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Ponyboy ( C. Thomas Howell ) e Johnny ( Ralph Macchio ) são deliquentes integrantes de uma gangue chamada Greasers. Quando se envolvem em u...


Ponyboy (C. Thomas Howell) e Johnny (Ralph Macchio) são deliquentes integrantes de uma gangue chamada Greasers. Quando se envolvem em um briga com os Socs, gangue rival composta por adolescentes de classe média alta, Johnny acaba matando um deles. Então ajudados por Dallas Winston (Matt Dillon), outro Greaser, Ponyboy e Johnny se escondem em uma Igreja abandonada, mas um incêndio no local atinge um dos rapazes que tenta salvar umas crianças que ficaram presas dentro da Igreja. Enquanto isso, membros das duas gangues marcam um embate para medir as forças.
Vidas sem Rumo é muito mais que um filme sobre gangues e violência. A pequena obra - prima do diretor Francis Ford Coppola explora as nuances da juventude e como as condições sociais, ausência ou omissão paternas podem influenciar vidas inteira, no caso do filme, deixar os jovens, sejam eles pobres ou ricos, literalmente sem rumo, desajustados, a mercê deles mesmo. 
A obra é repleta de cenas marcantes e atuações inesquecíveis, como a de C. Thomas Howell, a cena em que recita um poema, em meio ao amanhecer, ao lado do amigo, os dois isolados pela violência cometida é uma das bonitas que vi no cinema, realmente emocionante e tocante. Há outros momentos tristes e belos, como as cenas protagonizadas por Ralph Macchio quando está no hospital todo queimado, após ter salvo as crianças do incêndio, em que diz que valeu muito a pena ter salvo aquelas crianças, mesmo podendo perder a vida, que a vida delas é muito mais importante que a dele... tem que se conter para não chorar.
Vidas sem Rumo também pode ser considerado um filme tecnicamente perfeito, com fotografia impecável, (que crepúsculos são aqueles?), trilha sonora que potencializa a sensibilidade nas cenas e edição lenta que privilegia os cenários, destacando a natureza quando eles estão na Igreja. Além de ter lançado uma penca de atores como Patrick Swayze, Rob Lowe, Tom Cruise, Emilio Estevez, Diane Lane e os já citados acima. Um Coppolão da melhor qualidade, no auge da sua forma. Obrigatório. Nota 10.

Domingo chuvoso, você liga a TV, dá uma zapeada e o que acaba de começar? Clube dos Cinco , clássico da sessão da tarde e filme preferido na...

Domingo chuvoso, você liga a TV, dá uma zapeada e o que acaba de começar? Clube dos Cinco, clássico da sessão da tarde e filme preferido na lista de muitos adolescentes da década de 80. A história dos 5 alunos que ficam de castigo sábado na biblioteca, fazem várias loucuras (até fumar maconha) e acabam se descobrindo, tornou - se uma lenda e durante muito tempo uma referência para filmes sobre jovens que queriam ser levados a sério.

Na verdade, Clube dos Cinco é uma grande sacada do Diretor John Hughes que percebendo que a maioria dos filmes adolescentes feito na época eram comédias desmioladas, resolveu escrever um roteiro aonde pegava personagens esteriotipados (o atleta, a patricinha, a deslocada, o nerd, o marginal) e traçava os perfis deles além da mascára inicial. No final, o que surgiu foi uma inteligente crítica a como os jovens estavam sendo educados (o distanciamento dos Pais) e ao sistema educacional, que até hoje é um tanto defazado.

Como esquecer de John Bender? O personagem bad boy sem limite, que provoca todos, mas que na verdade é uma pessoa super sensível, grande atuação de Judd Nelson, que também repetiria outra boa atuação em O Último Ano do Resto de Nossas Vidas. Aliás, todos os atores dão show, o marcante supervisor Richard Vernom (Paul Gleason) e a queridinha dos anos 80, Molly Ringwald (do Garota de Rosa Shocking, Gatinhas e Gatões, O Rei da Paquera) que foram homenageados em Não é mais um Besteirol Americano, a cena das várias detenções é ótima. Outra cena ótima,  talvez a melhor, é a conversa deles, colocando seus problemas familiares e contando os motivos para estarem ali, com a câmera circulando eles e focalizando as expressões no seus rostos, realmente tocante, aposto que muitos viveram alguma daquelas situações. Engraçado, como algumas das melhores falas vem do personagem do Emilio Estevez, que na história seria o mais limitado e como ator também, talvez na intenção de provar que rótulos não querem dizer nada. 

Pena que a maioria deles não emplacou nas décadas seguintes. Acho que só Emilio Estevez teve algum destaque nos anos 90, mas fora isso, nunca mais ouvi falar em Anthony Michael Hall, que era considerado um promissor ator e trabalhou em Gatinhas e Gatões com Molly, e nem Ally Sheedy, que atua na maioria do filme apenas com trejeitos dignos da turminha de muita gente. Clube dos Cinco além de tudo isso citado, tem a excelente e inesquecível canção do Simple Minds: Don´t You Forget About Me. Um filme aonde tudo se completa e que fazem brotar lágrimas em muitos marmanjos ao lembrar da velha infância. Essa nota é meio suspeita, pois vai carregada  de emoção e nostalgia. Nota 10.