O diretor inglês Paul W. S. Anderson é conhecido por seus filmes violentos, meio gore meio ficção, com visual de games eletrônicos e tramas sem muita profundidade, focadas principalmente na ação. A partir desse perfil, não dava para esperar que mudasse essa pegada em Os Três Mosqueteiros e até para o que o filme se propõe eu diria que Anderson consegue atingir sua meta. Não que essa re-imaginação da historia clássica de Alexandre Dumas seja ótima, mas também não é péssima. Um meio-termo que consegue fazer o expectador chegar ao seu epílogo sem muitos contratempos.
Até que a historia se mantêm bem fiel ao primeiro encontro do jovem D´Artagnan (Logan Lerman) com os três mosqueteiros formados por Athos (Matthew MacFadyen), Portos (Ray Stevenson), Aramis (Luke Evans) e apresenta os principais personagens que tornaram notável o texto de Dumas, mas longe da dramaticidade de outras adaptações, essa versão de Anderson tem um ritmo de aventura mesclado a alguns momentos “engraçadinhos” (seja tirando sarro da moda vigente ou do estilo de vida dos próprios mosqueteiros), ainda com tiradas para arrancar algumas risadas da platéia, principalmente às protagonizadas pelo servo gordinho Planchet (James Corden) que inevitavelmente acaba roubando as poucas cenas em que aparece.
A obra tem um ritmo bem acelerado, aonde tudo vai acontecendo rapidamente, como se o diretor quisesse que o expectador não se distraísse com mais nada e nesse ponto até que o filme flui, apresentando alguns planos-sequência em câmera lenta interessantes, dignos do cinema estilizado que Anderson procura sempre fazer. A realização é daquelas despretensiosas e que não se leva muito a serio, talvez isso seja um ponto positivo para Os Três Mosqueteiros, ficando um gostinho de sessão da tarde. Das atuações, certamente a mais destacada é a de Christopher Waltz no papel do Cardeal Richelieu e principalmente a de Milla Jovovich totalmente à vontade no papel de uma espiã dupla boa no quebra-quebra, o que não é nenhuma novidade para a atriz, cada vez mais acostumada a filmes de ação.
Um dos principais pontos negativos é o visual excessivamente de vídeo-game que esse possui, a inserção de um tabuleiro amostrando a evolução dos personagens no filme talvez tenha a intenção de confirmar esse estilo para a obra, mas não dá para dizer que estimula. As cenas de batalhas aéreas também não atingem a emoção almejada por Anderson ao incluir dirigíveis acoplados a navios, no trailer elas parecem ser muito mais interessantes e o 3D que achei que faria diferença nesse, pouco acrescenta. O final em ritmo mais acelerado que ao longo do filme, fica impressão de mais uma readaptação desnecessária, mas mesmo assim deve render uma continuação.
Mesmo sem ainda ter lançado a sua aguardada animação em captura de performance As Aventuras de TinTim , Steven Spielberg fez seu estilo pre...
Mesmo sem ainda ter lançado a sua aguardada animação em captura de performance As Aventuras de TinTim, Steven Spielberg fez seu estilo presente esse ano no cinema como produtor do bom Super 8 e nesse mais recente e tão bom quanto Gigantes de Aço. Tudo bem que o megalomaníaco Michael Bay tenha lançado a onda de filmes de robôs no cinema, mas diferente da pirotecnia de Transformers, essa realização comandada atrás das câmeras pelo diretor Shawn Levy investe em um competente drama familiar que usa o boxe entre as maquinas em um futuro não tão distante assim como pano de fundo para contar essa emocionante historia.
Em nenhum momento do filme escutamos os personagens dizer “eu te amo”, mas o sentimento esta presente em muitas de suas cenas, seja no envolvimento que o ex-lutador picareta Charlie Kenton (Hugh Jackman) tem pelo esporte e pela filha (Evangeline Lilly) de seu falecido treinador ou no difícil relacionamento crescente que é imposto de certa forma a ter com Max (Dakota Goyo), o filho que abandonou ainda bebê. São nesses momentos que percebemos a influencia de Spielberg na trama, talvez Levy não tivesse o ponto certo para confluir tantas nuances sem exceder no “açúcar” e ainda assim criar um filme ágil, com ação na medida certa e momentos que podem e devem emocionar o expectador.
Uma outra comparação que tem sido feita de Gigantes de Aço é com Rocky, Um Lutador e acaba sendo inevitável mesmo, até pela maneira como Atom é apresentado, um robô sparring encontrado em um ferro-velho, que assim como seu controlador Charlie passa a ser um tanto desacreditado, ainda com aquele estigma de derrotado que Rocky carregava. A maravilhosa seqüência final é quase uma refilmagem da primeira luta entre Rocky e Apollo e mesmo assim funciona tão bem quanto a sua possível inspiradora.
O cinemão hoje em dia parece ser uma incógnita, quem diria que um dos melhores filmes dos lançados de 2011 sairia de uma produção com toda pinta de anabolizada e feita para crianças? Ponto para o velho e bom Spielberg que ordenou as idéias de Levy e juntos mostraram que o bom cinema pode conjurar efeitos especiais e uma historia simpática e emocionante. A superação nesse caso não foi apenas do robô Atom e seus treinadores.
Fã que sou do Cimério de Bronze e da lendária publicação A Espada Selvagem de Conan , era obrigatório uma visita ao cinema para conferir ess...
Fã que sou do Cimério de Bronze e da lendária publicação A Espada Selvagem de Conan, era obrigatório uma visita ao cinema para conferir essa nova adaptação das desventuras do bárbaro. O inicio promissor, mostrando a sua juventude, confere a esse Conan uma caracterização mais parecida com a vista nas historias da ESC, diferente do personagem taciturno composto por Arnold Schwarzeneger na produção de 1982 dirigida por John Milius. Assim, forjando um guerreiro mais falastrão e com certo charme que o ator Jason Momoa, da excelente serie Game of Thrones, consegue aferir ao personagem.
