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Classificado como o primeiro registro cinematográfico de Quentim Tarantino , esse curta My Best Friend´s Birthday na verdade seria um filme...

Classificado como o primeiro registro cinematográfico de Quentim Tarantino, esse curta My Best Friend´s Birthday na verdade seria um filme inacabado do diretor, fragmentos do que seria um longa. Assim não existe uma trama muito inteligível nos seus 36 minutos de exibição, mas também nem precisava, porque são um deleite as seqüências em que vemos o que parece ser a organização da festa de aniversario para um amigo, realizada por Clarence Pool (Quentim Tarantino), um DJ de uma radio, viciado em cocaína e rockabilly.

Fica-se evidente o nascimento de um tipo de cinema que marcaria a carreira desse magnífico realizador. Nesses curtos minutos, a câmera que rodeia as cenas esta lá, junto com todas as referências que permeiam os trabalhos de Tarantino, seja com a trilha sonora de ótimas canções, aqui de Johnny Cash, Elvis Presley e Chucky Berry ou as discussões repletas de evocações de cultura pop, como uma em que Clarence debate com um barman sobre quem seria melhor Elvis ou Beatles ou ainda uma divertidíssima seqüência em que dois personagens se enfrentam em uma luta de artes marciais. Alias, um desses personagens certamente foi à inspiração perfeita para o Jules Winnfield de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction. Perto do final, temos uma citação a Vestida para Matar de Brian de Palma, que o personagem de Tarantino exalta como um dos melhores filmes já feitos e o citado filme ainda é usado como uma incomum justificativa para uma das personagens se tornar prostituta, ela que ainda viria a ser o presente do tal amigo.

Após apreciar esses deliciosos minutos de um artista em formação, fica-se aquele gosto de quero mais, é inevitável imaginar como se formaria o que seria o primeiro longa de Tarantino a partir do que é mostrado, até porque ele consegue disseminar um bocado de apontamentos de estilos diferente em apenas pouco mais de meia hora. Claro que seria uma visão mais seminal do estilo atual do autor, talvez algo até mais intimista, mas de certa forma parece que a apreciação de My Best Friend´s Birthday serve para entender um pouco o que motiva esse genial cineasta.   


O mestre Quentim Tarantino nos brinda com mais essa obra - prima do cinema. Nesse, Kurt Russel é Dublê Mike, um psicopata que gosta de m...


O mestre Quentim Tarantino nos brinda com mais essa obra - prima do cinema. Nesse, Kurt Russel é Dublê Mike, um psicopata que gosta de matar garotas a bordo do seu possante a prova de morte. 
Puta que pariu! Foi a singela frase que soltei ao terminar de assistir Prova de Morte pela primeira vez, essa já é a quarta vez que assisto e o sentimento é o mesmo. Parece que a cada revisão o filme fica melhor ainda. Inicialmente lançado no projeto Grindhouse, em parceria com o amigo Robert Rodriguez, Prova de Morte ganha mais força visto de maneira independente, provando que é um legitimo Tarantino. Nem consigo enumerar as melhores cenas, acho que uma vai completando a outra e quando você percebe, infelizmente o filme acabou. Agora, uma atração a parte são as belezuras que enchem os olhos, como Sydney Tamiia Poitier, que mulher é essa! (uma conferida abaixo, para quem tiver dúvida) Por favor, dêem mais papéis para essa menina! 

                                        (Sydney é uma delícia ou não é?) - clique para ampliar

Outro destaque são os carros e a homenagem a Corrida contra o Destino, com o lendário Dodge Challenger branco. Como o próprio Tarantino diz no doc que vem no blu - ray, a intenção era emular aquelas cenas de perseguições famosas, misturando cenas de filmes como o já citado Corrida contra o Destino, Operação França, Bullit e outros americanos, que usavam  os cenários como personagens das corridas, com filmes australianos como Mad Max, que além das corridas envolviam outros elementos mais violentos.

            (a gracinha Mary Elizabeth Winstead fazendo pose ao lado do Mustang)

              (a dublê de verdade Zoe Bell fazendo o famoso mastro de navio)

Quentim acertou a mão ao pegar os filmes indies de perseguições dos anos 70, todas aquelas mulheres safadinhas, um psicopata sem noção, diálogos afiados, a sua já conhecida salada de referências e bater tudo no liquidificador e servir essa vitamina deliciosa. Nota 10.