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Jack ( Robert Downey Jr. ) é um jovem professor que usa a lábia e o seu carisma para conquistar mulheres na rua. Tudo muda quando conhece e...


Jack (Robert Downey Jr.) é um jovem professor que usa a lábia e o seu carisma para conquistar mulheres na rua. Tudo muda quando conhece e se apaixona por Randy (Molly Ringwald), uma moça diferente dos padrões. Inicialmente eles tem um breve caso, mas depois Randy passa a tratá - lo de maneira indiferente. Randy cuida do pai (Dennis Hopper), um jogador compulsivo e beberrão, que ainda deve um grana para um agiota (Harvey Keitel). O tal agiota pressiona Randy para que passe a noite com um figurão amigo seu, quitando a dívida do pai. É quando Jack entra na jogada para tentar salvar a pele da moça e conquista - lá definitivamente.
O Rei da Paquera é mais um clássico oitentista protagonizado por Molly Ringwald, mas possui um diferencial. O filme tem uma abordagem mais adulta, fugindo das tramas estudantis. Até porque, como já estava perto do final da década de 80, Molly já não dava mais para disfarçar que era uma menininha. O filme tem seus bons momentos, quase todos protagonizados pela dupla principal. Um dos que mais gosto, é quando Jack canta a música blue suede shoes para um eminente assaltante. Aliás, boa parte do filme se segura na atuação de Robert Downey Jr., as cenas do começo, dele chegando nas mulheres com aquelas cantadas furadas são ótimas. Outro destaque é para a trilha sonora com alguns clássicos dos Beastie Boys.
Um ponto negativo dessa obra, é a atuação de Dennis Hopper, totalmente fora de sintonia, de dar pena. O cara que criou Easy Riders deveria estar duro na época, é a única desculpa plausível para a sua presença nesse tipo de filme. 
O Rei da Paquera, com certeza, não é o melhor dos anos 80, mas diverte. Nota 06.

Domingo chuvoso, você liga a TV, dá uma zapeada e o que acaba de começar? Clube dos Cinco , clássico da sessão da tarde e filme preferido na...

Domingo chuvoso, você liga a TV, dá uma zapeada e o que acaba de começar? Clube dos Cinco, clássico da sessão da tarde e filme preferido na lista de muitos adolescentes da década de 80. A história dos 5 alunos que ficam de castigo sábado na biblioteca, fazem várias loucuras (até fumar maconha) e acabam se descobrindo, tornou - se uma lenda e durante muito tempo uma referência para filmes sobre jovens que queriam ser levados a sério.

Na verdade, Clube dos Cinco é uma grande sacada do Diretor John Hughes que percebendo que a maioria dos filmes adolescentes feito na época eram comédias desmioladas, resolveu escrever um roteiro aonde pegava personagens esteriotipados (o atleta, a patricinha, a deslocada, o nerd, o marginal) e traçava os perfis deles além da mascára inicial. No final, o que surgiu foi uma inteligente crítica a como os jovens estavam sendo educados (o distanciamento dos Pais) e ao sistema educacional, que até hoje é um tanto defazado.

Como esquecer de John Bender? O personagem bad boy sem limite, que provoca todos, mas que na verdade é uma pessoa super sensível, grande atuação de Judd Nelson, que também repetiria outra boa atuação em O Último Ano do Resto de Nossas Vidas. Aliás, todos os atores dão show, o marcante supervisor Richard Vernom (Paul Gleason) e a queridinha dos anos 80, Molly Ringwald (do Garota de Rosa Shocking, Gatinhas e Gatões, O Rei da Paquera) que foram homenageados em Não é mais um Besteirol Americano, a cena das várias detenções é ótima. Outra cena ótima,  talvez a melhor, é a conversa deles, colocando seus problemas familiares e contando os motivos para estarem ali, com a câmera circulando eles e focalizando as expressões no seus rostos, realmente tocante, aposto que muitos viveram alguma daquelas situações. Engraçado, como algumas das melhores falas vem do personagem do Emilio Estevez, que na história seria o mais limitado e como ator também, talvez na intenção de provar que rótulos não querem dizer nada. 

Pena que a maioria deles não emplacou nas décadas seguintes. Acho que só Emilio Estevez teve algum destaque nos anos 90, mas fora isso, nunca mais ouvi falar em Anthony Michael Hall, que era considerado um promissor ator e trabalhou em Gatinhas e Gatões com Molly, e nem Ally Sheedy, que atua na maioria do filme apenas com trejeitos dignos da turminha de muita gente. Clube dos Cinco além de tudo isso citado, tem a excelente e inesquecível canção do Simple Minds: Don´t You Forget About Me. Um filme aonde tudo se completa e que fazem brotar lágrimas em muitos marmanjos ao lembrar da velha infância. Essa nota é meio suspeita, pois vai carregada  de emoção e nostalgia. Nota 10.