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O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos...


O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos de Gattaca, Senhor das Armas e O Show de Trumam, mas nesse O Preço do Amanhã ele parece derrapar em suas propostas. Não que o filme seja totalmente ruim, que até pode ser visto por óticas diferentes, como ficção é bem parco, mas como ação consegue até sustentar a atenção do expectador, apresentando algumas boas seqüências. Na verdade, acho que o filme esta mais para ação mesmo, apesar de ter a premissa do tempo como moeda corrente ser bem interessante.

Acho que uma das grandes falhas da proposta de ficção cientifica é ficar martelando na historia do tempo, não há subtramas bem desenvolvidas, falta emoção naquela correria toda. Com muitas cenas em que vemos os personagens tendo que se virar para conseguir o tempo necessário para não morrer e deixando de lado as nuances que poderiam ser exploradas. Em certo momento, a realização se torna repetitiva e parece que o próprio diretor percebendo que seu trabalho não estava saindo como queria imbui na trama um ar mais descontraído do meio para o final, com aquela historinha de Robin Hood, roubando tempo dos ricos para dar aos pobres.

A historia envolve um futuro aonde o dinheiro é o tempo, as pessoas envelhecem até 25 anos e depois um relógio interno, colocado nos humanos ainda bebês começa a funcionar e assim tem que se virar para conseguir tempo para viver, seja trabalhando ou roubando. Os ricos têm muito tempo, o que os torna praticamente imortais e os pobres? Bom, são pobres, nê? E pobre sempre se dá mal. O Preço do Amanhã é um filme que passa sem muitos problemas, os protagonistas formados por Justin Timberlake e Amanda Seyfried são carismáticos e demonstram boa química em cena, mas como ficou, vale apenas como uma diversão despretensiosa, com pouca profundidade. 
 
 

A primeira vez que assisti A Mosca foi ainda nos anos 80, em uma sessão de um finado cinema do meu bairro, que naquela época chegava a fi...

A primeira vez que assisti A Mosca foi ainda nos anos 80, em uma sessão de um finado cinema do meu bairro, que naquela época chegava a ficar meses exibindo o mesmo filme e esse foi um dos que ficou um bom tempo em cartaz. Na verdade, assisti a esse filme 3 dias seguidos, tamanho foi o impacto dele em mim e na minha turma. Divertíamos-nos bastante com as transformações do personagem principal vivido por um inspirado Jeff Goldblum e sequer sabia ou ligava para quem era David Cronenberg. Eram outros tempos, mas que com certeza ajudaram a formar esse cinéfilo que vos escreve.

Essa revisão de um dos maiores sucessos comerciais desse talentoso diretor veio motivada pela recente apreciação de Scanners, um filme mais seminal na trajetória de Cronenberg e que rende muita divisão entre os expectadores. A Mosca talvez seja um trabalho mais abrangente, até mesmo quem sente asco em relação ao filme concorda que essa realização é bem notável e poucos se lembram que ela é um remake de A Mosca da Cabeça Branca de 1958, tamanho foi à repercussão desse filme quando bateu nos cinemas. Não é para menos, até hoje ainda é impressionante como Cronenberg concebe a jornada do cientista Seth Brundle (Jeff Goldblum) que acidentalmente funde seu DNA com o de uma mosca em um experimento que fazia sobre tele-transportes.

Assim como em outros filmes de monstros, apesar da repulsa que se pode ter em relação às mutações que Brundle sofre é difícil não sentir pena ou compaixão por ele. Até porque a intenção do cientista em seu projeto era das melhores possíveis. Existe ainda uma relação de amor entre Brundle e uma jornalista vivida por Geena Davis, que carrega a trama de alguns sentimentos, mesmo que sejam dissolvidos ao longo da mutação de Brundle em Brundle-mosca, como o mesmo se chama. Interessante também que em certo momento o cientista parece feliz com as mudanças, e o registro em vídeo para catalogá-las rende momentos bem nojentos, como quando ele explica como faz para se alimentar, vomitando uma enzima em cima dos alimentos para depois suga-los ou ainda guardando partes de seu corpo que vai se decompondo no armário do banheiro.

