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Ethan Hunt ( Tom Cruise ) é convocado dessa vez para confrontar um terrorista ( Michael Nyqvist ) que tem a intenção de começar uma guerr...


Ethan Hunt (Tom Cruise) é convocado dessa vez para confrontar um terrorista (Michael Nyqvist) que tem a intenção de começar uma guerra nuclear global e com o protocolo fantasma instaurado, que extingue a IMF, somente Hunt e um pequeno grupo de agentes (Simon Pegg, Jeremy Renner e Paula Patton) podem salvar o mundo. Bom, nem é preciso uma historia muito plausível para que Hollywood realize mais uma filme dessa franquia de sucesso, até porque sabemos que veremos pela frente uma obra repleta de ação, com momentos vertiginosos de tirar o fôlego e muita, mas muita correria. Um prato cheio para uma sessão despretensiosa regada a pipoca e refrigerante, e nesse intento dá para dizer que o diretor estreante em live-action Brad Bird se sai bem.

Tudo bem que a ação desenfreada mascara um bocado de um roteiro frouxo, que mostra um vilão pouco convincente e confuso em seus próprios propósitos, mas que por outro lado ora trás uma comicidade que cai bem na proposta de filme-pipoca dessa continuação ora mostra uma equipe que talvez seja a que tenha mais química entre os 4 filmes da cine - serie. Bird que até então somente tinha dirigido animações, comete cenas impressionantes, que figuram fácil entre as mais nervosas da serie, como uma em que Ethan escala um arranha-céu em Dubai ou na seqüência em que o personagem de Jeremy Renner fica hasteado por uma roupa imantada sobre uma hélice enorme quando o grupo invade um hotel na Índia para roubar uma seqüência de números de um magnata das informações.

Não dá para dizer que Missão Impossível: Protocolo Fantasma seja o melhor filme da franquia e ainda tenho que lamentar que o tom mais serio, que achei muito bem-vindo, do terceiro episodio tenha saído em detrimento a concepção de um filme mais “aventurão”, voltado para um público mais abrangente, o que também não é nenhum pecado, mas ao final da sessão, mesmo gostando e se preocupando pouco com as suas imperfeições, percebe-se que o longa não empolga como deveria.


Um filme em que um dos plots principais é um campeonato de lutas MMA que envolve a rivalidade entre dois irmãos normalmente não deve ser l...


Um filme em que um dos plots principais é um campeonato de lutas MMA que envolve a rivalidade entre dois irmãos normalmente não deve ser levado muito a serio, até porque essa não é a primeira obra e nem vai ser a última a visitar essa temática. Porém, Guerreiro passa longe de ser um filme apenas de lutas e treinamentos, diria que está mais para O Vencedor de 2010 do que para um genérico do Grande Dragão Branco com ex-astro belga Van Damme. Até porque o esporádico diretor Gavin O´Connor trás um retrato contundente e visceral de uma família de lutadores repleta de conflitos, amarguras e tristezas desde sempre que procuram na violência da luta uma maneira de se reencontrarem e libertarem suas frustrações. 

Tommy Conlon (Tom Hardy) reaparece do nada na casa do pai que não vê há 14 anos, Paddy (Nick Nolte), um ex-alcoolatra que vive tentando se redimir com seu outro filho, Brendan (Joel Edgerton). A intenção de Tommy, que carrega certa áurea misteriosa, é que Paddy o treine para um campeonato de MMA chamado Sparta, que vai render 5 milhões ao campeão. Brendan, professor de física em uma escola fundamental, após ser suspenso das suas atividades por conta de uma luta e com problemas financeiros em casa, acaba voltando ao ringue, do qual viveu por um bom tempo como lutador do UFC. Por acaso, Brendan acaba sendo inscrito no mesmo torneio. Então, o que torna Guerreiro destacado na filmografia que envolve filmes de lutadores é como O´Connor trata os aspectos de cada personagem. Não vemos treinamentos edificantes, nem personagens heróicos, os protagonistas são bem humanos, cheios de defeitos, principalmente o Paddy de Nick Nolte, que entrega uma atuação sensacional, como o pai que destroçou aquela família com seu vicio.

