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Difícil escrever um texto sobre Super 8 que não libere spoilers, até porque a proposta da obra escrita e dirigida por J.J. Abrams , de Clo...

Difícil escrever um texto sobre Super 8 que não libere spoilers, até porque a proposta da obra escrita e dirigida por J.J. Abrams, de Cloverfield e da cultuada serie Lost, e produzida por Steven Spielberg é de segurar o suspense enquanto pode. Como é um filme recém lançado tentarei que saia um texto com o mínimo de revelações que possam estragar o prazer de quem se propuser a uma valida ida ao cinema.

Super 8 é uma deliciosa e despretensiosa aventura juvenil que homenageia um bocado de filmes da década 80, uns dirigidos por Spielberg, outros não, tanto que a trama é ambientada no inicio dos anos 80, mas também não deixa de fazer referencia aos filmes de zumbi criados por George Romero, tanto que o grupo de amigos protagonista da obra prepara um filme amador, filmado em câmera Super 8 para um festival. A trupe parece saída de filmes como Os Goonies ou Conta Comigo, liderados pelo aspirante a diretor, o gordinho Charles (Riley Griffiths), que tem uma família desgovernada digna de River Phoenix em  Viagem ao Mundo dos Sonhos e seu assistente de produção Joe (Joel Courtney), um sensível garoto que perdeu a mãe recentemente e que não faria feio como o personagem de E.T, ainda temos Cary (Ryan Lee), um personagem com o mesmo carisma dos criados por Corey Feldman e com fixação por explosivos e a menina da turma, Alice (a bela e talentosa Elle Fanning).

O diretor J.J. Abrams segura o suspense e o segredo da historia ao maximo, que tem inevitável tom fantástico, é claro, e como se era feito em muitas produções oitentista, as vezes por falta de recursos, mas que costumava funcionar. Em paralelo ao fio principal da trama, temos um drama familiar, tão comum aos filmes dirigidos por Spielberg, protagonizado por Joe e o seu pai (Kyle Chandler, da serie de TV Friday Night Lights) que é o exemplo de retidão moral, mas que não consegue entender o filho, sendo assim mais uma referencia ao cinema de Spielberg. Temos também a experiência do primeiro amor e a reconciliação de pessoas que se separaram após uma tragédia. A inserção da subtrama da realização do filme em Super 8, acaba criando outras referencias ao cinema de terror, como maquiagem, maquetes cenográficas e aproveitamento de cenas reais para engrandecer a obra.

Super 8 não chega a ser um primor de narrativa, nem emocionar como deveria, algumas cenas produzidas sob medida para o intento, não funcionam e quando parte  do mistério se revela, o filme perde um pouco da força, tendo até algumas soluções mal engendradas. Por outro lado, tem uma deliciosa áurea saudosista, com momentos divertidos, atores mirins carismáticos e boas seqüências de ação, como a do descarrilamento de um trem aonde se da inicio a trama. Vale uma ida ao cinema, mesmo que para lembrar como eram feitos os filmes nos cada vez mais distantes anos 80.

Sabe esses filmes que você assisti sem expectativa nenhuma e eles acabam te surpreendendo. Pois é, "Número 9" é um exemplar desse....

Sabe esses filmes que você assisti sem expectativa nenhuma e eles acabam te surpreendendo. Pois é, "Número 9" é um exemplar desse. O filme com o galã Ryan Reynolds tem muitas qualidades, além dele estar muito bem representando 3 papéis. A trama começa meio confusa, mas logo as pontas vão se juntando e o que vemos é um filme de dar gosto. A história é dividida em 3 atos. No primeiro, o personagem de Reynolds , um famoso ator da TV, coloca fogo na casa e parti para uma jornada de auto - destruição indo parar em  um motel com uma prostituta de quinta regado a drogas e bebidas, culminando com sua prisão. Por ser famoso e primário, é colocado em prisão domiciliar. Logo ele se envolve com a vizinha e com uma RP irritante. Os episódios 2 e 3 são meio que variações do primeiro, com os personagens principais  fazendo  papeis diferentes; e no decorrer nada parece o que é. O número 9 aparece várias vezes e acaba se tornando um enigma para o personagem, que a partir daí vai se redescobrindo. Em algumas mitologias, o número 9 tem diversos significados. Como: o Poder Supremo, o Nome misterioso, Energia, Inspiração...e a trama vai desenvolvendo essa ideia até culminar em um final surpreendente. Acredito eu, que a partir desse filme Ryan Reynolds começou a ser visto com outros olhos por hollywood, e não é para menos. Nota 08.

Dizem que Sofia Coppola se assustou com o trabalho de filmar uma super - produção como "Maria Antonieta" e resolveu se voltar para...

Dizem que Sofia Coppola se assustou com o trabalho de filmar uma super - produção como "Maria Antonieta" e resolveu se voltar para o que ela faz melhor:  filmes menores e intimistas. "Um Lugar Qualquer" nos remete a "Encontros e Desencontros", sua obra mais apreciada, mas as comparações ficam somente pelo filme ser passado em Hotéis. "Um Lugar Qualquer" é um filme mais minimalista que "Encontros e Desencontros", as melhores cenas tem poucos diálogos ou quase nenhum, os sentimentos são representados através de gestos ,olhares ou pela letargia dos personagens; sempre parecendo com medo de externarem o que sentem. Stephen Dorff vive um ator de filmes de ação famoso que mora em um hotel e tem uma vida pessoal  desregrada e soberba. Um dia, sua filha pré - adolescente aparece para ficar com ele, já que a mãe pertubada acaba meio que a abandonando. Através do convívio forçado, eles acabam se conhecendo melhor e percebendo como perderam momentos únicos da vida ficando afastados; uma das melhores cenas do filme é quando o personagem de Dorff fala de maneira quase inaudível para a filha o quanto lamenta não estar mais presente. Desde "O Poder de um Jovem" havia desistido de Stephen Dorff, sempre fazendo papéis de vilão ou filmes de ação de segunda, mas nesse ele está bem e parecendo representar a si; porém quando a bela Elle Faning entra em cena parece roubar o filme, a menina brilha como um Sol. "Um Lugar Qualquer" é um filme obrigatório para quem é cinéfilo ou para quem precisa de um afago no coração. Nota 10.