Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson) são irmãos e filhos concebidos por inseminação artificial, de Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening), um casal homosexual. Quando resolvem conhecer Paul (Mark Ruffalo) o doador de esperma e Pai biológico, a vida deles muda radicalmente, já que Paul resolve fazer parte do cotidiano da família. Minhas Mães e Meu Pai, definitivamente, é um filme de grandes atuações, principalmente da trinca principal: Julianne Moore, Annette Bening e Mark Ruffalo. Todos estão muito a vontade nos seus personagens, destacando Annette, que para algum espectador desavisado, pode achar que a senhora Warren Beatty é realmente homosexual, dada a sua entrega. Julianne, no papel de lésbica riponga, confirmando como uma das atrizes mais versáteis da atualidade, sem preocupação nenhuma em fazer cenas ousadas e mostrando sua exótica sensualidade e Mark Ruffalo, compondo com qualidade e veracidade, seu personagem meio boa - praça e mulherengo, sem muitas preocupações com a vida. Do casal de filhos, a que mais se destaca e Mia Wasikowska, como uma jovem meio ingênua, Josh Hutcherson tá meio apagadão, não sei porque, já que na sua infância, ele prometia como grande talento para atuação. A Diretora Lisa Cholodenko, do bom Laurel Canyon - Ruas das Tentações, compõe uma obra em que consegue balancear bem a comédia e o drama, traçando bem o perfil dos personagens e evitando o piegas em muitas cenas, o que achei louvável, já que seria uma solução tradicional para muitas situações; e em outros momentos, ela consegue ser engraçada sem esteriotipar os personagens, outro ponto positivo também. O ritmo do filme chega a ser um pouco lento, mas sem ser um problema, já que assisti sem olhar para o relógio uma vez, ele vai passando e não se vai nem sentindo. Adorei as sequências deles sentados a mesa, comendo, bebendo e discutindo diversos assuntos, são pelo menos três se não me engano. A cena em que Jules vê o pênis de Paul, também é muito engraçada, sem ser apelativa e o discurso final de Jules para a família, falando sobre as dificuldades do casamento e do relacionamento a dois, é bem emocionante. O epílogo, fugindo de convenções e fórmulas de gênero, foi muito interessante; provando que pode ser feito grandes filmes com pouco dinheiro, comprometimento do elenco e roteiro bem desenvolvido. Nota 09.

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