A trama gira em torno da vingança que Conan quer desferir contra Khalar Zym (Stephen Lang), algoz de seu Pai (Ron Pearlman) e uma espécie de soberano da fictícia Era Hiboriana, que se utiliza da magia de sua filha, a bruxa Marique (Rose McGowan irreconhecível) e de uma máscara mágica, forjada com os ossos de Reis e que deseja utilizar para ressuscitar a falecida esposa; mas para isso precisa do sangue de Tamara (Rachel Nichols) uma descendente pura de uma linhagem de sacerdotes poderosos. Como por destino, Tamara acaba cruzando caminho com Conan, que pretende utiliza-la para atrair Khalar Zym.
A premissa é até interessante, mas no desenrolar da trama vemos que a obra realizada pelo diretor Marcos Nispel, do bom remake de Sexta-Feira 13 e do irregular Os Desbravadores, se preocupa muito com as cenas de ação, que não são poucas e mesmo assim não conseguem criar o devido clima, em detrimento a um cuidado melhor a personalidade dos personagens, que parecem todos um tanto superficiais e sem muitos propósitos, até mesmo Conan. As cenas de ação usam tantas câmeras para captar tantos momentos diferentes que como resultado acaba não se entendendo muito que está acontecendo e em certos momentos aborrecendo o expectador.
Claro que o filme tem um referencia interessante aqui e acolá, como as cabeças arrancadas que o bárbaro sempre se dispõe a trazer ou uma cena de sexo que remete muito bem aos quadrinhos preto e branco da ESC ou ainda a maneira de ataque do Cimério, saltando encima dos inimigos e fazendo sempre jorrar muito sangue. Agora, o 3D utilizado nesse é um dos mais fajutos realizados, pouca funcionalidade e mostrando que o filme pode e deve ser apreciado em 2D. Como ficou, Conan, O Bárbaro se mostra como um filme que poderia ser antológico, mas ficou um tanto meia-boca.
Não é que o crossover de western e ficção, Cowboys & Aliens é um filme divertido. A obra dirigida por Jon Favreau , um dos diretores c...
Não é que o crossover de western e ficção, Cowboys & Aliens é um filme divertido. A obra dirigida por Jon Favreau, um dos diretores com mais moral hoje em dia em Hollywood, se mostra um blockbuster realizado com esmero pelo estúdio. O roteiro escrito por um verdadeiro time se preocupa em criar nuances aos personagens envolvidos, desde o protagonista Jake Lonergan (Daniel Craig), sujeito que aparece desmemoriado em uma cena inicial digna dos grandes faroestes, ao capanga índio Nat (Adam Beach), um personagem secundário que soaria descartável. De um jeito ou de outro, todos tem algum envolvimento emocional na trama.
A historia dos alienígenas que invadem a terra na época dos cowboys, ainda se importa em criar um clima de velho oeste, com longas caminhadas de cavalo, imagens lindas de desfiladeiros e montanhas. Em minha opinião, o western é um gênero que nasceu para o cinema e Favreau capta bem isso com suas câmeras, deve ser uma maravilha poder conferir em IMAX essas belas imagens. Os alienígenas não chegam a ser novidades e nem metem medo em ninguém, mas funcionam bem nas batalhas e ainda temos uma cena bem especial em que um dos cowboys laça um dos aliens, ao melhor estilo vaqueiro.
Daniel Craig se afirma cada vez mais como um ator interessante para interpretar heróis sérios, mas ver Harrison Ford como um coronel durão, dá um charme todo especial a produção, uma delicia assistir Ford, no seu melhor jeito canastra de ser, chegando no momento exato para salvar tudo no melhor estilo Indiana Jones e ainda tem a belíssima Olívia Wilde, interpretando uma misteriosa andarilha. Claro que Cowboys & Aliens tem um furo aqui e acolá, alguns clichês, normal, mas tem o mérito de fazer as cenas para criar clima funcionarem e acreditem, na sala em que estava, alguns empolgados bateram palmas ao final da sessão.
Quando ventilaram que a historia de Planeta dos Macacos seria revisitada, pensei na hora: mais um desperdício de dinheiro. Como sou um freqü...
Quando ventilaram que a historia de Planeta dos Macacos seria revisitada, pensei na hora: mais um desperdício de dinheiro. Como sou um freqüentador assíduo de cinema, por muitas vezes, assisti o bem feito trailer de Planeta dos Macacos: A Origem, que muito me aguçou a curiosidade, principalmente com cenas que remetem à produção original de 1968. Bom, visto, sai feliz da sala escura com uma trama que respeita a historia original, focada em dramas, construção psicológica do personagem principal, o impressionante chimpanzé digital César (de novo o rosto de Andy Serkis é usado como base) e em escolhas, certas ou erradas, até levadas por sentimentos nobres, que levaram aos humanos serem praticamente extintos do planeta nas historias subseqüentes, que são linkadas de maneira crível nessa produção.
A obra do desconhecido diretor inglês Rupert Wyatt se mostra bem arquitetada desde seu inicio, quando o cientista Will Rodman (James Franco) parece ter descoberto uma cura para o Alzheimer, um composto, testado amplamente em chimpanzés, que parece aumentar a cognitividade dos mesmos. Quando o laboratório prepara uma apresentação para investidores, um dos animais cobaias, apresenta mudanças de comportamento, tornando-se violenta e atacando diversas pessoas, fazendo o projeto ir para a gaveta. Os animais são sacrificados, mas Will acaba levando para a casa escondido o filhote César, que desde o inicio apresenta inteligência anormal e aparentemente superior a dos humanos.
