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O mestre Quentim Tarantino nos brinda com mais essa obra - prima do cinema. Nesse, Kurt Russel é Dublê Mike, um psicopata que gosta de m...


O mestre Quentim Tarantino nos brinda com mais essa obra - prima do cinema. Nesse, Kurt Russel é Dublê Mike, um psicopata que gosta de matar garotas a bordo do seu possante a prova de morte. 
Puta que pariu! Foi a singela frase que soltei ao terminar de assistir Prova de Morte pela primeira vez, essa já é a quarta vez que assisto e o sentimento é o mesmo. Parece que a cada revisão o filme fica melhor ainda. Inicialmente lançado no projeto Grindhouse, em parceria com o amigo Robert Rodriguez, Prova de Morte ganha mais força visto de maneira independente, provando que é um legitimo Tarantino. Nem consigo enumerar as melhores cenas, acho que uma vai completando a outra e quando você percebe, infelizmente o filme acabou. Agora, uma atração a parte são as belezuras que enchem os olhos, como Sydney Tamiia Poitier, que mulher é essa! (uma conferida abaixo, para quem tiver dúvida) Por favor, dêem mais papéis para essa menina! 

                                        (Sydney é uma delícia ou não é?) - clique para ampliar

Outro destaque são os carros e a homenagem a Corrida contra o Destino, com o lendário Dodge Challenger branco. Como o próprio Tarantino diz no doc que vem no blu - ray, a intenção era emular aquelas cenas de perseguições famosas, misturando cenas de filmes como o já citado Corrida contra o Destino, Operação França, Bullit e outros americanos, que usavam  os cenários como personagens das corridas, com filmes australianos como Mad Max, que além das corridas envolviam outros elementos mais violentos.

            (a gracinha Mary Elizabeth Winstead fazendo pose ao lado do Mustang)

              (a dublê de verdade Zoe Bell fazendo o famoso mastro de navio)

Quentim acertou a mão ao pegar os filmes indies de perseguições dos anos 70, todas aquelas mulheres safadinhas, um psicopata sem noção, diálogos afiados, a sua já conhecida salada de referências e bater tudo no liquidificador e servir essa vitamina deliciosa. Nota 10.

Dante ( Brian O´Halloran ) e Randal ( Jeff Anderson ) após colocarem fogo acidentalmente com uma cafeteira no Quick Stop, local onde trabal...


Dante (Brian O´Halloran) e Randal (Jeff Anderson) após colocarem fogo acidentalmente com uma cafeteira no Quick Stop, local onde trabalhavam e cenário do primeiro Balconista, vão parar  no Mooby´s, um fast food. O trama se passa justamente no último dia de trabalho de Dante, já que ele vai se casar e mudar para a Flórida. Durante o expediente, Dante tem que se resolver com Becky (Rosario Dawson), sua chefe e com quem teve um caso. Enquanto isso, Randal, como presente para o amigo, planeja uma apresentação de "sexo entre espécies" no restaurante.
Os filmes do diretor e roteirista Kevin Smith me agradam, gosto de todos, até de Dogma, que boa parte dos cinéfilos execram, mas fazer o que? Gosto não se discute e as obras de Kevin me fazem rir, o que muitos filmes de comédia hypados não fazem.
O Balconista 2 me foi uma grata surpresa, já que não esperava uma continuação para a distante obra de 1994, e que rivalizasse ao primeiro. Os sumidos Brian O´Halloran e Jeff Anderson voltam a defender muito bem os seus personagens, como se não tivessem saído deles e nesse, ainda temos a contribuição da carismática e taletonsa Rosario Dawson, muito a vontade no meio dos rapazes. Essa realização tem tudo que os filmes do Smith costumam ter: participações especiais dos seus amigos de longa data (Ben Affleck, Jason Lee), discussões sobre cinema (que sacanagem é aquela com Senhor dos Anéis), diálogos sobre sexo (é permitido do ânus para a boca?), referências nerds (transformers) e Jay (Jason Mewes) e Silent Bob (o próprio Kevin Smith). Bom, para quem é fã acho que já seria suficiente, mas a cereja no bolo com certeza é a sequência em que todos dançam ABC dos Jackson Five. O final, com o Show da Kelly safadinha, homenageando o filme Despedida de Solteiro, foi uma boa e engraçada sacada, só Randall mesmo para fazer aquilo.
O Balconista 2 é um filme que vai divertir bastante quem é fã do cinema de Kevin Smith,  porém, talvez possa soar um pouco chato para quem não for. O ideal é apreciar o primeiro e o segundo de uma vez só, aí a diversão fica completa. E pensar que Kevin Smith resolveu fazer o filme como promessa ao amigo Jason Mewes para que se livrasse do vício em heroína, isso é que é amigo. Nota 07.