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- 30 Minutos ou Menos (30 Minutes or Less/Ruben Fleischer/2011) Comédia de ação, 30 Minutos ou Menos é a historia de Nick ( Jesse Eisenb...

- 30 Minutos ou Menos (30 Minutes or Less/Ruben Fleischer/2011)

Comédia de ação, 30 Minutos ou Menos é a historia de Nick (Jesse Eisenberg), um entregador de pizza que é seqüestrado por uma dupla de malucos (Danny Mcbride e Nick Swardson) vestidos com trajes de macacos. Os seqüestradores prendem ao corpo de Nick uma bomba que pode ser acionada pelo telefone com a intenção de fazer o rapaz roubar 100 mil dólares de um banco e assim poderem pagar um assassino que mate o pai (Fred Ward) militar e malvadão de um deles. Confuso, nê? Sim, 30 Minutos ou Menos é um filme feito para confundir mesmo, a agitação catártica é concebida de forma intencional para assim esconder a falta de inspiração do roteiro. Beira o ruim, ainda com piadas pouco engraçadas e personagens bem irritantes como o indiano amigo do personagem de Jesse Eisenberg, mas a pequena e ótima participação de Fred Ward, o eterno Remo, Desarmado e Perigoso, acaba salvando em parte essa realização da chatice completa.  Fracasso total nos EUA,  teve uma bilheteria pífia e deve ser lançado diretamente em home-video no Brasil;

- Sua Alteza? (Your Highness/David Gordon Green/2011)

Outro fracasso retumbante nas bilheterias americanas no ano de 2011, Sua Alteza? coincidentemente ou não também é co-protagonizada pelo comediante Danny Mcbride. De orçamento folgado, visível até pelo CG de primeira categoria usado que concebe cenas tão impressionantes quanto as de Avatar, a produção ainda chama atenção pelo elenco de bons atores formados por James Franco, Zooey Deschanel, Natalie Portman e Toby Jones. O filme é uma sátira a filmes épicos de capa e espada ao estilo Rei Arthur, 300 e Senhor dos Anéis. Não é de todo ruim, porque tem um bem vindo clima politicamente incorreto até o talo, brincando com a sexualidade dos personagens e fazendo um bocado de piadas escatológicas, umas engraçadas e outras inevitavelmente enfadonhas. Ainda consegue ter algumas cenas realmente emocionantes, mas no final fica até compreensível o descaso que o filme recebeu. Talvez hoje em dia fazer graça sem um público direcionado pode ser um tiro no pé. Porém esse filme tem um pequeno “diferencial”, trazer Natalie Portman em uma cena em que nada seminua em um lago, no mais, para assistir em um dia de chuva e sem muitas opções. 




Hesher ( Joseph Gordon Lewitt ) parece um sujeito que esqueceu de crescer, cabeludo, barbudo, com tatuagens de mau gosto, fã de rock pesado...


Hesher (Joseph Gordon Lewitt) parece um sujeito que esqueceu de crescer, cabeludo, barbudo, com tatuagens de mau gosto, fã de rock pesado, beberrão, maconheiro, itinerante em sua van caindo aos pedaços, sempre com uma metáfora mal criada na ponta da língua, além de extremamente grosseiro. Um dia, Hesher é colocado em situação incomoda pelo garoto T.J (Devin Brochu), um menino deslocado, que perdeu a mãe recentemente, sofre perseguição dos colegas na escola e mora com o pai (Rainn Wilson) viciado em antidepressivos e a avó (Piper Laurie), um tanto esclerosada. A maneira que Hesher arruma para se vingar do menino é indo morar em sua casa (isso mesmo), do nada ele aparece por lá e se instala na residência daquela família um tanto disfuncional, que parece não se preocupar com a presença daquele sujeito estranho, que acaba colocando T.J sempre em situações difíceis.

A realização do diretor estreante Spencer Susser apresenta situações pouco criveis, mas cresce com os sentimentos representados, não de forma utópica, muitos deles bem perto da realidade, de forma conflitante, o que trás os personagens para muito perto do expectador, podendo comover, mesmo com algumas situações constrangedoras. O diretor também consegue dar uma bem vinda áurea pop a produção, usando muito bem a trilha sonora heavy metal que marca os momentos mais dramáticos e engraçados, talvez até pela experiência com direção de videoclipes. O epílogo é algo marcante, na minha opinião, um dos mais emocionantes do ano.