Muito do interesse da historia se firma na figura de César, que de animal dócil e cativante, passa a articulado, cheio de artimanhas e até violento. O filme também soa como uma certa critica a como tratamos os animais de experiências, seres que sofrem muito para trazer benefícios a humanidade, uma das questões é: será que vale a pena infringir-los tantas agruras? A produção não deixa de ter seu lado blockbuster, com algumas boas cenas de ação, principalmente a passada em uma ponte, perto do epílogo. Como ficou, Planeta dos Macacos: A Origem pode até emocionar, com um boneco digital realístico poucas vezes visto no cinema, que consegue transmitir emoções reais, que às vezes muitos atores não conseguem.
A adaptação Lanterna Verde , está mais para um brinquedo de parque de diversões do que para uma obra cinematográfica. O uso do 3D fica evide...
A adaptação Lanterna Verde, está mais para um brinquedo de parque de diversões do que para uma obra cinematográfica. O uso do 3D fica evidente como um subterfúgio do estúdio para tentar mascarar toda ruindade no roteiro, estranho que o diretor dessa furada, Martin Campbell, mostrou ser no mínimo competente na adaptação de outros heróis, como em Casino Royale, que recolocou o agente 007 de novo na rota do cinema. O diretor provavelmente ficou maravilhado com a tecnologia e esqueceu de olhar o texto que tinha em mãos.
Lanterna Verde é tão aborrecido ou insosso como outras adaptações estapafúrdias como O Demolidor, Elektra, Mulher Gato, mas com certeza muitos vão dizer que o filme tem cenas maravilhosas. Realmente até tem, mas é sabido que somente belas cenas não são suficientes para se criar uma obra no mínimo interessante. A construção dos personagens é tão rala como nos antigos desenhos da Liga da Justiça, Hal Jordan (Kevin Reynolds) cita frases do tipo: “Saia que vou tirar minha calça” ou “Segure seu óculos”, momentos que chegam a dar vergonha no expectador.
Acredito eu, que para quem assistir Lanterna Verde em 2D, vai ser uma experiência mais frustrante que em 3D, já que a tecnologia promove umas imersões legais no espaço, uma outra cena interessante dentro de aviões ou outras no planeta Oa, terra natal da Tropa de Lanterna Verdes. Como já disse, caberia melhor em um parque de diversões.
Difícil escrever um texto sobre Super 8 que não libere spoilers, até porque a proposta da obra escrita e dirigida por J.J. Abrams , de Clo...
Difícil escrever um texto sobre Super 8 que não libere spoilers, até porque a proposta da obra escrita e dirigida por J.J. Abrams, de Cloverfield e da cultuada serie Lost, e produzida por Steven Spielberg é de segurar o suspense enquanto pode. Como é um filme recém lançado tentarei que saia um texto com o mínimo de revelações que possam estragar o prazer de quem se propuser a uma valida ida ao cinema.
Super 8 é uma deliciosa e despretensiosa aventura juvenil que homenageia um bocado de filmes da década 80, uns dirigidos por Spielberg, outros não, tanto que a trama é ambientada no inicio dos anos 80, mas também não deixa de fazer referencia aos filmes de zumbi criados por George Romero, tanto que o grupo de amigos protagonista da obra prepara um filme amador, filmado em câmera Super 8 para um festival. A trupe parece saída de filmes como Os Goonies ou Conta Comigo, liderados pelo aspirante a diretor, o gordinho Charles (Riley Griffiths), que tem uma família desgovernada digna de River Phoenix emViagem ao Mundo dos Sonhos e seu assistente de produção Joe (Joel Courtney), um sensível garoto que perdeu a mãe recentemente e que não faria feio como o personagem de E.T, ainda temos Cary (Ryan Lee), um personagem com o mesmo carisma dos criados por Corey Feldman e com fixação por explosivos e a menina da turma, Alice (a bela e talentosa Elle Fanning).
O diretor J.J. Abrams segura o suspense e o segredo da historia ao maximo, que tem inevitável tom fantástico, é claro, e como se era feito em muitas produções oitentista, as vezes por falta de recursos, mas que costumava funcionar. Em paralelo ao fio principal da trama, temos um drama familiar, tão comum aos filmes dirigidos por Spielberg, protagonizado por Joe e o seu pai (Kyle Chandler, da serie de TV Friday Night Lights) que é o exemplo de retidão moral, mas que não consegue entender o filho, sendo assim mais uma referencia ao cinema de Spielberg. Temos também a experiência do primeiro amor e a reconciliação de pessoas que se separaram após uma tragédia. A inserção da subtrama da realização do filme em Super 8, acaba criando outras referencias ao cinema de terror, como maquiagem, maquetes cenográficas e aproveitamento de cenas reais para engrandecer a obra.
Super 8 não chega a ser um primor de narrativa, nem emocionar como deveria, algumas cenas produzidas sob medida para o intento, não funcionam e quando parte do mistério se revela, o filme perde um pouco da força, tendo até algumas soluções mal engendradas. Por outro lado, tem uma deliciosa áurea saudosista, com momentos divertidos, atores mirins carismáticos e boas seqüências de ação, como a do descarrilamento de um trem aonde se da inicio a trama. Vale uma ida ao cinema, mesmo que para lembrar como eram feitos os filmes nos cada vez mais distantes anos 80.
Acho que o mais legal desses filmes de super-heróis produzidos pelo Estúdio Marvel é como a mesma trata com seriedade seus personagens. C...
Acho que o mais legal desses filmes de super-heróis produzidos pelo Estúdio Marvel é como a mesma trata com seriedade seus personagens. Capitão América: O Primeiro Vingador, a mais nova realização do Estúdio, dirigido por Joe Johnston, do insosso Lobisomem, é um bom filme de aventura, mas que perde um pouco por se focar uma boa parte na origem do herói, o que acaba deixando boa parte da trama contando como Steve Rogers (Chris Evans), sujeito franzino e de saúde debilitada, mas de caráter único, transforma – se no poderoso Capitão América.
