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  John Skillpa ( Cillian Murphy ) é um sujeito com sérios problemas psicológicos, mas tido pelos vizinhos como um bom homem, apesar de mora...


John Skillpa (Cillian Murphy) é um sujeito com sérios problemas psicológicos, mas tido pelos vizinhos como um bom homem, apesar de morar sozinho e ser um tanto misterioso. Na verdade, ele sofre de uma aparente dupla personalidade, da onde faz surgir Emma (o mesmo Cillian Murphy), que inicialmente funciona como uma suposta mãe para o rapaz, que perdeu a verdadeira recentemente.

Um dia, como Emma, esta estendendo as roupas no varal e um vagão de trem desgovernado invade seu quintal e com o impacto em uma arvore ela acaba desmaiando. Então é socorrida pelos vizinhos que estranham a presença de uma mulher na casa de John, logo, todos acham que Emma é a esposa dele.

O acontecimento faz surgir uma nova Emma, que deseja ser independente e não se submeter mais a John e a iniciativa da mulher (Susan Saradon) do prefeito de realizar um comício no quintal do acidente parece ser a chance perfeita para a Emma assumir de vez o corpo de John. As investidas de Emma para se tornar uma pessoa bem vista pela sociedade local, vão passar por Maggie (Ellen Page), uma prostituta que aparentemente teve um filho com John e pelo xerife (Josh Lucas) que começa a desconfiar da moça. Enquanto isso, John, no seu calmo descontrole, vai revivendo fantasmas do passado, que possivelmente criaram o seu trauma, além de não saber o que fazer para domar essa iminente personalidade, o que acaba levantando suspeitas sobre como o rapaz trata a suposta esposa.

A Face Oculta é um filme diferenciado que consegue mesclar bem o drama e o suspense, apoiado em uma excelente atuação de Cillian Murphy, que cria dois personagens totalmente distintos, fazendo o expectador achar em certos momentos que Emma é realmente uma mulher.

O diretor e roteirista estreante Michael Lander cria uma obra em que vai traçando o perfil do protagonista de maneira bem lenta, como se fosse um drama tradicional, segurando bem até o momento em que os personagens de Susan Sarandon e Ellen Page entram na trama, a partir daí a tensão vai crescendo, criando boas cenas de suspense, com destaque para as seqüências em que John tenta encobrir os passos de Emma.

O filme tem alguns furos quase imperceptíveis no inicio, principalmente na cena em que o xerife interroga Emma, com uma estranha surpresa, criando um dialogo meio insignificante, um tanto redundante, já que praticamente toda a cidade sabia da presença da moça na casa de John, mas a boa fluência da trama acaba mascarando esse pequeno erro. Nota 7,5.

Terry ( Josh Lucas ) é um pai solteiro, que tem uma filha ( Beatrice Miller ) com uma deficiência rara e ainda passou por um transplante ...


Terry (Josh Lucas) é um pai solteiro, que tem uma filha (Beatrice Miller) com uma deficiência rara e ainda passou por um transplante de coração recentemente. Ele recebe a constante ajuda de Elizabeth (Lena Headey), a medica de sua filha e com quem acaba se envolvendo.
As coisas vão indo bem para Terry, depois do turbilhão de coisas que se sucedeu, a filha amostra melhora significativa da sua doença, o coração novo parece não ter sido rejeitado por seu organismo e ainda engata um romance com Elizabeth, mas o tempo de bonança passa, quando ao visitar o hospital e passar por um medico de emergência, Terry sente seu coração disparar e instintivamente procura o rapaz, ataca – o e acaba o matando.
Sem saber o que fazer, Terry começa a investigar o passado do seu doador e se depara com uma investigação policial inacabada que sugere um assassinato e a sensação de insanidade volta a acontecer quando se encontra com outros possíveis suspeitos, que em certo momento, ele começa a procura – los, para realizar uma estranha vendeta, em nome do doador.
Instinto de Vingança é um filme caprichado na tensão e violência, mostrada de uma maneira bem realística e crua, até por em muitos momentos serem praticadas por profissionais da saúde. A obra também flerta com o tema de trafico de órgãos, mas o enfoque principal mesmo é na vingança, iniciada e motivada pelo órgão transplantado, acho que não lembro de um filme que use um órgão vital como o assassino principal e nesse ponto a realização do diretor Michael Cuesta, do interessante 12 and Holding de 2005 que enfoca a violência praticada por crianças, ganha em originalidade e curiosidade.
As cenas em que o coração começa a ganhar vida própria dentro do peito do protagonista são angustiantes, daquelas de apertar o olho e a atuação de Josh Lucas é bem convincente, o filme só peca um pouco nas soluções finais, que acabam sendo bem previsíveis, mas a cena final, passada dentro do banheiro é bem enérgica e instigante, finalizando a obra de maneira catártica. Nota 08.

Mick Haller ( Matthew McConaughey ) é um advogado de porta de cadeia, com um certo talento e que usa um carro Lincoln como escritório. Mick...


Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado de porta de cadeia, com um certo talento e que usa um carro Lincoln como escritório. Mick na maioria das vezes defende pessoas com um pé na criminalidade, como motoqueiros traficantes ou viciados. 
Um dia, Mick é chamado em uma delegacia por Louis Rollet (Ryan Phillippe), um riquinho de Beverly Hills que está sendo acusado de agressão por uma prostituta. Mick vê em Louis a oportunidade de ganhar muito dinheiro, mas no decorrer das investigações, percebe que Louis não é tão inocente como diz.
Não vou me aprofundar mais na sinopse inicial para não estragar as surpresas que O Poder e a Lei pode proporcionar. Um filme bem desenhado, que explora os clichês dos filmes de tribunais de maneira correta , além de ter Matthew McConaughey entregando a sua melhor atuação desde Tempo de Matar de 1996. O elenco coadjuvante também ajuda bastante, com destaque para William H. Macy como o investigador de Mick Haller. Quem mais destoa é Ryan Phillipe, que nas primeiras cenas já entrega as verdadeiras intenções do seu personagem. As cenas do julgamento são cheias de tensão, com bons duelos entre Mick e o promotor (Josh Lucas).
O Poder e a Lei é um filme que provavelmente alguns vão dizer que é repetitivo e previsível, mas na minha opinião segura bem o suspense, tem suas reviravoltas e apresenta subtramas que o diferencia de outros filmes do tipo; além de mostrar que McConaughey é um ator que pode ser aproveitado em obras mais sérias do que as costumeiras comédias que anda fazendo. Nota 07.