uma ida ao cinema, mas a obra, assinada pela dupla de diretores Glenn Ficarra e John Requa ,...

Somente o elenco de Amor a Toda Prova valeria uma ida ao cinema, mas a obra, assinada pela dupla de diretores Glenn Ficarra e John Requa, que já haviam realizado o interessante e divertido Golpista do Ano de 2009, consegue fugir da sina de filme de esquetes, que normalmente acaba acontecendo quando se envolvem tantos atores interessantes e se mostra uma das melhores comedias realizadas em 2011.

A trama começa mostrando a separação do casal formado por Cal (Steve Carell) e Emily (Julianne Moore). Cal sai de casa e passa boa parte do seu dia em um bar enchendo a cara e lamentando que sua ex-esposa o corneou, ninguém dá muito atenção para ele. Um dia, Jacob (Ryan Gosling), um sujeito boa vida e conquistador inveterado, não agüentando mais a falação de Cal, resolver ajudar o pobre homem. Ajudar como? Bom, Jacob toma o desafio de recolocar Cal no “mercado”, quer dizer, faze-lo de novo atrativo para as mulheres.

A trama não se prende somente a isso, há um desenrolar de subtramas divertidas envolvendo o filho de Cal, que se apaixona pela babá, Emily que se envolve com um colega de trabalho (Kevin Bacon) e uma outra historia, envolvendo uma aspirante a advogada (Emma Stone), que no epílogo do filme é explicado o motivo em uma seqüência bem engraçada. O filme ainda tem ótimas piadas, reverenciando filmes como Karate Kid, Dirty Dancing ou zombando de produções atuais como a Saga Crepúsculo. A dupla de diretores mistura tudo em uma salada romântica deliciosa, mostrando como o amor pode ser estúpido e louco, como o próprio titulo original sugere.

Amor a Toda Prova é um filme leve, bem intencionado, feito para divertir mesmo. Pena que pelo genérico titulo nacional tem a chance de passar despercebido por muita gente ou só pegar aos que procuram uma comedia romântica das mais melosas, que definitivamente esse não é, uma produção que trata adulto como adulto, adolescente como adolescente e criança como criança. Todos envolvidos nos percalços (mesmo que engraçados) que o amor pode infringir a nós.

Difícil não comparar Super , filme escrito e dirigido por James Gunn (que também co – escreveu Madrugada dos Mortos e dirigiu Seres Rastej...

Difícil não comparar Super, filme escrito e dirigido por James Gunn (que também co – escreveu Madrugada dos Mortos e dirigiu Seres Rastejantes) com Kick Ass de Matthew Vaughn. A premissa de que nunca ninguém quis ser um super herói, e de repente um sujeito meio desmiolado tenta isso, até evidencia essa semelhança, mas quando assistido, Super vai além da aventura juvenil cool, apresentando um drama travestido de comedia e que em certo momento pode até emocionar.

Na verdade, essa trama não chega a ser novidade, em 2009 o diretor Peter Stebbings realizou Defendor com Woody Harrelson, um bom filme, que transita bem entre o drama e comedia, apresentando um personagem com atraso mental que resolve salvar o mundo. Em Super, o personagem principal é Frank D´Arbo (Rainn Wilson), cozinheiro de uma lanchonete que é casado com Sarah (Liv Tyler), viciada em drogas e bebidas. A história começa quando Sarah se vê envolvida com Jacques (Kevin Bacon), traficante de drogas com toda pinta de super vilão, chegando ao ponto de abandonar o marido e ir morar com o traficante. Frank, então, cria o super herói Crimson Bolt, apoiado na visão que teve de Deus ordenando que fizesse justiça, e na esperança de salvar a esposa. Claro que antes do confronto final com Jacques, muita coisa vai acontecer, até aparecer no seu caminho Libby (Ellen Page), uma atendente de uma loja de HQs, tão pertubada quanto Frank e que desconfia que o cozinheiro seja Crimson Bolt, que a essa altura preenche os noticiários dos jornais com suas proezas e consequentemente, após comprovar sua tese, Libby torna – se Boltie, a descontrolada menina prodígio.

Super é uma obra que poderia ter seu lado dramático mais explorado em detrimento a seqüências de ação ou momentos superficiais e engraçadinhos inseridos na historia, mas não deixa de ser uma interessante representação sobre a personalidade humana. O filme também é repleto de violência explicita, o que também mascara o tom melancólico da mesma. O ator Rainn Wilson, da serie The Office e do criticado O Roqueiro, faz um excelente trabalho, criando um personagem demente, mas ao mesmo tempo doce e cativante, que até então só teve duas felicidades na vida: quando se casou e quando ajudou um policial a prender um criminoso. Ellen Page também comprova seu talento, criando um personagem tão icônico quanto a Hit Girl de Kick Ass. O epílogo, com uma seqüência repleta de emoção, faz um filme com algumas imperfeições valer a pena de verdade.

A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe .  Aventura com toques de espionagem que me surpreende...

A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe.  Aventura com toques de espionagem que me surpreendeu bastante pela trama e pelas atuações.
Nessa nova obra, somos apresentados à primeira historia do grupo liderado pelo professor Charles Xavier, claro que de uma maneira produzida para o cinema e não se preocupando em ser extremamente fiel aos quadrinhos. Como ficou, a produção dirigida por Matthew Vaughn, do incensado Kick Ass, parece uma graphic novel de luxo, daquelas com traço elegante e história crível, fazendo um mix de fatos reais com ficção. Aliás, a ambientação da trama, passada durante a crise dos mísseis russos enviados para Cuba, tema que até rendeu o longo 10 Dias que abalaram o Mundo, foi uma ótima sacada do roteiro, criando interessantes momentos de espionagem, que acaba nos remetendo aos bons filmes de 007, principalmente os protagonizados por Sean Connery.

A escalação do elenco é um atrativo a parte, James McAvoy consegue imprimir a sagacidade e inteligência necessária ao professor X e Michael Fassbender entrega uma ótima atuação como Magneto, mesclando a liderança, charme, insanidade e mistério que o personagem necessita para ganhar força. A talentosa Jennifer Lawrence interpreta uma jovem Mística, dando mais profundidade ao personagem e Kevin Bacon encarna o vilão Sebastian Shaw de maneira apenas correta, o destaque negativo é a atuação de January Jones que faz uma Rainha Branca que mais lembra uma prostituta de luxo. A aparição de mutantes inéditos no cinema como Banshee e Destrutor também satisfazem e o Fera ganha bastante destaque na história. Rose Byrne interpreta Moira McTargett, agente da CIA e envolvimento amoroso de Charles Xavier. Um dos melhores momentos é a tensa sequência, protagonizada por um Magneto ainda garoto, no campo de concentração, em que é obrigado a invocar seus poderes para que a sua mãe seja poupada de uma execução.

X – Men: Primeira Classe é um filme que dá novo fôlego a franquia de um dos grupos de heróis mais famosos e populares da Marvel e com certeza deixando os fãs satisfeitos por poderem conferir uma realização que prima pela qualidade e honra a mitologia criada nos HQs. Nota 08.