Falando na trama, Capitão América: O Primeiro Vingador talvez seja uma das adaptações de HQs mais fieis realizadas. O personagem colocado no seu tempo certo, durante a 2ª Guerra, duelando com o Caveira Vermelha (Hugo Weaving), seu antagonista mais ferrenho e linkado com os tempos atuais de maneira bem interessante. O ator Chris Evans encarna o super herói muito bem, o CG que usaram para inserir sua cabeça em um corpo pequeno ficou bem realista, alias o CG é usado em favor do filme, ajudando a criar parafernálias tecnológicas e seqüências de ação emocionantes, como a protagonizada pelo Capitão, quando entra em um dos covis da Hidra, divisão nazista comandada pelo Caveira Vermelha, para salvar soldados americanos. A atuação de Evans também cresce com a participação de bons coadjuvantes como a bela atriz Hayley Atwell, que faz a oficial Peggy Carter, interesse romântico do Capitão, ou o veterano ator Tommy Lee Jones que faz o Coronel Chester Phillips ou ainda o carismático ator Stanley Tucci que faz o Dr. Abraham Erskine, criador do soro do super soldado que transforma Steve Rogers. O talentoso ator inglês Toby Jones faz o cientista nazista Arnim Zola.
Capitão América: O Primeiro Vingador, com certeza, vai ser acusado (e já esta) de ser um filme extremamente patriota que exalta o poder bélico americano, mas que quando apreciado, na verdade, contem até algumas criticas a como os EUA fazem guerra, mas tudo não deixa de ser uma grande besteira, já que o filme não passa de uma diversão das mais despretensiosas. A Marvel ainda conectou a origem do personagem com a família Stark, o que caiu muito bem no filme e com essa realização sedimenta de vez o projeto do filme dos Vingadores. Resta saber, como o Estúdio vai fazer para realizar um filme interessante com tantos personagens bons, alguém ai vai ter que ficar de lado, mas como um dos lideres do grupo, acredito que o Capitão não vai ser um deles.
A nova realização do diretor brasileiro Andrucha Waddington , Lope , produzido em parceria pelo Brasil e a Espanha, é a historia de Lope ...
A nova realização do diretor brasileiro Andrucha Waddington, Lope, produzido em parceria pelo Brasil e a Espanha, é a historia de Lope de Vega (Alberto Ammann), poeta, dramaturgo e considerado um dos mais talentosos escritores espanhóis. A trama se foca na juventude de Lope e também apresenta um personagem próprio para o cinema. O Lope da obra de Waddington é galanteador e talentoso com as palavras, mas também é heróico, na verdade uma espécie de anti – herói, sujo, bom no manuseio da espada e pronto para se meter em confusões que acometam seus sentimentos.
Lope é um filme de altos e baixos (mais altos que baixos), que consegue empolgar em algumas cenas, devido ao carisma do protagonista Alberto Ammann, que talvez não carregue a carga dramática que o personagem demande, mas que defende muito bem a pele desse aventureiro Lope de Vega. O seu poeta se envolve com duas belas mulheres da corte, o que pode custar sua cabeça, enquanto tenta emplacar peças suas em um teatro bancado por Jerônimo Velásquez (o excelente Juan Diego), um produtor que tenta se aproveitar dos problemas financeiros do escritor.
A produção também utiliza muito bem as paisagens das locações, criando uma fotografia bela, que ajuda a reforçar a primorosa reconstituição de época, fazendo parecer que Lope é cinema de gente grande. Um filme, que no meu ponto de vista, tratado de outra maneira, poderia ter um forte apelo comercial, porque mesmo abordando um tema como a literatura, que pode ser tornar enfadonho pela falta de conhecimento do expectador, nunca chega a ser chato, com boa fluência e apostando até em algumas seqüências de ação, como um bem orquestrado duelo de espadasquando mercenários aparecem para cobrar uma divida passada de Lope.
É fato que Lope é um filme bem legal, mas a falta de uma maior descrição do personagem principal faz com que ele ganhe contornos superficiais, caindo em alguns clichês de biografias de época, a participação de Selton Mello como o Marques de Navas, sujeito que encomenda poemas a Lope para conquistar mulheres, também é bem ruim, Selton arranha um portunhol terrível que destoa a todo tempo. Sonia Braga também faz uma participação pequena como a mãe do poeta.
Em um contexto geral, Lope acaba tendo essas imperfeições suprimidas pelas belas inserções de poemas de Lope de Vega durante a trama, com destaque para o soneto do epílogo, recitado na integra durante uma cena em que o escritor cavalga em alta velocidade, uma das mais belas escritas sobre o amor, o que para um leigo como eu, acabou valendo a ida ao cinema, mesmo que em uma sessão desprezada e única às onze horas da manhã.
Meu interesse com a serie Harry Potter sempre foi de mero expectador. Nunca li um livro, nem lembro de todos os nomes dos personagens e s...
Meu interesse com a serie Harry Potter sempre foi de mero expectador. Nunca li um livro, nem lembro de todos os nomes dos personagens e suas magias ou o significado de alguns artefatos. Sempre ficando um pouco perdido durante os filmes. Acompanhei toda a filmografia e também sempre achei quase todos meio burocráticos, com exceção para Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, do diretor mexicano Alfonso Cuaron, que adorei, talvez por essa obra guardar um lado meio autoral do realizador.
Então, minha a ida ao cinema para conferir Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II e o duelo final entre Harry e Lorde Voldemort foi sem muitas expectativas, mas o filme me surpreendeu e sai de alma lavada da sala, satisfeito com um desfecho digno para a maior saga cinematográfica de todos os tempos. Um filme repleto de bons momentos, focado nos personagens e deixando um pouco de lado os maneirismos estéticos da saga.
Somente nesse ultimo capitulo consegui entender integralmente a historia e não me senti perdido nenhum momento, talvez até pelo ritmo acelerado da obra do diretor inglês David Yates, em que a ação vai tomando conta da tela em detrimento a cenas mais filosóficas presentes em outros filmes da serie.
