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Filmes que retratam doenças, principalmente as terminais, são quase um gênero dentro do cinema. Normal, até porque quando uma formula dá ...


Filmes que retratam doenças, principalmente as terminais, são quase um gênero dentro do cinema. Normal, até porque quando uma formula dá certo é mais do que viável  haver visitas e revisitas, massificando o tema, o que ainda acaba rendendo exemplares de todos os tipos. Esse em questão, intitulado 50% é um filme sobre câncer, não há dúvidas, mas se diferencia dos demais por tratar o tema por uma visão até certo ponto cômica, mas sem deixar de ser emocional e humano.

A historia logo nos apresenta Adam (Joseph Gordon-Levitt), um rapaz radialista em uma estação pela internet que descobre que a dor que sentia nas costas é um câncer raro e em evolução. Então, o até então pouco conhecido diretor Jonathan Levine trás um retrato sensível e sincero da trajetória de Adam por essa terrível doença, cometendo momentos de destaque como os diálogos entre o protagonista e outros dois pacientes nas sessões de quimioterapia ou ainda as sessões de terapia com uma médica novata que rendem divertidas tiradas.

Em tempos em que cada vez mais somos vistos como estatística (como o próprio titulo sugere com a porcentagem de sobrevivência em relação aos portadores do mal), Levine lança um olhar mais humano aos seus personagens, sem momentos edificantes ou procuras desenfreadas por curas, mostrando pessoas vivendo e tendo que lidar com seus problemas e desconstruindo a idéia de que todos os pacientes devem se prostrar em sua doença, o que rende uma graça educada e lisonjeira, fazendo parecer que Adam poderia muito bem ser um amigo próximo. A boa e equilibrada presença de Seth Rogen como seu camarada de todos os momentos talvez confirme isso.

50% ainda é uma obra em que se faz notar que os envolvidos compraram a idéia do projeto, porque todos os atores aparecem muito bem, talvez Levine seja um bom diretor de atores ou os mesmos se sensibilizaram com a historia que se inspira em um caso real, porque desde Levitt  à Anna Kendrick, passando por Bryce Dallas Howard e os veteranos Anjelica Huston e Philip Baker Hall todos estão muito a vontade em seus papeis e mostrando talento e timing para mesclar a comicidade e dramaticidade necessária para fazer a trama fluir. As cenas finais são de marejar os olhos e fazem de 50% um bonito e tocante relato de uma doença tão sofrível.  


  Graeme ( Simon Pegg ) e Clive ( Nick Frost ) são dois nerds britânicos que estão de ferias nos EUA. A primeira parada dos dois é na Comic...


Graeme (Simon Pegg) e Clive (Nick Frost) são dois nerds britânicos que estão de ferias nos EUA. A primeira parada dos dois é na Comic – Con (aonde mais poderiam querer ir?), aonde reverenciam toda a cultura nerd, mas Graeme e Clive são fanáticos por historias sobre aliens e após alugarem um moto home, resolvem sair por ai visitando lugares de possíveis visitas aliens, como a Área 51.
No caminho, acabam topando meio que acidentalmente com Paul (voz de Seth Rogen), um alienígena que vivia na Área 51 e durante muitos anos muniu o governo americano de informações, desde a criação de equipamentos a consultoria de cinema a ninguém menos que Steven Spielberg. Depois de 60 anos nas mãos das autoridades, Paul não tem mais o que oferecer, a não ser seu cérebro, que os cientistas querem dissecar de qualquer jeito. Então com a ajuda da dupla de nerds e de Ruth (Kristen Wiig), uma ultra cristã que muda de opinião depois de receber o toque revelador do alien, Paul  precisa fugir dos agentes que o perseguem  e assim poder executar o plano que bolou para ser resgatado pelo seu povo.
Paul é a mais recente realização do diretor Greg Mottola, do ótimo Férias Frustradas de Verão, uma comédia que satiriza e reverencia diversos filmes e series de fantasia e ficção, principalmente E.T, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Arquivo X. O filme também conta com o retorno da dupla de atores Simon Pegg e Nick Frost, de Hot Fuzz e Todo Mundo Quase Morto, trabalhando juntos.
Apesar da dupla de atores demonstrarem um bom timing cômico, somado a irreverência da comediante Kristen Wiig, do programa Saturday Night Live, quem realmente rouba a cena é o boneco digital Paul, um alien super simpático, que devido aos anos vivendo na Terra, adquiriu diversos hábitos terrestres, como fumar cigarro e maconha, beber umas cervas, comer chocolates e ler gibis. A voz de Seth Rogen ajuda bastante a dar o tom descontraído do personagem.
Paul é uma obra que também remete ou homenageia filmes road – movies, já que boa parte da ação se passa no moto – home ou em algum lugar de estrada. Uma das claras referencias é a Easy Riders de Dennis Hopper, principalmente na cena em que estão fumando maconha e conversando besteiras em volta de uma fogueira, e a figura do alien bem que dá uns traços com um Jack Nickolson mais novo.
O filme não chega a ser super engraçado, mas tem seus momentos, principalmente nas cenas passadas durante a Comic – Com ou nas seqüências protagonizadas pela dupla de agentes atrapalhados formada por Bill Hader e Joe Lo Truglio, que são nerds de carteirinhas também, mas tentam bancar os durões, com direito a uma citação a Dirty Harry. Jason Bateman faz um outro agente mais misterioso e Sigourney Weaver faz uma ótima participação especial como a chefona dos agentes, quem melhor do que ela para caçar aliens, hein?
Em um dos momentos Paul cita: “O futuro da Terra pertence aos nerds”, dado a quantidade de obras, em qualquer mídia, que são lançadas voltadas para esse publico e acabam atingindo uma gama muito maior, será que alguém duvida? Eu não. Nota 7,5.

O francês Michel Gondry realizou Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor , filmes de que gosto muito, principalmen...

O francês Michel Gondry realizou Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Rebobine, Por Favor, filmes de que gosto muito, principalmente este último, que entraria fácil na minha lista de melhores do século 21; mas essa estréia em um Blockbuster contando as peripécias do nada convencional herói Besouro Verde e seu fiel escudeiro e motorista Kato é um tanto decepcionante. Não assisti nada da série que deu origem a esse filme, mas pelo o que li, o clima dessa versão em nada se assemelha ao original, mais soturno, enquanto esse está mais para uma comédia de aventura B. Nada contra esse tipo de filme, mas O Besouro Verde se mostra como um blockbuster bem preguiçoso, preocupado com os efeitos especiais e as cenas de ação, que não mostram nada de novo. Atores como Christoph Waltz (o vilão) e Cameron Diaz (secretária de Britt Reid, alter ego do Besouro) estão totalmente deslocados e tem atuações até risiveis. De bom no filme, tem a Beleza Negra, o carro do Besouro Verde construido por Kato, cheio de apetrechos e a boa química entre a dupla de atores, parecendo se divertir na maioria das cenas. Definitivamente,  Michel Gondry escolheu o projeto errado para tentar se tornar um Diretor mais popular. Nota 04.