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Pat Garret e Billy the Kid é a obra renegada por seu próprio diretor, Sam Peckinpah , do excelente Meu Ódio Será sua Herança . Reza a len...



Pat Garret e Billy the Kid é a obra renegada por seu próprio diretor, Sam Peckinpah, do excelente Meu Ódio Será sua Herança. Reza a lenda que o corte final foi dado pelos executivos da MGM que desejavam um filme mais comercial em detrimento a obra mais marginal que Peckinpah almejava. No final, a produção foi para o cinema com o corte do estúdio, Peckinpah rompeu com a MGM e foi para o México, aonde filmou o cultuado Tragam – me a Cabeça de Alfredo Garcia, uma espécie do que ele queria que fosse o seu Pat Garret e Billy the Kid.
Bom, apesar de toda a historia turbulenta encima dessa produção, o filme que narra os momentos derradeiros em que Pat Garret (James Coburn), ex – parceiro de Billy the Kid (Kris Kristofferson), passa para o lado da lei e imprime uma caçada contra o ex - comparsa bem que prende a atenção, apesar de cara sabermos logo o desfecho. Apoiado em boas cenas de ação e em alguns momentos especiais, como quando Billy duela com um antigo amigo, agora defensor da lei também, e mata o sujeito na frente de toda a família ou quando foge das garras da lei no começo do filme, atestando todo o respeito e adoração que o povo americano tem pela figura desse exímio pistoleiro fora da lei.
Apesar da boa fluência da trama, é notável que em algumas cenas a tentativa de Peckinpah de explorar mais o lado amoral da historia é abafado ou diminuído, com alguns cortes rápidos, direcionando logo para cenas mais tradicionais, mas talvez a cena em que Pat transa com varias prostitutas tenha ficado do jeito que o diretor queria ou uma outra seqüência em que um dos comparsas de Billy (representado por um jovem Harry Dean Stanton) libera a moça que esta com ele para o famoso pistoleiro.
Uma outra curiosidade é a presença de Bob Dylan no elenco, a trilha sonora também é dele, com direito a “Knockin` on a heavens Door” em uma bela cena a beira de um lago, mas a presença do cantor, que dá um certo tom pop ao filme, como um dos integrantes da gangue de Billy é totalmente desnecessária, ao ponto dele ter algumas cenas constrangedoras.
Pat Garret e Billy the Kid pode não ser o melhor de Sam Peckinpah, mas uma boa parte do estilo do diretor esta lá, principalmente na violência que surge lentamente e de repente explode em cenas geralmente filmadas em câmera lenta. Pena não podermos ver como ficaria a obra ao gosto de seu realizador. Nota 07.

Única foto conhecida de Billy The Kid, leiloada recentemente por 2,3 milhões de dólares