Alguns coadjuvantes poucos explorados, como Neville Longbottom (Matthew Lewis) e Luna Lovegood (Evanna Lynch) tem participação decisiva nessa segunda parte e acabam ajudando a dar um tom mais heróico ao desfecho. O trio de protagonistas (Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint) entregam as suas melhores atuações, provando que tem qualidade para seguir na carreira. Outro personagem que cresce na historia é a professora Minerva (a veterana Maggie Smith), muito divertido assistir a contida professora indo para a batalha. Severo Snape (Alan Rickman) protagoniza uma das mais emocionantes cenas de toda a serie, alias, Severo foi escolhido em uma enquete inglesa como o melhor personagem da serie, acho eu que bem justo, o Severo de Rickman é cheio de nuances e mistérios.
Outra seqüência que destaco, é a que Harry se entrega para Voldemort mata – lo, quando seus Pais e o padrinho Sirius Black (Gary Oldman) aparecem para conforta – lo, até para quem não é fã exacerbado, a cena ficou muito bonita e tocante, percebi até algumas pessoas chorando no cinema nesse momento. A realização apresenta uma dose significativa de tensão, sangue, violência e mortes, o que me surpreendeu também.
A cena final, dos protagonistas mais velhos, é que achei desnecessária, uma concessão para os fãs literários, mas é difícil mesmo agradar um publico tão grande e vasto que acompanhou Harry Potter durante tantos anos. Outro ponto negativo que também destaco em toda a saga é o Lorde Voldemort de Ralph Fiennes, será que aquele sujeito sem nariz mete medo em alguém?
A saga Harry Potter transcendeu a premissa de filmes para criança, bateu recordes, lucrou fortunas, principalmente para a escritora e idealizadora J. K. Rowling. Ainda marcou a vida de muitas pessoas e finalmente adquiriu lugar garantido no Panteão do cinema. Nota 08.
A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe . Aventura com toques de espionagem que me surpreende...
A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe. Aventura com toques de espionagem que me surpreendeu bastante pela trama e pelas atuações.
Nessa nova obra, somos apresentados à primeira historia do grupo liderado pelo professor Charles Xavier, claro que de uma maneira produzida para o cinema e não se preocupando em ser extremamente fiel aos quadrinhos. Como ficou, a produção dirigida por Matthew Vaughn, do incensado Kick Ass, parece uma graphic novel de luxo, daquelas com traço elegante e história crível, fazendo um mix de fatos reais com ficção. Aliás, a ambientação da trama, passada durante a crise dos mísseis russos enviados para Cuba, tema que até rendeu o longo 10 Dias que abalaram o Mundo, foi uma ótima sacada do roteiro, criando interessantes momentos de espionagem, que acaba nos remetendo aos bons filmes de 007, principalmente os protagonizados por Sean Connery.
A escalação do elenco é um atrativo a parte, James McAvoy consegue imprimir a sagacidade e inteligência necessária ao professor X e Michael Fassbender entrega uma ótima atuação como Magneto, mesclando a liderança, charme, insanidade e mistério que o personagem necessita para ganhar força. A talentosa Jennifer Lawrence interpreta uma jovem Mística, dando mais profundidade ao personagem e Kevin Bacon encarna o vilão Sebastian Shaw de maneira apenas correta, o destaque negativo é a atuação de January Jones que faz uma Rainha Branca que mais lembra uma prostituta de luxo. A aparição de mutantes inéditos no cinema como Banshee e Destrutor também satisfazem e o Fera ganha bastante destaque na história. Rose Byrne interpreta Moira McTargett, agente da CIA e envolvimento amoroso de Charles Xavier. Um dos melhores momentos é a tensa sequência, protagonizada por um Magneto ainda garoto, no campo de concentração, em que é obrigado a invocar seus poderes para que a sua mãe seja poupada de uma execução.
X – Men: Primeira Classe é um filme que dá novo fôlego a franquia de um dos grupos de heróis mais famosos e populares da Marvel e com certeza deixando os fãs satisfeitos por poderem conferir uma realização que prima pela qualidade e honra a mitologia criada nos HQs. Nota 08.
Frank Tupelo ( Johnny Depp ) é um turista americano em viagem a Veneza. Após conhecer Elise Ward ( Angelina Jolie ), uma misteriosa e bela ...
Frank Tupelo (Johnny Depp) é um turista americano em viagem a Veneza. Após conhecer Elise Ward (Angelina Jolie), uma misteriosa e bela mulher, dentro de um trem, se vê envolvido em uma conspiração em que é confundido com Alexander Pearce, um criminoso famoso.
Essa obra só vale pelas belas imagens da cidade de Veneza e pela atuação do veterano ator Steven Berkoff, que faz o mafioso Reginald Shaw. Angelina Jolie, apesar de estar belissima com figurinos dignos de Audrey Hepburn, e Johnny Depp apresentam atuações caricatas, provavelmente motivadas a toque de caixa. O diretor alemão Florian Henckel, do ótimo A Vida dos Outros, decepciona na sua estréia americana e cria um filme morno, em que até tenta enganar o expectador, mas que privilegia as cenas de ação e não as atuações. Os momentos do casal são tão fakes, que não dá para acreditar naquela encenação toda e em alguns momentos fiquei torcendo para que o mafioso acabasse com os dois.
O Turista, um filme fraquinho, para ser esquecido. E pensar que os filmes de Depp eram sempre super aguardados, agora vem mais um Piratas do Caribe, haja paciência. Nota 04.
Nove aliens do Planeta Lorien são enviados a Terra para serem salvos dos seus inimigos, os Mogadorianos, conquistadores por natureza e que ...