A trama é permeada de um sentimento de loucura, mas tudo embasado em outros sentimentos que seriam humanos, mesmo Brundle não sendo mais tão humano assim. A maquiagem usada pode parecer meio démodé em relação ao CG de hoje em dia, ainda assim é bem realista, a cena final em que o cientista vira literalmente uma mosca e derrete as mãos de um amigo da jornalista é marcante, algo visto poucas vezes no cinema, tamanha a expressão que aquele monstro acaba tendo, mesmo totalmente transformado, de maneira impressionante, Cronenberg consegue arrancar expressões humanas dos olhos daquela literal mosca gigante. A Mosca pode ainda não ser um Cronenberg amadurecido, mas mesmo assim é muito bom.


Primeiro filme a ganhar realmente destaque na filmografia do canadense David Cronenberg , Scanners – Sua Mente Pode Destruir é uma obra d...

Primeiro filme a ganhar realmente destaque na filmografia do canadense David Cronenberg, Scanners – Sua Mente Pode Destruir é uma obra de ficção cientifica que flerta com um tipo de cinema B, com tendência gore e que viria a confirmar a predileção de Cronenberg a temas estranhos em sua carreira. Essa realização não tem a profundidade de outras obras suas como Gêmeos, Mórbida Semelhança ou A Hora da Zona Morte, mas a historia de conspiração com humanos que tem poderes telepáticos se mostra como um filme bem realizado dentro dos limites que o próprio teve para concebê-lo.

Um dos destaques de Scanners é a maneira como Cronenberg conduz os embates telepáticos e telecineticos entre os dotados do dom, que no filme são conhecidos como Scanners. Em uma das melhores seqüências vemos o protagonista representado por Stephen Lack invadir um computador com sua mente através de um telefone, isso em uma era aonde a internet era coisa desconhecida, mostrando o quanto visionário Cronenberg era. Claro que o filme tem uma falha aqui e acolá, mas tudo chega a passar despercebido em meio a como a trama vai se desenvolvendo. O clima de suspense em meio à conspiração que vai se revelando trás a obra um bem vindo requinte de espionagem.

Scanners – Sua Mente Pode Destruir pode não ser o melhor Cronenberg, mas figura de maneira destacada em sua filmografia como uma realização de ampla criatividade com parcos recursos. A cena em que o personagem de Michael Ironside explode a cabeça de um sujeito com a mente é extremamente marcante, tensa e agonizante ou mesmo a seqüência final em que os dois Scanners mais poderosos, representados por Lack e Ironside, se enfrentam, por si só já valeria a conferida. Um filme que de uma maneira ou de outra parece ter ajudado a definir o estilo desse grande cineasta.
 
 

A maior preocupação do novo filme do diretor Steven Soderbergh , o sisudo Contágio , é fazer um registro o mais perto possível do real do qu...

A maior preocupação do novo filme do diretor Steven Soderbergh, o sisudo Contágio, é fazer um registro o mais perto possível do real do que seria uma severa epidemia de proporções mundiais. Tanto que os conflitos entre os personagens não possuem muita profundidade, até para não tirar o foco do desenrolar da aparição do vírus MEV-1, extremamente mortal e que se alastra rapidamente pela população, sendo transmitido apenas por um toque ou tosse e ainda mais fatal que qualquer um que tenha aparecido antes.

Assim como em Traffic, Soderbergh cria uma teia de acontecimentos envolvendo responsáveis de todo o planeta, como a OMS, um outro órgão de saúde americano, um outro europeu e um asiático. No meio dessa busca para descobrir como surgiu o vírus e estudar uma possível vacina, a trama trata de toda a burocracia que envolve uma situação como essa e as nuances que podem surgir a partir dela, como o blogueiro representado por Jude Law que divulga pela internet que a cura esta muito mais perto do que parece, mas não é citada pelo governo, pois não vai gerar lucro para a indústria de remédios ou uma cientista que é seqüestrada em Hong Kong, aonde a epidemia parece ter começado, para assim obrigar que os próximos dos seqüestradores sejam um dos primeiros a receber a vacina.

