Sinceramente, não me sentia nem um pouco motivado para assistir esse Atividade Paranormal 3, gostei do primeiro pela inovação no estilo “falso documentário”, mas é o tipo de produção que se desgasta em apenas uma incursão. Lendo alguns textos de pessoas confiáveis que elogiaram o filme fiquei tentado a assistir, pois alguns exaltaram como realmente assustador e definitivamente o filme supera o precursor e faz desse o melhor registro da franquia, sendo ainda baseado em uma historia real da década de 80.
O estilo mockumentary é muito bem empregado aqui, não se restringindo apenas a filmar o quarto do casal, até porque um dos protagonistas é um sujeito que trabalha filmando casamentos e logo que percebe algo estranho, enche a casa de câmeras. A tensão vem em uma crescente e a dupla de diretores cria um ambiente de terror bem real, se apossando de escuridões e fazendo o expectador se assustar muitas vezes, mesmo nas cenas em que não acontecem nada, até porque pode acontecer algo a qualquer momento. Atividade Paranormal 3 não se refuta em amostrar o que deve ser visto e consegue transmitir essa sensação aterradora muito bem.
Em uma das seqüências mais assustadoras, quando uma das filhas do casal e um amigo fazem à brincadeira do “Bloody Mary” dentro de um banheiro, percebi muita gente no cinema olhando para trás e acho que esse é o maior intento do filme: fazer sentir medo. De forma louvável, Atividade Paranormal 3 deixa uma pulga atrás da orelha, será que muitas vezes não somos observados e nem percebemos? Um amigo imaginário de uma criança nunca será apenas uma brincadeira para quem assistir a esse filme.


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