Nove aliens do Planeta Lorien são enviados a Terra para serem salvos dos seus inimigos, os Mogadorianos, conquistadores por natureza e que acabam por devastar Lorien. Sabendo que sobreviventes foram enviados para a Terra, eles iniciam uma caçada em solo terrestre. John (Alex Pettyfer) é um dos sobreviventes, o número 4 e próximo da lista de execuções dos Mogadorianos. John e Henry (Timothy Olyphant), seu protetor, refugiam - se em uma cidade pequena chamada Paradise, aonde John começa a desenvolver seus poderes. Logo conhece Sarah (Dianna Agron), uma fotógrafa por quem se apaixona e Sam (Callan McAuliffe), um jovem que acredita que seu pai foi sequestrado por aliens. Enquanto isso, os Mogadorianos preparam a investida final contra John.
Eu sou o Número Quatro não é um filme ruim, mas também não é bom. Na verdade, uma diversão/produto na medida para o público jovem que lota cinemas para assistirem filmes com super - heróis e efeitos especiais. O diferencial nesse, talvez seja a direção de D. J. Caruso, que já mostrou habilidade para criar tensão e suspense, e ainda lidar com temas jovens, vide as suas obras anteriores, Paranóia e Controle Absoluto. Outro ponto que talvez aproxime a história do público, é a semelhança com Super - Homem, que também é um alien e foi enviado a Terra para que sobrevivesse. Algumas cenas e a trilha sonora lembram bastante Smallville.
No mais, Eu sou o Número Quatro é um filme que pode ser esquecido rapidamente, porém, do jeito que o mercado anda, talvez vire franquia, mas sem nenhuma necessidade. Nota 05.
Thor ( Chris Hemsworth ), meio que manipulado por seu meio - irmão Loki ( Tom Hiddleston ), resolve invadir a terra dos Gigantes de Gelo se...
Thor (Chris Hemsworth), meio que manipulado por seu meio - irmão Loki (Tom Hiddleston), resolve invadir a terra dos Gigantes de Gelo sem autorização do Pai de Todos Odin (Anthony Hopkins). Irado pela desobediência do futuro Rei de Asgard, Odin bane Thor e o martelo Mjolnir para a Terra, aonde o Deus do Trovão deve aprender sobre humildade. Em solo terrestre, Thor se encanta pela mortal Jane Foster (Natalie Portman), uma cientista que o ajuda a recuperar o martelo, além de ter que enfrentar as investidas e as trapaças de Loki que fomenta uma guerra com os Gigantes de Gelo, com o intuito de deixar Thor longe do trono de Asgard e assim convecer a Odin que deve assumir como Rei.
Achei Thor um filme bem quadrinesco, reverenciando o universo que Jack Kirby e Stan Lee criaram para os Deuses Nórdicos e aproveitando tudo de melhor que as histórias do Deus do Trovão tem. Asgard está imponente com Heimdall tomando conta da bifrost, a ponte do arco - iris que liga a cidade aos outros mundos. Chris Hemsworth encarna Thor perfeitamente, concordo com outros que dizem que desde o Super Homem de Christopher Reeve não se via um ator tão perfeito como um super - heroi. Anthoy Hopkins também ficou o Odin cuspido e escarrado, mesmo trabalhando no automático. Natalie Portman aparece bem contida, talvez pelo cansaço das filmagens do Cisne Negro , como ela própria disse e Tom Hiddleston que intepreta Loki, achei bem fraquinho, o Deus da Trapaça merecia mais.
O diretor Kenneth Branagah conduz bem a história, sem muitas invenções, o que foi um decepção para mim, esperava algo mais contudente, mas não é sempre que se pode assistir a um novo Cavaleiro das Trevas. Como ficou, Thor é um bom filme pipoca que diverte, preparando o terreno para Os Vingadores, ambicioso projeto da Marvel previsto para 2012. Nota 07.
Dre Parker ( Jaden Smith ) e sua Mãe ( Taraji P. Henson ) acabam de se mudar para a China. Logo no primeiro dia, conhecendo os vizinhos no p...
Dre Parker (Jaden Smith) e sua Mãe (Taraji P. Henson) acabam de se mudar para a China. Logo no primeiro dia, conhecendo os vizinhos no parque, Dre acaba se interessando por Meiying (Wenwen Han) uma menina com talento para música clássica. Os dois acabam se dando bem, mas logo a diversão é interrompida por Cheng (Zhenwei Wang), o valentão local, fera no Kung Fu, que não vai com a cara de Dre e acaba lhe aplicando uma surra. Logo, Dre se vê em um situação dificil, sendo perseguido por Cheng e seus amigos, mas mesmo assim tentando engatar um romance/amizade com Meiying. No meio dessa avalanche de acontecimentos, aparece Mr. Han (Jackie Chan) como a salvação de Dre. O zelador do prédio aonde mora, é um Mestre do Kung Fu e resolve ajudar o garoto com os valentões, ensinando - o Kung Fu, para que possa defender sua honra no torneio.
Como todo mundo sabe, esse é o remake do original de 1984 com Ralph Macchio e Pat Morita. Nessa nova versão Jackie Chan assume o papel de Sr. Myagi e Jaden Smith de Daniel San. Achei interessante terem trocado os nomes dos personangens principais para Mr. Han e Dre Parker, respectivamente. Acho que deu um toque de originalidade ao filme, assim como transpor a história para a China e invês de Karatê, Kung Fu. Até porque o forte do original, não eram as lutas e nem a Arte Marcial, mas sim o relacionamento entre Mestre e Aluno. Fica até mais evidente, quando em certo momento a mãe de Dre afirma que Karatê e Kung fu são a mesma coisa, dada a situação que eles estão passando.
