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Primeira incursão do ator Marcos Paulo na direção, Assalto ao Banco Central é um filme curioso, até por retratar um fato recente da histo...

Primeira incursão do ator Marcos Paulo na direção, Assalto ao Banco Central é um filme curioso, até por retratar um fato recente da historia criminal brasileira. Porem, a obra carece de linguagem cinematográfica e melhor desenvolvimento dos personagens, que se apóiam em frases de efeito, criadas na medida para empolgar o expectador, mas que em certo momento passam a se tornarem enfadonhas.

A obra apresenta linhas temporais diferentes, uma que retrata a organização e execução do maior assalto em terras tupiniquins, outra do ponto de vista dos investigadores, extremamente mal caracterizados por Lima Duarte e Giulia Gam, os dois parecem saídos de um episodio mal acabado da serie CSI. Outro ponto que poderia ser positivo, mas que acaba funcionando de forma negativa são as constantes piadas inseridas, que tiram totalmente a chance de se criar uma atmosfera de tensão e suspense, trazendo o filme para muito perto de mini – series policiais produzidas pela Rede Globo, que também produz esse.

O lado positivo de Assalto ao Banco Central vem dos criminosos, encabeçados por Milhem Cortaz, denominado Barão na trama, que agrega ao personagem líder do bando uma  caracterização de mafioso mexicano. Outros criminosos de destaque na obra são Carla (Hermila Guedes) e Mineiro (Eriberto Leão), que junto com o Barão formam um triangulo amoroso. A trupe de coadjuvantes é que acaba atestando ao filme o explicito tom cômico, destacando Tatu (Gero Camilo), o Doutor (Tonico Pereira) e o impagável evangélico Devanildo (Vinicius de Oliveira, o garoto de Central do Brasil).

Assalto ao Banco Central é um filme baseado em fatos reais, mas que inegavelmente carrega um tom ficcional, dos mais adaptados para tentar fazer funcionar. Difícil acreditar que certas situações aconteceram como citado na obra. Uma produção que tinha tudo para ser marcante, mas que se perde em formulas, provavelmente impostas por seus produtores, que no final faz o filme valer apenas como uma produção B de ação.