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O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos...


O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos de Gattaca, Senhor das Armas e O Show de Trumam, mas nesse O Preço do Amanhã ele parece derrapar em suas propostas. Não que o filme seja totalmente ruim, que até pode ser visto por óticas diferentes, como ficção é bem parco, mas como ação consegue até sustentar a atenção do expectador, apresentando algumas boas seqüências. Na verdade, acho que o filme esta mais para ação mesmo, apesar de ter a premissa do tempo como moeda corrente ser bem interessante.

Acho que uma das grandes falhas da proposta de ficção cientifica é ficar martelando na historia do tempo, não há subtramas bem desenvolvidas, falta emoção naquela correria toda. Com muitas cenas em que vemos os personagens tendo que se virar para conseguir o tempo necessário para não morrer e deixando de lado as nuances que poderiam ser exploradas. Em certo momento, a realização se torna repetitiva e parece que o próprio diretor percebendo que seu trabalho não estava saindo como queria imbui na trama um ar mais descontraído do meio para o final, com aquela historinha de Robin Hood, roubando tempo dos ricos para dar aos pobres.

A historia envolve um futuro aonde o dinheiro é o tempo, as pessoas envelhecem até 25 anos e depois um relógio interno, colocado nos humanos ainda bebês começa a funcionar e assim tem que se virar para conseguir tempo para viver, seja trabalhando ou roubando. Os ricos têm muito tempo, o que os torna praticamente imortais e os pobres? Bom, são pobres, nê? E pobre sempre se dá mal. O Preço do Amanhã é um filme que passa sem muitos problemas, os protagonistas formados por Justin Timberlake e Amanda Seyfried são carismáticos e demonstram boa química em cena, mas como ficou, vale apenas como uma diversão despretensiosa, com pouca profundidade. 
 
 

Não é que o crossover de western e ficção, Cowboys & Aliens é um filme divertido. A obra dirigida por Jon Favreau , um dos diretores c...

Não é que o crossover de western e ficção, Cowboys & Aliens é um filme divertido. A obra dirigida por Jon Favreau, um dos diretores com mais moral hoje em dia em Hollywood, se mostra um blockbuster realizado com esmero pelo estúdio. O roteiro escrito por um verdadeiro time se preocupa em criar nuances aos personagens envolvidos, desde o protagonista Jake Lonergan (Daniel Craig), sujeito que aparece desmemoriado em uma cena inicial digna dos grandes faroestes, ao capanga índio Nat (Adam Beach), um personagem secundário que soaria descartável. De um jeito ou de outro, todos tem algum envolvimento emocional na trama.

A historia dos alienígenas que invadem a terra na época dos cowboys, ainda se importa em criar um clima de velho oeste, com longas caminhadas de cavalo, imagens lindas de desfiladeiros e montanhas. Em minha opinião, o western é um gênero que nasceu para o cinema e Favreau capta bem isso com suas câmeras, deve ser uma maravilha poder conferir em IMAX essas belas imagens. Os alienígenas não chegam a ser novidades e nem metem medo em ninguém, mas funcionam bem nas batalhas e ainda temos uma cena bem especial em que um dos cowboys laça um dos aliens, ao melhor estilo vaqueiro.

Daniel Craig se afirma cada vez mais como um ator interessante para interpretar heróis sérios, mas ver Harrison Ford como um coronel durão, dá um charme todo especial a produção, uma delicia assistir Ford, no seu melhor jeito canastra de ser, chegando no momento exato para salvar tudo no melhor estilo Indiana Jones e ainda tem a belíssima Olívia Wilde, interpretando uma misteriosa andarilha. Claro que Cowboys & Aliens tem um furo aqui e acolá, alguns clichês, normal, mas tem o mérito de fazer as cenas para criar clima funcionarem e acreditem, na sala em que estava, alguns empolgados bateram palmas ao final da sessão.