Karatê Kid, na minha opinião, honra bastante o original, com cenas que remetem aos principais momentos da obra de 1984. Como, a cena em que Mr. Han salva Dre do ataque de Cheng e sua gang ou aquele treinamento edificante, nesse substituindo o encere a direita, pinte a cerca por pegue o casaco, largue o casaco, coloque o casaco. Mostrando que para tudo dar certo, deve ser ter a disciplina, que é levado muito a sério pelos povos orientais. O que diferencia esse do seu antecessor também, é o ar de super-produção, com todas aquelas cenas na Cidade Proibida e Muralha da China, enquanto o antecessor tinha um tom mais intimista. A fotografia perfeita, a trilha sonora de filmes orientais, misturada com algumas canções pops pontuam bem as cenas de ação. Aliás, mais um diferencial, são as sequências de ação, como a que Dre joga um balde de água nos garotos e depois foge, sendo perseguido por eles, de tirar o fôlego.
Jackie Chan faz uma atuação contida, bem diferente dos personagens que costuma fazer, com direito a uma cena bem dramática. O Mr. Han de Chan é mais humanizado, um anti-herói na verdade, enquanto o Sr. Myagi de Pat Morita era mais íntegro e heróico, tinha lutado a 2a guerra e abandonado seu país natal por causa de um amor proibido. Jaden Smith convece como o aprendiz, parece que o garoto herdou o carisma do papai Will Smith, as cenas de lutas protagonizadas por ele são muito bem coreografadas, li que o garoto é praticante de Kung Fu, o que acabou deixando as tomadas mais verossímeis. Sou bastante fã do Karatê Kid de 1984, um filme que não canso de assistir, que guardo com muito carinho e nostalgia, pois representa uma epóca de descoberta de muitas coisas para mim, uma delas o Cinema; mas essa nova versão guardou muito bem o espírito da obra e chegou a me emocionar em alguns momentos. Será que vai ter continuação? Espero que sim. Nota 08.
Tony Rome ( Frank Sinatra ) é um detetive particular que pescando em alto - mar, logo no início, encontra o corpo de uma bela mulher, com os...
Tony Rome (Frank Sinatra) é um detetive particular que pescando em alto - mar, logo no início, encontra o corpo de uma bela mulher, com os pés cimentados, afundada no mar. Em terra firme, é contratado por um dos suspeitos do assassinato, para que prove sua inocência. A sua investigação passa por um prostíbulo e pela socialite Kit Forrest (Raquel Welch), envolvida com Al Mungar (Martin Gabel), o gângster dono do pedaço. Posteriormente, Tony acaba tendo que provar sua própria inocência, já que acaba se tornando o suspeito de outros assassinatos que acontecem.
A Mulher de Pedra é um filme arrastado, com diálogos alongados e um certo humor, até involuntário, que não combina com a proposta do filme. Não sei se a intenção era fazer um Noir, meio fora de moda no final dos anos 60, mas ficou parecendo uma aventura meio enrolada. A trama não desenvolve bem, parece que o filme não anda mesmo, com algumas cenas repetitivas, como as passsadas no prostíbulo. As sequências de luta, parecem saídas de filmes de Bud Spencer e Terence Hill, meio pastelão, apesar da epóca, acho que dava para serem melhores. Os gângsters, talvez sejam, os mais sem noções da história do Cinema.
Nem o carisma de Frank Sinatra e a beleza de Raquel Welch conseguem salvar o filme, aliás Raquel Welch parece meio deslocada, aparecendo até pouco. A melhor cena, com certeza, é no final, com Tony e Kit em um barco, no alto - mar e Tony leva Kit para uns amassos e coisas mais dentro da cabine. A câmera dá um belo close no bumbum da moça. No mais, foram algumas cochiladas durante a exibição. Nota 03.
Lemuel Gulliver ( Jack Black ) é um entregador de correspondência de uma redação de um jornal, apaixonado por Darcy Silverman ( Amanda Peet ...
Lemuel Gulliver (Jack Black) é um entregador de correspondência de uma redação de um jornal, apaixonado por Darcy Silverman (Amanda Peet), a redatora do caderno de viagens, acaba se metendo em um reportagem em que tem que viajar até o Triângulo das Bermudas. Navegando pelas águas dos triângulo, acontece um tornado, e ele é tragado e jogado em Lilliput, um mundo diferente, aonde são todos minúsculos e ele um gigante. Inicialmente, ele é tratado como uma fera, mas depois se torna herói do país na guerra contra os rivais.
Jack Black e elenco de bons comediantes novatos (Jason Segel, Emily Blunt, Chris O´Dowd) participam dessa mais nova subversão hollywoodiana de um clásssico da literatura. Após essa versão, com certeza, Jonathan Swift (autor do famoso livro) deve estar se debatendo no túmulo. Black encarna novamente o mesmo personagem de outros filmes seus (Escola de Rock, Tenacious - D, Rebobine Por Favor, Alta Fidelidade). O que era legal, já tá ficando chato, sempre o mesmo sujeito desleixado, meio nerd, fã de rock e cinema. Acho que isso já começou a irritar até os seus fãs, como eu.
Todo o charme do livro é perdido em detrimento as cenas escatológicas protagonizadas por Black, como uma em que apaga um incêndio urinando em cima do Castelo do Rei. Até os bons comediantes da nova safra como Jason Segel (do ótimo Ressaca de Amor) parecem meio perdidos no filme, junto com a bela Emily Blunt, protagonizando algumas cenas vergonhosas. O filme apela para referências pops (game guitar hero, cenas de Star Wars e Titanic) e as manjadas canções de rock dos filmes de Black, como maneira de tentar aproximar o público do personagem, mas sem sucesso. De bom, tem a duração bem curta (80 minutos) e a bela Amanda Peet, que não sei porque aparece bem pouco. Filme totalmente dispensável, candidato a um dos piores do ano. Nota 02.
Primeira parte do epílogo da maior saga cinematográfica de todos os tempos. Não sou nenhum fã acalorado do Bruxo, nem nunca li nenhum dos li...
