O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos de Gattaca, Senhor das Armas e O Show de Trumam, mas nesse O Preço do Amanhã ele parece derrapar em suas propostas. Não que o filme seja totalmente ruim, que até pode ser visto por óticas diferentes, como ficção é bem parco, mas como ação consegue até sustentar a atenção do expectador, apresentando algumas boas seqüências. Na verdade, acho que o filme esta mais para ação mesmo, apesar de ter a premissa do tempo como moeda corrente ser bem interessante.
Acho que uma das grandes falhas da proposta de ficção cientifica é ficar martelando na historia do tempo, não há subtramas bem desenvolvidas, falta emoção naquela correria toda. Com muitas cenas em que vemos os personagens tendo que se virar para conseguir o tempo necessário para não morrer e deixando de lado as nuances que poderiam ser exploradas. Em certo momento, a realização se torna repetitiva e parece que o próprio diretor percebendo que seu trabalho não estava saindo como queria imbui na trama um ar mais descontraído do meio para o final, com aquela historinha de Robin Hood, roubando tempo dos ricos para dar aos pobres.
A historia envolve um futuro aonde o dinheiro é o tempo, as pessoas envelhecem até 25 anos e depois um relógio interno, colocado nos humanos ainda bebês começa a funcionar e assim tem que se virar para conseguir tempo para viver, seja trabalhando ou roubando. Os ricos têm muito tempo, o que os torna praticamente imortais e os pobres? Bom, são pobres, nê? E pobre sempre se dá mal. O Preço do Amanhã é um filme que passa sem muitos problemas, os protagonistas formados por Justin Timberlake e Amanda Seyfried são carismáticos e demonstram boa química em cena, mas como ficou, vale apenas como uma diversão despretensiosa, com pouca profundidade.



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