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Comédia que provavelmente vai ganhar o prêmio de chatice do ano de 2011, Eu Queria Ter a Sua Vida é uma bobagem só. Explorando um tema r...


Comédia que provavelmente vai ganhar o prêmio de chatice do ano de 2011, Eu Queria Ter a Sua Vida é uma bobagem só. Explorando um tema recorrente no cinema: a troca de corpos, que na verdade parece estabelecida como um gênero. Totalmente previsível e apoiada em clichês exagerados e que pouco funcionam, é daqueles filmes que com meia hora de exibição se torna enfadonho, nem a presença carismática de Ryan Reynolds e o talento para comédia de Jason Bateman salvam o filme de uma seqüência de bocejos.

Na historia, Dave (Jason Bateman), um pai de família bem sucedido na vida profissional troca de corpo com Mitch (Ryan Reynolds), seu melhor amigo de infância, um ator de filmes pornôs softcores que passa boa parte do tempo sem fazer nada. Com uma premissa tão fraca como essa também não se pode esperar grandes coisas, mas algumas realizações com idéias fracas ou requentadas têm  conseguido se sair bem nos últimos tempos, como Se Beber, Não Case ou Missão Madrinhas de Casamento, mas definitivamente não é o caso de Eu Queria Ter a Sua Vida, que se não é o pior do ano, chega bem perto disso.


Quero Matar meu Chefe pode não ser a melhor comédia do cinema em 2011, mas se apresenta como um delicioso exercício de humor negro e vou al...

Quero Matar meu Chefe pode não ser a melhor comédia do cinema em 2011, mas se apresenta como um delicioso exercício de humor negro e vou além, se fosse concebido pelos talentosos Irmãos Cohen talvez viesse a ser uma pequena jóia, dado a habilidade da dupla em conduzir historias com temática cruel e mesmo assim dar uma comicidade toda especial a elas, mas o novato Seth Gordon não é nenhum dos dois e acaba derrapando em alguns momentos.

Talvez o maior problema de Quero Matar meu Chefe seja o personagem da dentista ninfomaníaca representada por uma morena Jennifer Aniston, ela esta mais sensual do que nunca, mas a vertente relacionada ao funcionário que ela assedia não parece tão importante, fazendo a moça ficar em segundo plano e acaba descreditando um pouco o intento da trinca de amigos que deseja matar os próprios chefes. Até porque Jennifer Aniston não é tão “assassinavel” assim.

Por um outro lado a trinca protagonista (Jason Bateman, Jason Sudeikis e Dale Arbus) apresenta excelente timing cômico e química em cena, principalmente Dale Arbus que se destaca em quase todas as seqüências, principalmente uma em que aparece doidão de cocaína depois de espalhar um bocado da droga na casa de um dos chefes. O filme tem algumas referências interessantes como a Pacto Sinistro de Hithcock, quando os amigos decidem um matar o chefe do outro, mas fica tudo um pouco na superficialidade, até porque do meio para o final o filme perde um pouco da pegada de suspense para apostar mais em uma comédia de erros.

O filme ainda é repleto de atores conhecidos e consagrados como os chefes a serem assassinados (Jennifer Aniston, Kevin Spacey e Collin Farrell irreconhecível), Donald Sutherland que faz uma pequena ponta, Ioan Gruduff como um michê de trabalhos repugnantes, mas de todos quem realmente acaba roubando a cena do filme é Jamie Foxx com o seu Filha da Puta Jones, um personagem picareta que é o guru da trupe na questão dos assassinatos. Com um espírito politicamente incorreto até o talo, Quero Matar meu Chefe não é notável, mas rende boas risadas.


  Graeme ( Simon Pegg ) e Clive ( Nick Frost ) são dois nerds britânicos que estão de ferias nos EUA. A primeira parada dos dois é na Comic...


Graeme (Simon Pegg) e Clive (Nick Frost) são dois nerds britânicos que estão de ferias nos EUA. A primeira parada dos dois é na Comic – Con (aonde mais poderiam querer ir?), aonde reverenciam toda a cultura nerd, mas Graeme e Clive são fanáticos por historias sobre aliens e após alugarem um moto home, resolvem sair por ai visitando lugares de possíveis visitas aliens, como a Área 51.
No caminho, acabam topando meio que acidentalmente com Paul (voz de Seth Rogen), um alienígena que vivia na Área 51 e durante muitos anos muniu o governo americano de informações, desde a criação de equipamentos a consultoria de cinema a ninguém menos que Steven Spielberg. Depois de 60 anos nas mãos das autoridades, Paul não tem mais o que oferecer, a não ser seu cérebro, que os cientistas querem dissecar de qualquer jeito. Então com a ajuda da dupla de nerds e de Ruth (Kristen Wiig), uma ultra cristã que muda de opinião depois de receber o toque revelador do alien, Paul  precisa fugir dos agentes que o perseguem  e assim poder executar o plano que bolou para ser resgatado pelo seu povo.
Paul é a mais recente realização do diretor Greg Mottola, do ótimo Férias Frustradas de Verão, uma comédia que satiriza e reverencia diversos filmes e series de fantasia e ficção, principalmente E.T, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Arquivo X. O filme também conta com o retorno da dupla de atores Simon Pegg e Nick Frost, de Hot Fuzz e Todo Mundo Quase Morto, trabalhando juntos.
Apesar da dupla de atores demonstrarem um bom timing cômico, somado a irreverência da comediante Kristen Wiig, do programa Saturday Night Live, quem realmente rouba a cena é o boneco digital Paul, um alien super simpático, que devido aos anos vivendo na Terra, adquiriu diversos hábitos terrestres, como fumar cigarro e maconha, beber umas cervas, comer chocolates e ler gibis. A voz de Seth Rogen ajuda bastante a dar o tom descontraído do personagem.
Paul é uma obra que também remete ou homenageia filmes road – movies, já que boa parte da ação se passa no moto – home ou em algum lugar de estrada. Uma das claras referencias é a Easy Riders de Dennis Hopper, principalmente na cena em que estão fumando maconha e conversando besteiras em volta de uma fogueira, e a figura do alien bem que dá uns traços com um Jack Nickolson mais novo.
O filme não chega a ser super engraçado, mas tem seus momentos, principalmente nas cenas passadas durante a Comic – Com ou nas seqüências protagonizadas pela dupla de agentes atrapalhados formada por Bill Hader e Joe Lo Truglio, que são nerds de carteirinhas também, mas tentam bancar os durões, com direito a uma citação a Dirty Harry. Jason Bateman faz um outro agente mais misterioso e Sigourney Weaver faz uma ótima participação especial como a chefona dos agentes, quem melhor do que ela para caçar aliens, hein?
Em um dos momentos Paul cita: “O futuro da Terra pertence aos nerds”, dado a quantidade de obras, em qualquer mídia, que são lançadas voltadas para esse publico e acabam atingindo uma gama muito maior, será que alguém duvida? Eu não. Nota 7,5.