Nesse ponto cientifico e técnico da situação, Soderbergh se sai muito bem, criando tensão e paranóia que infringe ao expectador, mas em algum momento, a falta de aprofundamento em tramas de personagens especiais do filme faz a realização tornar-se um pouco desinteressante. As ramificações de historias não congruem e se a intenção do epílogo era emocionar com as seqüências amostradas, o diretor não acerta nesse intento. O elenco de estrelas com Gwyneth Paltrow, Marion Cottilard, Matt Damon, Laurence Fishburne e Kate Winslet conseguem aproximar até certo ponto o expectador do drama e o diretor não se furta em matar alguns deles para tornar as passagens criveis, mas como ficou, Contágio parece um filme frio que soa como um interessante “alerta” e apenas uma razoável experiência cinematográfica. 


O parco trailer de Apollo 18 – Missão Proibida exibido nos cinemas, não sugere tanto que o filme possa ser um mockumentary , talvez a inten...

O parco trailer de Apollo 18 – Missão Proibida exibido nos cinemas, não sugere tanto que o filme possa ser um mockumentary, talvez a intenção deva ser essa mesmo, até porque esse estilo de produção costuma afastar o publico e na sala, até que tinha alguns incautos expectadores. Às vezes fico pensando qual a motivação para se realizar uma obra com algum potencial nesse formato: redução de custos? Talvez. Parecer mais real? Não sei. O certo é que tirando o pioneiro Bruxa de Blair de 1999, quase nenhum filme nesse formato teve impacto. Por isso,  a intenção de Apollo 18 – Missão Proibida de ser o Bruxa de Blair no espaço seja tão explicita.

A premissa é até interessante: astronautas são mandados a lua, para investigar seu lado escuro, coletar amostras e fazer filmagens do local, só que algo dá muito errado (oras). O filme sugere que as filmagens são as reais, resgatadas dessa missão, que historicamente não aconteceu, mas que foi o motivo para os americanos não mandarem mais vôos tripulados a Lua. Quer dizer, ainda tem um fundo de mito na historia, mas tudo acaba parecendo um pouco insosso ou enfadonho, com tantas cenas sem sentido, amostrando os astronautas fazendo suas necessidades ou escutando musica ou ainda com tantos termos técnicos usados nas transmissões. O terror mesmo demora a acontecer, mas quando aparece são em poucas cenas, até bem orquestradas, que criam uma forte tensão e sentimento de claustrofobia, e fazem dar saudades dos bons filmes de nave espacial, que tem feito falta ao cinema.

A produção americana comandada pelo desconhecido diretor espanhol Gonzalo López-Gallego, deve receber mais a alcunha de bom do que ruim, mas esse estilo mockumentary torna as coisas um tanto impessoais e de difícil identificação com os personagens. Muitas vezes, parece ser até uma desconstrução do cinema: sem trilha sonora, enquadramentos péssimos e som terrível, mas que merece o seu respeito. Enfim, com um pouco de paciência, se consegue assistir Apollo 18 – Missão Proibida e de repente, até se divertir.

Quando ventilaram que a historia de Planeta dos Macacos seria revisitada, pensei na hora: mais um desperdício de dinheiro. Como sou um freqü...

Quando ventilaram que a historia de Planeta dos Macacos seria revisitada, pensei na hora: mais um desperdício de dinheiro. Como sou um freqüentador assíduo de cinema, por muitas vezes, assisti o bem feito trailer de Planeta dos Macacos: A Origem, que muito me aguçou a curiosidade, principalmente com cenas que remetem à produção original de 1968. Bom, visto, sai feliz da sala escura com uma trama que respeita a historia original, focada em dramas, construção psicológica do personagem principal, o impressionante chimpanzé digital César (de novo o rosto de Andy Serkis é usado como base) e em escolhas, certas ou erradas, até levadas por sentimentos nobres, que levaram aos humanos serem praticamente extintos do planeta nas historias subseqüentes, que são linkadas de maneira crível nessa produção.

