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Apropriadamente a Alta Definição veio para aumentar a satisfação de poder assistir filmes em casa. Essa nova tecnologia nos propõe examin...


Apropriadamente a Alta Definição veio para aumentar a satisfação de poder assistir filmes em casa. Essa nova tecnologia nos propõe examinar cenas com detalhes que passavam desapercebidos em Definição Standard, a tradicional dos DVDs.

Os filmes novos, que vem sendo lançados cada vez mais nessa janela, nem se fala na propriedade da imagem, já que alguns deles vem com cenas em IMAX ou em 3D, transformando muitas vezes a nossa sala de estar em um verdadeiro cinema, com a ajuda providencial também de um Home Theater, para dar ao som o seu devido status.

Porém, o HD, como comumente é mais conhecido, abriu um nicho interessante: a possibilidade de conferir obras – primas, clássicos e filmes mais antigos em gloriosa imagem (seja em 720p ou 1080p) e som, potencializando em muito essas obras e fazendo redescobri – las de maneira incrível. Abaixo serão apresentadas realizações que assisti recentemente em HD:

 - Uma Aventura na África (The African Queen/John  Huston/1951)
Essa realização de 1951, com os astros Humprey Bogart e Katharine Hepburn, é uma obra que trata o romance de um marinheiro (Bogart) e uma missionária (Hepburn) no continente Africano durante a 1ª Guerra. Os dois pretendem descer um perigoso rio e atacar um navio alemão com torpedos improvisados. Um filme bastante divertido, com belas cenas filmadas realmente na África e que aposta na excelente química do casal, que passam praticamente o filme todo sozinhos dentro do barco que desce o rio e enfrentam as agruras da vida selvagem. Atuações na medida de Bogart e Hepburn. Ótimo filme que ganhou uma restauração em HD primorosa;


- Um Corpo que Cai (Vertigo/Alfred Hitchcock/1958)
Obra prima do Mestre Hicthcock, foi um dos filmes que mais me impressionou ao ser assistido em HD. A excelente fotografia parece que salta da tela, a imagem perfeita também faz jus a beleza de Kim Novak, uma das loiras fatais mais marcantes na filmografia do velho Hitch. Além da irretocável qualidade visual, Um Corpo que Cai é um primor de narrativa e atuações, tanto de James Stewart, outro bem presente nos filmes do Hithcock, quanto de Kim Novak, além dos coadjuvantes que compõe muito bem o espetáculo. Uma das obras que mais gosto de Alfred Hictchcock e que tem um dos epílogos mais emocionantes da carreira desse prolífico diretor;








 - Taxi Driver (Martin Scorcese/1976)
Uma das realizações que mais marcou os anos 70 e redefiniu a estrutura dos filmes produzidos nos EUA. Obra – prima do então novato diretor Martin Scorcese, que apresenta Travis Brickle (Robert de Niro), um taxista ex – combatente no Vietnã, com problemas de ordem mental e social que vê na cidade de N.Y a sua verdadeira inimiga. O diretor concebe uma historia underground, apostando em personagens sujos e em uma narrativa impactante que ajuda a compor os momentos mais tensos. A excelente fotografia, que marca bem a época da produção, ganha contornos incríveis em HD. Foi um dos filmes que senti que é muito mais bem aproveitado nesse formato. A cena final, com De Niro de cabelo moicano, invadindo o covil do cafetão vivido por um jovem Harvey Keitel comprova o quanto icônico essa obra é e como foi merecida essa restauração.

  Greg Pinto ( Ben Stiller ) dessa vez tem que superar de novo as expectativas do seu sogro e ex - espião da CIA, Jack Byrnes ( Robert de N...