Na verdade, Guerreiro é um filme que trás atuações sublimes da trinca principal, Joel Edgerton concebe com qualidade o sujeito mediano que se supera nas adversidades, é dele uma das lutas mais emocionantes quando enfrenta um oponente russo, mas Tom Hardy nos brinda com um momento icônico em sua carreira, desde o magnífico Bronson de Refn feito em 2008 tenho um olhar especial para esse ator. O Tommy de Hardy é daqueles personagens reprováveis que cativam o público de uma maneira tão forte que fica difícil não torcer por ele ou se emocionar com sua jornada. Um homem marcado por tragédias, de poucas falas, mas que com seu olhar selvagem consegue transmitir boa parte de suas emoções contidas que descarrega de forma brutal contras seus adversários.

No meio de todo esse crível conflito familiar, pontuado por momentos brutalizados, mas mesmo assim tocantes, é claro que a realização de O´Connor tem sua ação, com lutas bem coreografadas e filmadas, mostrando toda a violência que o MMA pode proporcionar e que atrai um séqüito de fãs que afirmam a projeção de que o esporte provavelmente vai dominar o gosto do público, superando até outros esportes mais populares. A edição que acelera e desacelera o filme nos momentos certos é mais um dos trunfos que o diretor conseguiu trazer para mesclar com competência drama e ação e assim fazer de Guerreiro um dos melhores filmes no ano de 2011.



Se os americanos têm o western como um dos seus gêneros mais representativos, aonde muitas vezes usam o cenário para contar a sua própria ...


Se os americanos têm o western como um dos seus gêneros mais representativos, aonde muitas vezes usam o cenário para contar a sua própria historia, os japoneses tem nos filmes de samurai o seu reflexo, aonde apresentam toda a importância que dão para a honra, vista muitas vezes no samurai que comete o harakiri (suicídio). As histórias que se formam em volta de homens que não se furtam em entregar a vida pelo que acreditam se mostram tão vastas na filmografia japonesa, que o mestre Kurosawa se apossou do tema e conseguiu extrair verdadeiras obras-primas, como Os Sete Samurais ou Rashomon. E o filme em questão, 13 Assassinos, mesmo não tendo um caráter tão reflexivo das obras de Kurosawa se mostra uma eficiente realização sobre essas lendárias figuras que povoam o imaginário mundial desde sempre.

A realização do experiente diretor Takashi Miike é a prova de que nem sempre um filme precisa de uma história complexa e grandiosa para ser notável. O ponto de partida da trama de 13 Assassinos é até simples: vivendo em uma época em que os samurais são dispensáveis, o conselho do imperador secretamente incumbe um samurai respeitado chamado Shimada (Kôji Yakusho) de recrutar um pequeno grupo de homens para assassinar o Lorde Naritsugu (Gorô Inagaki), um político ditador violento que pleiteia um cargo na câmara do Shogun representante do Império.

O primeiro ato da obra se mostra um pouco tedioso, porque as tramóias em questão são pouco explicativas e perde-se um bom tempo mostrando o recrutamento dos samurais, que talvez na falta de rostos conhecidos façam algumas cenas soarem repetitivas. Com o desenrolar do filme, alguns personagens se mostram carismáticos e percebemos que a história fica até em um segundo plano para assim Miike construir um trabalho esteticamente perfeito e eletrizante. O grupo formado por 12 samurais e um camponês misterioso (que também serve como alivio cômico) sitia uma cidade na intenção de armar uma armadilha para o Lorde Naritsugu. Então, a partir dos acontecimentos no povoado, vemos como esse tipo de cinema se assemelha ao faroeste americano, trocamos os revolveres por espadas e presenciamos uma batalha magnífica (de quase 50 minutos) entre 13 homens e praticamente um exército inteiro, mas dentro de um contexto plausível, sem personagens voadores ou magia.

