Totalmente desnecessária mais uma seqüência/remake para a franquia Pânico criada em 1996 pelo diretor Wes Craven, mas quantas continuações/refilmagens dispensáveis não vêm sido lançadas ultimamente? E até que Pânico 4 diverte, mesmo sem causar medo em ninguém.
A trama de Pânico 4 não é das mais misteriosas, Sidney Prescott (Neve Campbell), depois de dez anos ausente da cidade de Woodsboro, retorna para divulgar o livro que escreveu, dando seu ponto de vista dos assassinatos que presenciou. A sua visita a cidade faz desencadear uma nova onda de crimes protagonizados pelo serial killer Ghostface e claro que as desconfianças caem em cima de todos.
Personagens clássicos da franquia, como o policial Dewey Riley (David Arquette) e Gale Weathers (Courteney Cox) estão lá, com a adição de Jill Roberts (Emma Roberts), sobrinha de Sidney e que representa o mesmo papel que consagrou Neve Campbell. As tradicionais referencias a filmes de terror também não poderiam ficar de fora, mas desta vez satirizando os remakes e os filmes porn – tortures, como Jogos Mortais, tão comuns nesse inicio de século 21. O filme ainda tem um monte de participações e coadjuvantes famosos, como Anna Paquin, Hayden Panetiere, Kristen Bell, Rory Culkin, Adam Brody e Anthony Anderson, o que acaba sendo uma atração à parte assistir a morte de todos eles.
Pânico 4 é um filme totalmente previsível, do inicio ao fim, mas consegue ser cool e ter um bom ritmo, dando – se ao luxo de homenagear Giallos, Slashers e uma cena de veneração explicita ao Iluminado de Stanley Kubrick. Em certo momento um dos personagens cita uma das novas regras dos filmes de terror: o remake deve ser superior ao original, talvez Wes Craven não tenha conseguido, mas atinge uma outra nova regra: não ofender o original.


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