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Quero Matar meu Chefe pode não ser a melhor comédia do cinema em 2011, mas se apresenta como um delicioso exercício de humor negro e vou al...

Quero Matar meu Chefe pode não ser a melhor comédia do cinema em 2011, mas se apresenta como um delicioso exercício de humor negro e vou além, se fosse concebido pelos talentosos Irmãos Cohen talvez viesse a ser uma pequena jóia, dado a habilidade da dupla em conduzir historias com temática cruel e mesmo assim dar uma comicidade toda especial a elas, mas o novato Seth Gordon não é nenhum dos dois e acaba derrapando em alguns momentos.

Talvez o maior problema de Quero Matar meu Chefe seja o personagem da dentista ninfomaníaca representada por uma morena Jennifer Aniston, ela esta mais sensual do que nunca, mas a vertente relacionada ao funcionário que ela assedia não parece tão importante, fazendo a moça ficar em segundo plano e acaba descreditando um pouco o intento da trinca de amigos que deseja matar os próprios chefes. Até porque Jennifer Aniston não é tão “assassinavel” assim.

Por um outro lado a trinca protagonista (Jason Bateman, Jason Sudeikis e Dale Arbus) apresenta excelente timing cômico e química em cena, principalmente Dale Arbus que se destaca em quase todas as seqüências, principalmente uma em que aparece doidão de cocaína depois de espalhar um bocado da droga na casa de um dos chefes. O filme tem algumas referências interessantes como a Pacto Sinistro de Hithcock, quando os amigos decidem um matar o chefe do outro, mas fica tudo um pouco na superficialidade, até porque do meio para o final o filme perde um pouco da pegada de suspense para apostar mais em uma comédia de erros.

O filme ainda é repleto de atores conhecidos e consagrados como os chefes a serem assassinados (Jennifer Aniston, Kevin Spacey e Collin Farrell irreconhecível), Donald Sutherland que faz uma pequena ponta, Ioan Gruduff como um michê de trabalhos repugnantes, mas de todos quem realmente acaba roubando a cena do filme é Jamie Foxx com o seu Filha da Puta Jones, um personagem picareta que é o guru da trupe na questão dos assassinatos. Com um espírito politicamente incorreto até o talo, Quero Matar meu Chefe não é notável, mas rende boas risadas.


Remake do homónimo de 1972 com o lendário ator Charles Bronson , para muitos, um dos seu melhores papéis. Não assisti o original, mas nessa ...

Remake do homónimo de 1972 com o lendário ator Charles Bronson, para muitos, um dos seu melhores papéis. Não assisti o original, mas nessa nova versão, Jason Statham repete o papel de Bishop, um assassino de encomenda conhecido como o mecânico, que nas suas missões sempre tenta fazer o assassinato que comete parecer um acidente ou morte natural. Um dia, ele é escalado para dar cabo em seu mentor (Donald Sutherland) e depois do trabalho, com a consciência pesada, começa a ser assediado pelo filho do seu ex - mentor (Ben Foster) que não sabe que ele é o assassino de seu pai, mas exige que Bishop lhe ensine o ofício. Quando a "empresa" em que trabalha resolve apagar Bishop, começa um interessante jogo de  gato e rato. Assim como em Os Indomáveis de 2007, Ben Foster rouba quase todas as cenas que aparece, deveriam dar mais papéis importantes para esse rapaz. Jason Statham também esta bem no papel de assassino impiedoso, se firmando cada vez mais como o principal astro de ação da atualidade. O filme tem muitas e boas cenas de ação, quase initerrupta, mas com suspense, não de uma maneira entediante; boas cenas de luta e os assassinatos/trabalhos cometidos de maneiras mirabolantes por Bishop são uma atração a parte. A trama também tem algumas reviravoltas perto do final. Mesmo sem ter assistido o original, acho que essa versão não deve deixar nada a dever. Nota 07.