A obra do desconhecido diretor inglês Rupert Wyatt se mostra bem arquitetada desde seu inicio, quando o cientista Will Rodman (James Franco) parece ter descoberto uma cura para o Alzheimer, um composto, testado amplamente em chimpanzés, que parece aumentar a cognitividade dos mesmos. Quando o laboratório prepara uma apresentação para investidores, um dos animais cobaias, apresenta mudanças de comportamento, tornando-se violenta e atacando diversas pessoas, fazendo o projeto ir para a gaveta. Os animais são sacrificados, mas Will acaba levando para a casa escondido o filhote César, que desde o inicio apresenta inteligência anormal e aparentemente superior a dos humanos.

Muito do interesse da historia se firma na figura de César, que de animal dócil e cativante, passa a articulado, cheio de artimanhas e até violento. O filme também soa como uma certa critica a como tratamos os animais de experiências, seres que sofrem muito para trazer benefícios a humanidade, uma das questões é: será que vale a pena infringir-los tantas agruras? A produção não deixa de ter seu lado blockbuster, com algumas boas cenas de ação, principalmente a passada em uma ponte, perto do epílogo. Como ficou, Planeta dos Macacos: A Origem pode até emocionar, com um boneco digital realístico poucas vezes visto no cinema, que consegue transmitir emoções reais, que às vezes muitos atores não conseguem.

Quando lembro da minha infância, logo me vem à cabeça Patrulha Estelar e Pirata do Espaço , series animadas japonesas que eram exibidas ...


Quando lembro da minha infância, logo me vem à cabeça Patrulha Estelar e Pirata do Espaço, series animadas japonesas que eram exibidas em um Clube da Criança capitaneado por uma inexperiente Xuxa Meneghel na extinta TV Manchete.

Eram tardes obrigatórias em frente TV, assistindo essas obras, um tanto impróprias para horário, já que eram recheadas de dramas e uma boa quantidade de violência, mas também eram outros tempos, e tanto Patrulha como Pirata eram visto apenas como meros desenhos. Se bem que teve uma época em que minha mãe me proibiu de assistir os dois, já que ficava um tanto agitado e às vezes deprimido depois dos episódios, principalmente em um do Patrulha, quando um dos heróis morre de maneira cruel.

Depois dessa introdução, percebe – se que sou um grande fã de Patrulha Estelar (no original Space Battleship Yamato), produzido a partir de 1974 e que rendeu três boas temporadas, que consegui adquirir depois de velho em uma feira underground de velharias da TV. Diferente de Pirata do Espaço, que só fez sucesso no Brasil, Patrulha Estelar foi um sucesso tanto no Japão, quanto em outros paises como os EUA e tem sua significante parcela de admiradores por aqui.

Então, vamos às vias de fato, foi uma grande felicidade quando descobri que Patrulha seria adaptada para o cinema e com produção japonesa, quer dizer, a coisa prometia. Assistindo o filme, o clima de nostalgia foi grande e a realização, dirigida por Takashi Yamazaki, consegue ser competente e homenagear muito bem a serie televisiva.

A trama da versão live action de Patrulha Estelar, assim como da serie, é um tanto absurda: o ano é 2199, a Terra está sendo contaminada por bombas radioativas, lançadas por um povo alienígena conhecido como Gamilons. A única esperança do planeta, que pelos cálculos dos cientistas tem menos de 1 ano de vida, é o Yamato, navio japonês afundado durante a 2ª Guerra que é adaptado para ser uma nave espacial. A tecnologia usada no Yamato, vem de um outro planeta, conhecido como Iscandar, que além de auxiliar os cientistas japoneses com a criação de armas da nave, como o canhão de ondas, passa coordenadas para que também consigam fazer uma viagem espacial até Iscandar, aonde receberão uma arma que possa descontaminar a Terra de toda a radiação. Bom, viagem total, né?

O ritmo de Patrulha Estelar é muito mais acelerado que o da serie, que tinha 33 capítulos na 1ª Temporada e muitas vezes incomodavam pela lentidão de alguns episódios. O filme também tem um tom mais pop, diferente da serie que era mais existencialista, e que fica evidente até pela canção tema “Love Lives”, composta pelo aerosmith Steve Tyler, mas todos os personagens marcantes estão lá, até o robô bebum conhecido como Analisador, só que bem mais ativo nessa versão. A trilha sonora é a mesma dos desenhos, marcando os momentos mais tensos e gruda no ouvido de uma maneira incrível.