Se a historia é deixada de lado, no final pouco importa, porque vemos um filme autêntico em suas pretensões, mostrando como esses homens chamados de Samurais se entregavam a propósitos muitas vezes errôneos e mesmo tendo suas próprias convicções, as deixavam de lado para poder cumprir a missão para qual nasceram. Engraçado que em uma visão ocidental pode parecer um bocado de heroísmo, mas pelo desfecho do filme percebemos que os próprios japoneses hoje entendem que da violência da guerra não existe nada de heróico.


As duas cine-séries em questão foram assistidas com amigos em divertidos encontros regados a nostalgia e filmes de ação. Isso ao longo de al...

As duas cine-séries em questão foram assistidas com amigos em divertidos encontros regados a nostalgia e filmes de ação. Isso ao longo de alguns meses e como a maratona cinéfila esta em reta final, esses filmes já estavam mais do que na hora de virem para o blog. Tanto Missão Impossível quanto Desejo de Matar foram realizações que marcaram seus tempos, uma trazendo novidades para o gênero que parecia meio defasado no final dos anos 90 e revolucionou ao mostrar o seu filme precursor como uma trama de ação quase ininterrupta inserida em uma boa historia, mesmo que baseada em uma serie de TV de sucesso nos anos 60 e a outra, mais antiga e sombria, trazendo um cidadão comum que após perder entes queridos para criminosos se rebela contra a criminalidade em si. Uma com o galã Tom Cruise, outra com o lendário ator americano Charles Bronson. Ambas marcaram época no cinema e no home-video e suas revisões são sempre divertidas e válidas:

- Missão: Impossível (Mission: Impossible/Brian de Palma/1996)

Lançado como Blockbuster no verão de 1996, Missão: Impossível conseguiu ir além do simples filme pipoca, trazendo uma interessante trama de ação orquestrada pelo talentoso diretor Brian de Palma. Nesse primeiro somos apresentados ao personagem Ethan Hunt (Tom Cruise) que acusado de ser o culpado da morte dos membros de sua equipe, tem que fugir de assassinos do governo e penetrar em uma verdadeira fortaleza comandada pela CIA. M: I é um filme que ainda impressiona pelas tomadas, como a cena em que Hunt se pendura no teto por um fio e desce em uma sala cheia de artifícios tecnológicos para detectar a mínima presença. Virou clássica e foi excessivamente copiada e parodiada, mas mesmo assim ainda faz o expectador prender a respiração. Outra seqüência que marcou e foi amplamente revisitada é a do helicóptero fugindo do trem-bala. Um filme que vale o jargão muito usado por um certo critico americano: “Trepida de Ação!”  

- Missão: Impossível 2 (Mission: Impossible 2/John Woo/2000)

Quatro anos depois veio a sua continuação, dirigida pelo mestre oriental de filmes de ação e conhecido pelo estilismo visual John Woo. Nesse filme, Hunt tem que pegar um terrorista internacional interpretado por Dougray Scott. Acho o filme mais fraco e em alguns momentos lembra a bobagem que é o filme das Panteras realizado no mesmo ano, a ação parece meio sem motivos em certos momentos do filme, apesar de guardar uma das melhores seqüências da franquia em que rola um duelo entre Hunt e o vilão, com direito a uma sensacional perseguição de motos e uma bem coreografada luta na praia. Como disse, Woo primou pela excelência visual em detrimento a uma trama mais envolvente.





- Missão: Impossível 3 (Mission: Impossible 3/J. J. Abrams/2006)

Dirigido por J. J. Abrams, um dos apadrinhados pelo Midas Spielberg no século 21, M: I: III demorou mais de meia década para sair do papel. Talvez a insatisfação do resultado final da segunda parte tenha rendido certa apreensão na hora de revisitar a franquia, mas em minha opinião (que talvez a maioria discorde), esse é o melhor filme. Concatena de maneira eficiente trama com ação, que não surge tão gratuitamente quanto antes, e trás o melhor vilão da franquia vivido pelo sempre talentoso Philip Seymour Hoffman. A trama humaniza Hunt, que tem que se virar entre o serviço de espião e o seu recente casamento. A ameaça é mais emocional e aproxima o expectador. Michelle Monaghan já mostra o seu talento para thrillers e o filme em si apresenta muitos bons momentos de tensão e emoção. Espero que a nova continuação, Protocolo Fantasma, com data marcada para 23 de Dezembro de 2011 tencione mais para esse do que para os anteriores.

