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Quando aparece algum filme que logo pipocam um monte de comentários elogiosos sobre acabo ficando um tanto desconfiado, mas a campanha posit...

Quando aparece algum filme que logo pipocam um monte de comentários elogiosos sobre acabo ficando um tanto desconfiado, mas a campanha positiva sobre Amizade Colorida procede, pois o longa é bem divertido mesmo, apresentando uma química exuberante entre o casal protagonista, alem de ser um sopro de audácia em meio a produções parecidas e tão politicamente corretas que costumam ser realizadas por Hollywood.

Se bem que esse ano de 2011 já houve algumas produções que descortinavam o pudor excessivo de comedias românticas, jogando o sexo logo de inicio na cara da platéia, como a dramédia Amor e Outras Drogas dirigida pela mão pesada de Edward Zwick e Sexo sem Compromisso de Ivan Reitman, que ainda não conferi (e nem sei se vou) devido a tantos comentários negativos que acabaram me desestimulando.

Alem da atuação pulsante de Justin Timberlake e da belíssima Mila Kunis (que belos olhos a moça tem, seriam só os olhos mesmo?), Amizade Colorida se torna interessante por apresentar uma trama que satiriza as próprias comédias românticas, alem dos vilões do filme serem os próprios protagonistas, que só não ficam um com outro porque querem manter a proposta de apenas fazer sexo casual, sem amor, sem obrigações. Um paraíso para alguns, mas como sabemos, não é assim que as coisas funcionam, principalmente em um filme.

O diretor Will Gluck, do divertido A Mentira de 2010, comprova que tem talento para conduzir comédias com um tom mais ácido, criando alguns momentos interessantes, como o flashmob do prólogo, além de utilizar muito bem a atmosfera de casualidades da cidade de Nova Iorque, uma cidade que parece perfeita para encontros e desencontros. Com coadjuvantes (Richard Jenkins, Patrícia Clarkson, Bryan Greenberg, Emma Stone, Andy Samberg) que dão suporte devido para a dupla principal brilhar, Amizade Colorida é uma grata surpresa e está entre as produções de destaque desse ano.


Assisti esse filme no final de 2010, mas volta e meia me pegava pensando nele e resolvi assisti - lo novamente para poder incluí - lo na mar...

Assisti esse filme no final de 2010, mas volta e meia me pegava pensando nele e resolvi assisti - lo novamente para poder incluí - lo na maratona desse blog. Aranofsky é um Diretor que me agrada muito, sou fã declarado da sua filmografia e nessa nova realização ele não decepciona; na verdade se supera. Na minha modesta opinião, "O Cisne Negro" é o seu melhor filme e Natalie Portman tem a sua melhor atuação, digna de reconhecimento. O filme conta a história da bailarina vivida por Portman, perfeita e extremamente técnica, mas que não consegue transmitir emoção em suas atuações. No começo da temporada de ballet, o Diretor da companhia, na pele de Vincent Cassel, resolve fazer uma encenação inovadora da clássica peça "O lago dos cisnes" e para tal, acaba demitindo a bailarina principal representada por Wynona Rider, muito bem por sinal. Logo o Diretor escolhe o personagem de Portman para representar a Rainha dos Cisnes, mas ela se vê afrontada tanto por Cassel quanto pela nova bailarina da companhia vivida pela bela Mila Kunis. Além desse quadro inicial, ela ainda convive com uma mãe possessiva e controladora que a trata como uma criança. Sob tanta pressão ela acaba embarcando em uma jornada de loucura e libertação. O filme tem cenas marcantes, como a noite em que a personagem de Portman sai com o de Mila Kunis e delira com um envolvimento sexual, as cenas do relacionamento com a mãe, representada pela  excelente Barbara Hershey também são ótimas, verdadeiros duelos. Além do final espetacular e emocionante, os momentos da transformação física em Cisne Negro são de tirar o fôlego. Um filme para ficar na história do cinema. Nota 10.