Greg Pinto (Ben Stiller) dessa vez tem que superar de novo as expectativas do seu sogro e ex - espião da CIA, Jack Byrnes (Robert de Niro). Nesse, Byrnes, achando que vai morrer, nomeia Greg como novo tutor da família e se instala na casa dele para poder monitorá - lo.
Nossa, o que o dinheiro não faz, juntar um elenco desse, com um diretor de pelo menos uma obra boa (Um Grande Garoto), para fazer uma porcaria daquelas. Se o primeiro Entrando num Fria era razoável, o segundo ruim, esse terceiro é desprezível. Um mero caça niquel que não vale nem uma resenha. 
Piadas de mau gosto, requentadas e expremidas até a última gota, nem a presença de Jessica Alba salva o filme, só quando ela aparece de lingerie. Candidato a um dos piores do ano. Nota 01.

Machete ( Danny Trejo ), um ex - agente federal mexicano, é obrigado a imigrar ilegalmente para os EUA depois de entrar em conflito com Rog...


Machete (Danny Trejo), um ex - agente federal mexicano, é obrigado a imigrar ilegalmente para os EUA depois de entrar em conflito com Rogelio Torrez (Steven Seagal), um narcotraficante ex - agente federal, que por fim assassina a familia de Machete. Fazendo trabalhos de mexicanos ilegais nos EUA, um dia, Machete é assediado por Michael Booth (Jeff Fahey), que oferece 150 mil dolares a ele para liquidar o Senador John McLaughlin (Robert de Niro), que pretende construir uma cerca eletrificada para impedir os mexicanos de entrarem nos EUA, mas o suposto atentado se revela uma farsa para incrimar Machete. Então, ajudado por Luz (Michelle Rodriguez), lider de uma rede de ajuda a mexicanos, e Sartana (Jessica Alba), policial da imigração, Machete quer provar a sua inocência, revelar os verdadeiros culpados, se vingar da morte do seu irmão, o Padre Cortez (Cheech Marin) e enfrentar novamente Rogelio Torrez.
Elenco de astros entra na brincadeira do diretor e roteirista Robert Rodriguez e o resultado é uma divertida homenagem aos  filmes de ação B. Quem diria que algum dia Danny Trejo poderia protagonizar um filme? Ou trocar amassos com várias gatas? Só no universo de Rodriguez mesmo e até que o "mexicano errado" segura bem o filme.
Machete, apesar da ponta de crítica ao papel dos mexicanos na sociedade americana, é um filme totalmente despretensioso, que não deve ser levado a sério. Em alguns momentos parece uma comédia, mas acho que a intenção era essa mesmo, rir dos clichês dos filmes de ação. Uma cena pequena que caracteriza bem isso é o momento em que os capangas de Michael Booth discutem sobre a indole do patrão, logo um deles lembra - os da fidelidade que devem ao chefe.
Não posso deixar de falar também das meninas. Jessica Alba, Michelle Rodriguez, Lindsay Lohan e as duas enfermeiras estão bem sexys, aliás, acho que Michelle Rodriguez nunca esteve tão sexy quanto nessa obra, no final de tapa - olho homenageando a Elle Driver do amigo Tarantino ficou demais. Das atuações, destaco Jeff Fahey, com certeza o melhor em cena, no papel de malvadão. Steven Seagal também diverte, fazendo papel de mexicano, acho que Seagal já interpretou personagens de todas as nacionalidades..hehe..Robert de Niro, no epílogo caracterizado de mexicano também ficou hilário.
Machete é um filme com muita violência explícita, com destaque para a cena em que foge pela janela pendurado no intestino de um pobre coitado e pelo que tenho escutado, não tem agradado a todos, mas com certeza é uma obra que se destaca da mesmice de adaptações mais recentes. Agora é esperar Machete Kills e Machete Kills Again, será que vai rolar? Não duvido. Nota 07.

                      (que barriguinha é essa hein Michelle?) - clique para ampliar

Eddie Morra ( Bradley Cooper ) é um escritor com problemas, afundado em um livro que não consegue sequer começar e  já recebeu um adiantamen...

Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor com problemas, afundado em um livro que não consegue sequer começar e  já recebeu um adiantamento, tem problemas com bebidas e drogas, e Lindy (Abbie Cornish) sua compreensiva namorada acabou de terminar com ele. Andando pela rua, sem direção, topa com Vernon (Johnny Whitwhort), seu ex - cunhado e conhecido traficante de drogas, que o convida para tomar umas cervejas. Eddie fala sobre os problemas da vida, a dificuldade de escrever...e nesse meio tempo, Vernon lhe oferece a solução para todos os seu problemas: NZT, um droga sintética que promete o usuário acessar 100 % do seu cérebro, e para pessoas inteligentes, um leque imenso de opcões. Eddie fica meio receoso no início, mas depois, percebendo que pior não dá para ficar, resolve ingerir a droga, embarcando em uma jornada de ascensão desenfreada e situações sem volta.

Sem Limites é um filme com edição acelerada, ao começar pelo início, quando vemos Eddie no parapeito na iminência de se suicidar, a camêra desce alucinadamente, causando um efeito meio psicotrópico e retorna a história a um tempo anterior ao NZT. A trama vai te envolvendo gradativamente, com cenas bem divertidas de Eddie, sob o efeito da droga, aprendendo várias línguas, a lutar ou escrevendo seu livro em poucas hora. Depois, ele se envolvendo com mercado de ações e ganhando um montante de dinheiro em poucos dias, tornando - se uma lenda no meio, ao ponto de ser contatado para assessorar Carl Von Loon (Robert de Niro), um magnata do mercado de combustíveis que se prepara para uma mega - fusão de sua empresa com outra lider, assim monopolizando o mercado. Durante tudo isso, ele ainda se envolve em um assassinato, tem que resolver o problema da falta de NZT, já que a carga que achou na casa de Vernon está para acabar e começa a sentir os efeitos colaterais da droga.

Em certos momentos, Sem Limites me lembrou Clube da Luta, não sei se a intenção era emular aquele sentimento de insanidade constante e em outros momentos lembrei de Matrix, com aquela situação da pílula azul libertadora, assim como o NZT. Achei também que o filme ganha ao fugir de soluções edificantes, mostrando que as drogas, sejam lícitas ou ilícitas, tem efeitos viciantes e que se livrar delas não é tão fácil assim. Tirando essa parte mais comtemplativa, o Diretor Neil Burguer, cria boas cenas de ação e perseguição, como a do parque em que Lindy toma um NZT para arrumar uma solução contra o seu perseguidor ou as cenas em que a camêra vai explorando os ambientes de forma bem introdutória, criando efeitos lisérgicos. A trama, que pode ser acusada de posar de inteligente, tem alguns furos, como em alguns momentos em que Eddie está sob efeito, com seu cérebro a 100% e não consegue resolver certas situações, como a do agiota que o persegue o tempo todo, mas em um Thriller de ritmo acelerado acaba disfarçando essas imperfeições que influenciam pouco o resultado final. Nota 08.

O que deveria ser um grande filme, na minha opinião é uma grande decepção. Em outros tempos De Niro e Norton eram certeza de filmes de ótimo...

O que deveria ser um grande filme, na minha opinião é uma grande decepção. Em outros tempos De Niro e Norton eram certeza de filmes de ótimo nivel, mas nos últimos tempos tanto um quanto o outro tem deixado a desejar. O filme conta a historia do personagem de Norton que é um presidiario atrás de liberdade condicional e De Niro representa o Agente de condicional. No começo, com a cena do personagem de De Niro novo parece que veremos um filme cheio de tensão, mas no decorrer isso não se comprova. O que vemos são longas cenas de diálogos sem graça entre De Niro e Norton, que vão de momentos filosoficos a vida sexual de De Niro. O filme melhora um pouco quando entra em cena a personagem de Milla Jovovich , que digamos de passagem extravasa sensualidade nesse papel, como esposa de Norton disposta a fazer qualquer coisa para tirar o marido da cadeia. O Filme merecia mais capricho. Só vale pela Milla Jovovich. Nota 05.