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Anti-Heróis é um filme esquisito, isso é fato, não se define entre drama, ação ou policial, não que isso seja ruim, mas da maneira como ...


Anti-Heróis é um filme esquisito, isso é fato, não se define entre drama, ação ou policial, não que isso seja ruim, mas da maneira como é delineado isso pode acabar fazendo o expectador não se identificar com o filme. Seu protagonista Channing Tatum também não ajuda a fazer o filme engrenar, que até tem certo potencial (as seqüências iniciais são promissoras) e trás Katie Holmes como uma coadjuvante para lá de apagada, apesar de achar Holmes uma atriz de única expressão ela aparece aqui um tanto preguiçosa, assim como Tatum, Al Pacino e até mesmo Juliette Binoche.

Estranho que a obra do diretor Dito Montiel, que dirigiu e escreveu Santos e Demônios e Veia de Lutador, apresenta uma outra vertente muito boa, porque o filme é passado em duas épocas diferentes, uma na década de 80 e outra atual. A trama dos anos 80, que apresenta o personagem de Tatum ainda criança é muito bem desenvolvida, com emoção na medida e dotada de certa crueza que acaba realmente impressionando.  Pena que essa parte da historia não tem muitos minutos em cena e é até compreensível, porque o filme tem seus atores famosos para apresentar, mas que inevitavelmente acabam sendo amplamente apagados pelo elenco mirim que trás o pouco de alma que o filme se propõe a ter, diria que apenas Ray Liotta esta realmente bem como um chefe de policia de índole duvidosa.

Na trama, Milk (Channing Tatum) é um policial que vê seu passado obscuro vir assombrá-lo quando começa a receber cartas dizendo que vão revelar os culpados de um crime em que se envolveu ainda criança. No quesito visual, o diretor Dito Montiel concebe até uma atmosfera interessante, marginal e underground, com cenas passadas em guetos, remetendo a Dia de Treinamento e Atraídos pelo Crime. Anti-heróis têm seus atrativos, mas não chega a ser tão bom quanto os citados. Pena é ver um ator como Al Pacino sendo relegado a coadjuvantes em filmes em que deveria ser o astro, o ator já habitou melhor no imaginário cinéfilo.


F ico consideravelmente feliz quando me surpreendo com alguma obra em que não levava fé, principalmente quando é uma realização de terror, u...

Fico consideravelmente feliz quando me surpreendo com alguma obra em que não levava fé, principalmente quando é uma realização de terror, um gênero que me agrada muito e que infelizmente vem apresentando poucos exemplares bons nos últimos tempos. Não Tenha Medo do Escuro é um filme que vem sendo pouco repercutido, uma injustiça, mas uma rápida olhada na ficha técnica fica mais do que evidente o motivo de seu êxito entre quem assiste, tendo como o principal de seus roteiristas Guillermo del Toro, um dos papas em criar universos fantásticos e estranhos nos últimos anos, que aqui concebe uma historia que tem suas inovações, mas não deixa de ser delineada de maneira clássica, como um bom filme de terror deve ser.

Em Não Tenha Medo do Escuro temos uma mansão imponente e macabra que pertencia a um artista que sumiu junto com o filho inexplicavelmente no final do século 19. Fechada por quase um século, a propriedade é adquirida pelo casal formado por Guy Pearce e Katie Holmes que ainda levam a pequena filha (Bailee Madison) do homem com a ex-esposa para morarem com eles. A intenção deles era reformar o local, considerado um marco histórico por historiadores. Após descobrirem um porão escondido dentro da residência, coisas estranhas começam a acontecer.

O diretor estreante Troy Nixey se apropria bem do texto de Del Toro e comete uma obra que tem uma atmosfera bem parecida com realizações anteriores do cineasta mexicano, como os ótimos A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno. Usa de muitas cenas na penumbra, com uma trilha sonora característica que rendem bons sustos no expectador. Como não poderia ser diferente, apesar de todo o clima macabro criado, o filme tem um pé na fantasia, mas a trama não se abstém de suas maldades em detrimento a desfechos mais cordiais, digamos assim, o que também é recorrente em textos de Del Toro, trazendo até mais credibilidade a produção.

Com certeza, Não Tenha Medo do Escuro pode ser apresentado como uma das boas realizações do gênero nesse ano de 2011, nem mesmo Katie Holmes consegue estragar o filme com aqueles seus irritantes sorrisinhos laterais, apesar de ainda contar com um bom ator como Guy Pearce e da menina Bailee Madison que se sai muito bem, não é um filme de atuações mesmo, vale muito pelo clima criado e como a trama é conduzida, alem de apresentar uma visão bem singular do “mal” apresentado.



Grupo de amigos se reune em casa de praia para celebrar o casamento de Lila ( Anna Paquin ) e Tom ( Josh Duhamel ). Porém, Laura ( Katie Ho...


Grupo de amigos se reune em casa de praia para celebrar o casamento de Lila (Anna Paquin) e Tom (Josh Duhamel). Porém, Laura (Katie Holmes), uma das madrinhas e melhor amiga de Lila, é ex - namorada de longa data de Tom e por quem ainda nutre sentimentos e aparentemente Tom por ela também. Durante a noite antes da celebração, muitas situações vão acontecer, trazendo a tona antigos sentimentos e revelações para todos os amigos.
O Casamento do meu Ex (péssimo título nacional) poderia ter sido um grande filme romântico, se estivesse nas mãos de um diretor mais experiente e um elenco masculino mais talentoso. O protagonista Josh Duhamel é de uma apatia grande, de estranhar ter sido escalado para um filme desse. A trama também demora a engrenar e é pouco explorado o motivo pelo qual Tom e Laura se separaram ou porque não podem ficar juntos, já que se amam. No final, os motivos ficam parecendo meio bobos e sem sentido. Se fosse uma comédia romântica talvez se justificasse, mas o filme aposta em uma história mais séria, até certo ponto melancólica e o que ficou parecendo foi um episódio de Dawson´s Creek para adultos, até pela presença de Katie Holmes , revivendo seu papel de moçinha incompreendida.
As melhores cenas do filme são protagonizadas pelos coadjuvantes, que formam dois casais e em certo momento eles trocam de par, criando alguns bons momentos, com destaque para a cena entre Adam Brody e Malin Akerman, mostrando a intimidade entre ex - amantes, já que aparentemente todos do grupo de amigos já se relacionaram. Aliás, talvez o diretor tenha percebido que o melhor do filme eram essas sequências e acabou investindo nelas, o que tirou um pouco o foco do triângulo amoroso principal. Um filme que merecia melhor acabamento. Nota 05.