Em época de remakes, na suas maiorias ruins, eis que surge o totalmente despretensioso A Hora do Espanto, dirão que respeita bastante o original. Como sempre achei o de 1985 meio mais ou menos e não era um dos meus filmes queridos de infância, digo que essa versão assinada por Graig Gillespie, do ótimo Garota Ideal de 2007, consegue ser superior, mantendo a mesma pegada cômica com momentos de tensão que geram alguns sustos, mas com o diferencial de possuir bons atores como Anton Yelchin, Tony Collette e Collin Farrell, que dá um show como Jerry, o vizinho vampiro, além do sempre engraçado Christopher Mintz-Plasse.
A historia a maioria conhece e não muda quase nada, com poucas adaptações, narra as peripécias do mesmo Charley Brewster (Anton Yelchin), garotão que mora com a mãe (Toni Collette) e namora uma gatinha fogosa (Imogen Poots). Tenta perder a virgindade com a menina enquanto foge do ex-amigo mega nerd (Christopher Mintz-Plasse) que acredita que o vizinho de Charley é um vampiro sanguinário. O diretor não demora a armar o cenário para as investidas do vampiro Jerry contra a família e os amigos do rapaz. Tudo é bem acelerado, mas consegue manter a atenção do expectador, principalmente quando entra em cena o mágico popstar Peter Vincent (David Tennant), um sujeito picareta que se revela um profundo conhecedor da mitologia dos vampiros e que inevitavelmente vai ajudar Charley.
Hora do Espanto pode parecer tentar entrar na onda recente dos filmes de vampiro iniciado pela Saga Crepúsculo, mas pode funcionar também como um antídoto para a serie baseada nos livros de Stephenie Mayer, que em vários momentos é zombada durante o filme. O destaque principal sem duvida é o vampiro de Collin Farrell, que parece se divertir o tempo todo, criando uma áurea especial para o personagem. Claro que o filme pode ter um momento falho aqui e acolá, como a seqüência logo após o epílogo, totalmente desnecessária, o 3D se apresenta bem fajuto, como a maioria, mas no final o filme diverte bastante, que é ao que se propõe, alem de ser uma delicia ver vampiros sendo representados como merecem: verdadeiros monstros.


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