O herói Kodai (Takuya Kimura) é o dono do filme, junto com o Capitão Okita (Tsutomo Yamazaki), impressionante a semelhança física deles com os personagens da serie. Alias toda a ambientação retro é uma homenagem explicita a mesma. Desde os uniformes, até os caças espaciais Tigres Negros e as batalhas espaciais, com raios lasers para todo o lado, aonde não se entende muita coisa. O nave/navio Yamato é idêntica! Fazendo esse expectador pular na poltrona em sua primeira aparição.

Os inimigos Gamilons é que foi uma grande decepção para mim, já que os seres humanóides da serie foram trocados por criaturas de CG sem muita expressão, e na serie, o líder Gamilon era figura importante, com extrema admiração pelo povo terrestre, apesar de inimigo ferrenho. A obra também peca por ter cenários extremamente artificiais, principalmente nas batalhas na superfície de Iscandar e em alguns momentos apresenta um CG primário, mas em contrapartida, apresenta de maneira crível muito dos sentimentos exaltados pelo povo japonês, como: honra, altruísmo e heroísmo.

O epílogo glorioso, no mesmo nível da serie, coloca o filme nos trilhos novamente e encheu de emoção esse humilde expectador, fazendo lembrar aquele menino dos anos 80. Patrulha Estelar também pode ser visto como uma ficção cientifica acima da media, pautada em preocupações atuais, como a saúde do nosso planeta e para quem não conhece nada da serie pode surpreender. Nota 7,5.

A tripulação da Série Animada


A tripulação da versão Live Action

A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe .  Aventura com toques de espionagem que me surpreende...

A Marvel faz um reboot da serie com os heróis mutantes nesse X – Men: Primeira Classe.  Aventura com toques de espionagem que me surpreendeu bastante pela trama e pelas atuações.
Nessa nova obra, somos apresentados à primeira historia do grupo liderado pelo professor Charles Xavier, claro que de uma maneira produzida para o cinema e não se preocupando em ser extremamente fiel aos quadrinhos. Como ficou, a produção dirigida por Matthew Vaughn, do incensado Kick Ass, parece uma graphic novel de luxo, daquelas com traço elegante e história crível, fazendo um mix de fatos reais com ficção. Aliás, a ambientação da trama, passada durante a crise dos mísseis russos enviados para Cuba, tema que até rendeu o longo 10 Dias que abalaram o Mundo, foi uma ótima sacada do roteiro, criando interessantes momentos de espionagem, que acaba nos remetendo aos bons filmes de 007, principalmente os protagonizados por Sean Connery.

A escalação do elenco é um atrativo a parte, James McAvoy consegue imprimir a sagacidade e inteligência necessária ao professor X e Michael Fassbender entrega uma ótima atuação como Magneto, mesclando a liderança, charme, insanidade e mistério que o personagem necessita para ganhar força. A talentosa Jennifer Lawrence interpreta uma jovem Mística, dando mais profundidade ao personagem e Kevin Bacon encarna o vilão Sebastian Shaw de maneira apenas correta, o destaque negativo é a atuação de January Jones que faz uma Rainha Branca que mais lembra uma prostituta de luxo. A aparição de mutantes inéditos no cinema como Banshee e Destrutor também satisfazem e o Fera ganha bastante destaque na história. Rose Byrne interpreta Moira McTargett, agente da CIA e envolvimento amoroso de Charles Xavier. Um dos melhores momentos é a tensa sequência, protagonizada por um Magneto ainda garoto, no campo de concentração, em que é obrigado a invocar seus poderes para que a sua mãe seja poupada de uma execução.

X – Men: Primeira Classe é um filme que dá novo fôlego a franquia de um dos grupos de heróis mais famosos e populares da Marvel e com certeza deixando os fãs satisfeitos por poderem conferir uma realização que prima pela qualidade e honra a mitologia criada nos HQs. Nota 08.


