Sinceramente, o trailer em formato de clipe de O Homem do Futuro não tinha me animado nem um pouco em assistir, mas pela falta de boas opções, acabo sempre dando chance a produções nacionais e esse ainda é dirigido pelo Cláudio Torres do divertido Redentor de 2004, um filme que mesclava bem fantasia e realidade em uma trama que homenageia de certa forma uma historia clássica de herói dos quadrinhos.
Visto, O Homem do Futuro me agradou muito, sendo em minha opinião, até agora o melhor filme nacional lançado no circuito em 2011. Um tanto da força dessa obra vem do ator Wagner Moura, que constrói três personagens de si mesmo que se encontram em uma cruzada temporal, o cientista Zero, que acidentalmente ou não, cria uma maquina do tempo e acaba indo parar em um momento crucial da sua vida, aonde conheceu o amor e o perdeu, achando que tal situação, originou a mediocridade da vida pessoal que leva.
O filme é todo revestido de nostalgia oitentista, com um saboroso gosto das antigas sessões da tarde, marcado pela canção Tempo Perdido do Legião Urbana, que ajuda a conceber as melhores cenas do filme. Inevitável também uma comparação com a cena de De Volta para o Futuro, a do baile, em que Marty toca uma musica para que seus pais possam finalmente ficar juntos, mas acho que a intenção de Cláudio Torres era construir essa atmosfera que nos remeteria a bons momentos da vida, mesmo os sofridos, criando uma ampla identificação com Zero. Afinal, quem não gostaria de mudar uma parte do seu passado?
Além de uma historia bem contada, O Homem do Futuro apresenta efeitos visuais muito bem realizados, principalmente quando os três Zero estão em cena, dignos de Hollywood. A atriz Alinne Moraes, que faz o interesse romântico do protagonista, consegue entregar uma atuação carismática e os coadjuvantes Fernando Ceylão e Maria Luisa Mendonça compõe muito bem o cenário de reviravoltas que se forma em torno das alterações que as viagens temporais acabam criando. O epílogo pode soar piegas, mas aposto que deixou muita gente feliz.


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