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Ethan Hunt ( Tom Cruise ) é convocado dessa vez para confrontar um terrorista ( Michael Nyqvist ) que tem a intenção de começar uma guerr...


Ethan Hunt (Tom Cruise) é convocado dessa vez para confrontar um terrorista (Michael Nyqvist) que tem a intenção de começar uma guerra nuclear global e com o protocolo fantasma instaurado, que extingue a IMF, somente Hunt e um pequeno grupo de agentes (Simon Pegg, Jeremy Renner e Paula Patton) podem salvar o mundo. Bom, nem é preciso uma historia muito plausível para que Hollywood realize mais uma filme dessa franquia de sucesso, até porque sabemos que veremos pela frente uma obra repleta de ação, com momentos vertiginosos de tirar o fôlego e muita, mas muita correria. Um prato cheio para uma sessão despretensiosa regada a pipoca e refrigerante, e nesse intento dá para dizer que o diretor estreante em live-action Brad Bird se sai bem.

Tudo bem que a ação desenfreada mascara um bocado de um roteiro frouxo, que mostra um vilão pouco convincente e confuso em seus próprios propósitos, mas que por outro lado ora trás uma comicidade que cai bem na proposta de filme-pipoca dessa continuação ora mostra uma equipe que talvez seja a que tenha mais química entre os 4 filmes da cine - serie. Bird que até então somente tinha dirigido animações, comete cenas impressionantes, que figuram fácil entre as mais nervosas da serie, como uma em que Ethan escala um arranha-céu em Dubai ou na seqüência em que o personagem de Jeremy Renner fica hasteado por uma roupa imantada sobre uma hélice enorme quando o grupo invade um hotel na Índia para roubar uma seqüência de números de um magnata das informações.

Não dá para dizer que Missão Impossível: Protocolo Fantasma seja o melhor filme da franquia e ainda tenho que lamentar que o tom mais serio, que achei muito bem-vindo, do terceiro episodio tenha saído em detrimento a concepção de um filme mais “aventurão”, voltado para um público mais abrangente, o que também não é nenhum pecado, mas ao final da sessão, mesmo gostando e se preocupando pouco com as suas imperfeições, percebe-se que o longa não empolga como deveria.


Rachel, Stephan e David são três agentes da Mossad isralense que são enviados para a Alemanha Oriental em 1965, em plena Guerra fria, co...


Rachel, Stephan e David são três agentes da Mossad isralense que são enviados para a Alemanha Oriental em 1965, em plena Guerra fria, com a missão de seqüestrar o médico criminoso nazista conhecido como Dieter Vogel (Jesper Christensen) ou mais famoso pela alcunha de o “Cirurgião de Birkenau” que recebeu pelos inúmeros experimentos tenebrosos que fez com o povo Judeu durante a guerra. A dita missão não sai como o esperado e os envolvidos se vêem presos a um segredo que os atormentará a vida toda.

Desse ponto que a obra do experiente diretor John Madden, de filmes como Shakespeare Apaixonado e O Capitão Corelli, começa a desfiar a misteriosa conspiração que envolve os três agentes, alternando os acontecimentos do passado, mostrando o cativeiro em que mantiveram Vogel, aonde Rachel, Stephan e David são representados respectivamente por Jéssica Chastain, Marton Csókas e Sam Worthington e o presente que se situa no ano de 1997 aonde são encarnados também respectivamente por Hellen Mirren, Tom Wilkinson e Ciarán Hinds.

Madden dirige esse roteiro escrito por Matthew Vaugh, de Kick Ass, e consegue criar certo interesse do espectador com seu filme, principalmente nas cenas passadas em 1965, em que Jéssica Chastain amostra porque vem sendo aclamada como uma das melhores atrizes do ano de 2011. A moça cria uma Rachel tão forte que a concepção da oscarizada Mirren para o mesmo personagem chega quase a não convencer, mas essa não é a principal imperfeição de No Limite da Mentira. O filme tem problemas de ritmo que incomodam, principalmente quando a historia surge em 1997. Tanto que essa vertente da trama parece diminuída, talvez tenha tido cortes na edição final, porque faz o filme parecer pouco empolgante, principalmente quando as seqüências que são para gerar clímax inexplicavelmente são entrecortadas por outros flashbacks soltos que parecem sem sentido para a narrativa, fazendo ainda parecer um bocado de enrolação ou mesmo algum tipo de capricho do diretor.

Pelo conjunto final, No Limite da Mentira não chega a ser decepcionante ou ruim, fica mais perto de um razoável ou até bom, mas com gosto de que poderia ser bem melhor, até pelos nomes talentosos envolvidos. Madden apesar de mais experiência com obras dramáticas comete boas seqüências de ação e tensão, algumas outras emotivas com certa propriedade, reafirmando principalmente quando Chastain surge em cena nessa obra que em certos momentos também elucida uma possível direção de atores frouxa e que ainda faltou engendrar melhor as linhas temporais, o que afasta ou pode fazer o espectador ver a realização com certo distanciamento e que inevitavelmente faz desse filme algo que provavelmente logo será esquecido.