Após a morte da mãe, BabyDoll ( Emily Browning ) é colocada em manicômio pelo ambicioso padastro, que arma uma situação em que ela é acusada...

Após a morte da mãe, BabyDoll (Emily Browning) é colocada em manicômio pelo ambicioso padastro, que arma uma situação em que ela é acusada de assassinar a irmã. Na instituição, já meio surtada, ela elabora um plano de fuga que passa pelo uso da sua imaginação, ou da imaginação dentro da imaginação. Por onde começar, já tinha lido alguns comentários em blogs confiáveis sobre a ruindade da investida autoral de Zack Snyder , mas fui teimoso e assisti assim mesmo, tipo naquela de ser o único a gostar...e dessa vez não deu, Sucker Punch realmente é um dos grandes sambas do crioulo doido dos últimos tempos. O título nacional (Mundo Surreal) meio que entrega, na verdade, justifica a mal costurada salada de referências pop que Snyder tece para contar a jornada de fuga da personagen central. Nessa realização, o Diretor usa e abusa dos mesmos recursos de outras obras suas (300 e Watchmen): a camêra lenta (nesse filme excessiva) e as canções pops como a Sweet Dreams do inicio, aliás, a melhor sequência do filme; uma outra menos famosa dos Beatles, mas a música principal mesmo é da Bjork, que parece que em qualquer minuto pode começar a tocar, chegando até a ser meio irritante, aliás em muitas cenas do filme parece que os atores vão começar a dançar, como em um musical, talvez se fosse um musical mesmo, o filme fosse melhor visto. Como nas outras obras já citadas, o CG também é quase que total, aqui usado para criar o tal mundo surreal aonde BabyDoll e as outras belas meninas realizam as missões que as permitirão a liberdade. Missões que parecem fases do game God of War, outras lembram bastante a 300 e uma em especial, já citada por muitos cinéfilos, remete ao inexpressivo Capitão Sky e O Mundo de Amanhã. Não sei se a intenção de Snyder era criar uma poesia visual, apoiada nas cenas, nas canções e na fotografia meio lavada (já comum nas suas obras) e em influências de Games, Animes e em filmes anteriores seus; mas o que ficou parecendo foi uma coletânea de clipes exóticos sem emoção e noção, como os da Banda Enigma, dos anos 90 (pensando bem, Sadness Part One cairia bem nesse filme...hehe), porque como obra cinematográfica fica muito a dever. Nota 03.

Segunda vez que assisto A Origem e gostei mais dessa vez, talvez por ter podido prestar a atenção em outras nuances e concatenar cenas que ...

Segunda vez que assisto A Origem e gostei mais dessa vez, talvez por ter podido prestar a atenção em outras nuances e concatenar cenas que ficaram soltas na minha memória desse excelente filme. Engraçado como a crítica elogiou e muitos cinéfilos não, sinceramente não entendo. O filme é uma delícia de assistir e apesar de duas horas e meia de exibição, em nenhuma das duas vezes que assisti fiquei entediado. O Diretor Christopher Nolan da obra - prima Batman, Cavaleiro das Trevas nos introduz o mundo dos sonhos e nos deixa perplexos com o que pode ser feito. A Origem é um filme com muita informação, nem sempre se consegue acompanhar o ritmo da história, talvez por isso muitos espectadores não tenham gostado, mas o macete é relaxar e aproveitar o deleite visual das cenas, principalmente a que se desenrola com a queda da van da ponte, genial !! Como o saudoso e polêmico cineasta Glauber Rocha diria, Cinema é áudio e visual !! e em A Origem isso não falta nem um pouco. A história do extrator de sonhos Cobb (Leonardo DiCaprio) e sua equipe na missão de inserir a idéia de desfazer seu império  na mente de um herdeiro milionário (Cillian Murphy), também é muito bem costurada, sem deixar uma ponta solta e com um elenco desses ficaria até difícil não sair um filme bom, são tantas boas atuações que fiquei até com preguiça de colocar o nome de todos os atores, alguns aparecem poucos momentos, mas tem atuação marcante. Para ser visto por quem gosta de ação, ficção, de efeitos especiais ou de uma boa história, de preferência várias vezes. Nota 10.