Se por um lado, Hesher é um filme com alguns problemas de ritmo e imperfeições, por outro lado é uma obra que consegue ser arrebatadora, devido a grande atuação do elenco. Joseph Gordon Lewitt esta bem demais, comprovando seu talento e versatilidade no papel titulo, mas com certeza o filme é do garoto Devin Brochu, que também demonstra muito talento para o oficio. O filme ainda se dispõe de coadjuvantes de luxo como Natalie Portman e John Carroll Lynch, além de mostrar uma boa faceta dramática do comediante Rainn Wilson. Uma prova de que o cinema americano, quando foge de formulas, mesmo sem ser notável, consegue ficar acima da media.

Thor ( Chris Hemsworth ), meio que manipulado por seu meio - irmão Loki ( Tom Hiddleston ), resolve invadir a terra dos Gigantes de Gelo se...


Thor (Chris Hemsworth), meio que manipulado por seu meio - irmão Loki (Tom Hiddleston), resolve invadir a terra dos Gigantes de Gelo sem autorização do Pai de Todos Odin (Anthony Hopkins). Irado pela desobediência do futuro Rei de Asgard, Odin bane Thor e o martelo Mjolnir para a Terra, aonde o Deus do Trovão deve aprender sobre humildade. Em solo terrestre, Thor se encanta pela mortal Jane Foster (Natalie Portman), uma cientista que o ajuda a recuperar o martelo, além de ter que enfrentar as investidas e as trapaças de Loki que fomenta uma guerra com os Gigantes de Gelo, com o intuito de  deixar Thor longe do trono de Asgard e assim convecer a Odin que deve assumir como Rei.
Achei Thor um filme bem quadrinesco, reverenciando o universo que Jack Kirby e Stan Lee criaram para os Deuses Nórdicos e aproveitando tudo de melhor que as histórias do Deus do Trovão tem. Asgard está imponente com Heimdall tomando conta da bifrost, a ponte do arco - iris que liga a cidade aos outros mundos. Chris Hemsworth encarna Thor perfeitamente, concordo com outros que dizem que desde  o Super Homem de Christopher Reeve não se via um ator tão perfeito como um super - heroi.  Anthoy Hopkins também ficou o Odin cuspido e escarrado, mesmo trabalhando no automático. Natalie Portman aparece bem contida, talvez pelo cansaço das filmagens do Cisne Negro , como ela própria disse e Tom Hiddleston que intepreta Loki, achei bem fraquinho, o Deus da Trapaça merecia mais.
O diretor Kenneth Branagah conduz bem a história, sem muitas invenções, o que foi um decepção para mim, esperava algo mais contudente, mas não é sempre que se pode assistir a um novo Cavaleiro das Trevas. Como ficou, Thor é um bom filme pipoca que diverte, preparando o terreno para Os Vingadores, ambicioso projeto da Marvel previsto para 2012. Nota 07.

Assisti esse filme no final de 2010, mas volta e meia me pegava pensando nele e resolvi assisti - lo novamente para poder incluí - lo na mar...

Assisti esse filme no final de 2010, mas volta e meia me pegava pensando nele e resolvi assisti - lo novamente para poder incluí - lo na maratona desse blog. Aranofsky é um Diretor que me agrada muito, sou fã declarado da sua filmografia e nessa nova realização ele não decepciona; na verdade se supera. Na minha modesta opinião, "O Cisne Negro" é o seu melhor filme e Natalie Portman tem a sua melhor atuação, digna de reconhecimento. O filme conta a história da bailarina vivida por Portman, perfeita e extremamente técnica, mas que não consegue transmitir emoção em suas atuações. No começo da temporada de ballet, o Diretor da companhia, na pele de Vincent Cassel, resolve fazer uma encenação inovadora da clássica peça "O lago dos cisnes" e para tal, acaba demitindo a bailarina principal representada por Wynona Rider, muito bem por sinal. Logo o Diretor escolhe o personagem de Portman para representar a Rainha dos Cisnes, mas ela se vê afrontada tanto por Cassel quanto pela nova bailarina da companhia vivida pela bela Mila Kunis. Além desse quadro inicial, ela ainda convive com uma mãe possessiva e controladora que a trata como uma criança. Sob tanta pressão ela acaba embarcando em uma jornada de loucura e libertação. O filme tem cenas marcantes, como a noite em que a personagem de Portman sai com o de Mila Kunis e delira com um envolvimento sexual, as cenas do relacionamento com a mãe, representada pela  excelente Barbara Hershey também são ótimas, verdadeiros duelos. Além do final espetacular e emocionante, os momentos da transformação física em Cisne Negro são de tirar o fôlego. Um filme para ficar na história do cinema. Nota 10.