Primeira parte do epílogo da maior saga cinematográfica de todos os tempos. Não sou nenhum fã acalorado do Bruxo, nem nunca li nenhum dos livros, mas há de se reconhecer que esse é o maior fenômeno do século 21, já são 10 anos em cartaz no cinema, sem perder seus fãs e arrebatando mais alguns que nunca leram os livros. Nessa primeira parte da final, Harry Potter (Daniel Radcliffe), Hermione Granger (Emma Watson) e Rony Weasley (Rupert Grint) partem na busca das Horcruxes, objetos que guardam pedaços da alma de Lorde Voldemort e ficam sabendo da existência das Relíquias da Morte, objetos que quando manipulados em conjunto, tornam o portador o Senhor da Morte.
Na minha opinião, talvez esse filme seja o que tenha mais cara de thriller, já que é passado todo no mundo externo de Hogwarts, tem boas cenas de ação e perseguição, e uma boa dose de investigação. A cena inicial da Hermione apagando a memória dos seus Pais Trouxas é bem emocionante, a menina aprendeu a representar mesmo, aliás, Daniel e Rupert também atingiram um nível de atuação bem satisfatório. As cenas deles acampados, se escondendo, planejandos as ações e se desentendendo também são muito boas, elevando a qualidade dramática da Saga. A parte visual mantém o seu nível de excelência, a fotografia externa, nas florestas e penhascos, é muito bonita e o roteiro, de todos os filmes, talvez seja o que deixa menos as pontas soltas, armando as situações para a derradeira Parte 2.
O Diretor David Yates, com a experiência adquirida nos filmes anteriores, parece que conseguiu o tom certo entre drama e aventura; na minha opinião superando O Prisioneiro de Azkaban que achava o melhor da série. O único ponto negativo para mim, ainda continua sendo o excesso de personagens inúteis, talvez numa maneira de agradar aos leitores dos livros, um bom motivo para irritar uma outra parte do público. Pela Parte 1, acho pouco provável que a Parte 2 decepcione. É esperar para ver. Nota 08.
Devo confessar que conheço quase nada da filmografia do Diretor Italiano Mario Bava , famoso por filmes de terror góticos e que essa adaptaç...
Devo confessar que conheço quase nada da filmografia do Diretor Italiano Mario Bava, famoso por filmes de terror góticos e que essa adaptação de um personagem de quadrinhos foge um pouco do que estava acostumado a fazer, mas na minha ignorância com esse cultuado cineasta, pude constatar que Perigo: Diabolik! é uma delicia de ser assistido mesmo com algumas imperfeições e a trilha sonora do Mestre Ennio Morricone já valeria o filme. Diabolik (John Phillip Law) é o maior ladrão do planeta e quanto maior e mais perigoso for o desafio, melhor; já que ele comete crimes por puro prazer e para satisfazer os desejos de sua belíssima e fútil namorada (Marisa Mell). Eles vivem em um esconderijo secreto todo tecnológico, dormem numa mega cama cheia de dinheiro, dirigem belos carros e costumam derreter ouro por diversão. Enquanto isso, o governo faz de tudo para prende - lo, até pagar uma recompensa de 1 milhão de dólares para quem o fizer. O filme tem uma cena marcante atrás da outra, Diabolik sempre arrumando maneiras mirabolantes de fuga, algumas até cartunescas, como uma que parece saída de um episódio do Papa - Léguas, quando ele coloca uma espécie de espelho na estrada para enganar os perseguidores. Perigo: Diabolik ! também é um filme bem estiloso, com os personagens sempre bem vestidos, algumas cenas parecem até editais de moda, a fantasia do Diabolik é um charme a parte, tanta elegância que em uma sequência do roubo de um colar, a vitíma deixa explícito que seria um prazer ser roubada por ele. Na verdade, numa inversão de valores, Diabolik acaba sendo o herói do filme e a polícia e o governo os vilões, já que acabamos torcendo por ele o tempo todo. O filme tem closes bem sexys da linda namorada do Diabolik, sempre em trajes mínimos e das meninas dos gangsteres, aliás, um dos pontos fracos do filme para mim são os mafiosos, bem inexpressivos, forçando na comicidade em certo ponto, mas como eles são bem secundários na história, acabam não influenciando no resultado final desse ótimo filme. Nota 08.
Segunda vez que assisto A Origem e gostei mais dessa vez, talvez por ter podido prestar a atenção em outras nuances e concatenar cenas que ...
Segunda vez que assisto A Origem e gostei mais dessa vez, talvez por ter podido prestar a atenção em outras nuances e concatenar cenas que ficaram soltas na minha memória desse excelente filme. Engraçado como a crítica elogiou e muitos cinéfilos não, sinceramente não entendo. O filme é uma delícia de assistir e apesar de duas horas e meia de exibição, em nenhuma das duas vezes que assisti fiquei entediado. O Diretor Christopher Nolan da obra - prima Batman, Cavaleiro das Trevas nos introduz o mundo dos sonhos e nos deixa perplexos com o que pode ser feito. A Origem é um filme com muita informação, nem sempre se consegue acompanhar o ritmo da história, talvez por isso muitos espectadores não tenham gostado, mas o macete é relaxar e aproveitar o deleite visual das cenas, principalmente a que se desenrola com a queda da van da ponte, genial !! Como o saudoso e polêmico cineasta Glauber Rocha diria, Cinema é áudio e visual !! e em A Origem isso não falta nem um pouco. A história do extrator de sonhos Cobb (Leonardo DiCaprio) e sua equipe na missão de inserir a idéia de desfazer seu império na mente de um herdeiro milionário (Cillian Murphy), também é muito bem costurada, sem deixar uma ponta solta e com um elenco desses ficaria até difícil não sair um filme bom, são tantas boas atuações que fiquei até com preguiça de colocar o nome de todos os atores, alguns aparecem poucos momentos, mas tem atuação marcante. Para ser visto por quem gosta de ação, ficção, de efeitos especiais ou de uma boa história, de preferência várias vezes. Nota 10.
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