- Desejo de Matar (Death Wish/Michael Winner/1974)

O ator Charles Bronson era tão querido na década de 80 e começo da década de 90 no Brasil que a toda poderosa Rede Globo tinha um espaço exclusivamente reservado para seus filmes nos domingos à noite. Desejo de Matar é um dos filmes que mais assisti na vida, delirava com as maneiras que o vigilante Paul Kersey (Charles Bronson) liquidava os bandidos. Se alguém me perguntasse meu filme preferido quando tinha um 14 anos, sem titubear responderia esse. Engraçado que essa primeira parte pouco tem haver com um cinema típico de ação, a obra do diretor Michael Winner, recorrente em trabalhar com Bronson, trás elementos de drama e um ritmo lento, apresentando o personagem Kersey como um arquiteto pacifico e dócil que entra em rota com a violência quando sua família sofre abusos e atrocidades nas mãos de criminosos de uma cidade infestada por um novo tipo de violência: a gratuita. A trama amostra um personagem que enlouquece internamente, criando um alter-ego tão terrível quanto os algozes e que vê em tratar violência com violência a única solução. Era para ser um filme menor, sem muitas pretensões e que provalvemente também era para ser uma obra única, mas fez tanto sucesso que rendeu diversas continuações, que se apresentavam cada vez mais sem fundamentos e por fim denegriram a imagem de Bronson, trazendo o errôneo estigma de que seria um ator ruim e canastrão.

- Desejo de Matar 2 (Death Wish 2/Michael Winner/1982)

Demorou – se 8 anos para que fizessem uma continuação de Desejo de Matar, o mesmo diretor Michael Winner achava que o ciclo de Paul Kersey se resumia ao primeiro filme e que uma continuação seria apelativa. A insistência da MGM com quem Bronson teve um longo contrato por fim convenceu Winner voltar a historia e cometer um filme que é bem inferior ao primeiro, mas que mesmo assim ainda tem seus atrativos e curiosidades, como trazer o ator Jeff Goldblum bem jovem em uma participação não creditada como um dos membros da gangue que é formada pelos mesmos algozes que conseguiram escapar das garras de Kersey no primeiro filme. Então, tudo o que ficou subentendido no anterior e não aconteceu, como a verdadeira vingança do homem, nessa continuação veio à tona. Trazendo um justiceiro muito mais violento que no primeiro filme e uma carga de cenas gore que no anterior não tinha. É um filme que carrega nuances de um cinema exploitation e que reafirmou a identificação que o público tinha naquela época com personagens que resolviam seus problemas no braço ou com chumbo grosso. Tanto Desejo de Matar 1 quanto o 2 eram filmes politicamente incorretos até o talo e  que se realizados hoje em dia dificilmente teriam um espaço tão abrangente quanto tiveram em suas épocas. 

 












O primeiro e único trabalho que assisti do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn foi o enérgico e empolgante Bronson de 2008, que fi...


O primeiro e único trabalho que assisti do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn foi o enérgico e empolgante Bronson de 2008, que figuraria fácil em uma lista minha dos melhores filmes realizados no século 21. Ainda estou para assistir o bem comentado Guerreiro Silencioso de 2009, do qual li algumas criticas que o diferenciam bastante de Bronson, com cenas bem contemplativas em meio a um filme que deveria ser ao estilo épico de gladiadores, indo ao oposto do clima enérgico do seu citado filme anterior. Bom, quando li que o próximo filme e estréia em solo americano de Refn seria uma obra de ação com clima oitentista, ainda com um dublê de corridas como protagonista e esse personagem interpretado pelo talentoso Ryan Gosling, pensei: imperdível!

O filme tem data marcada para ser lançado nos cinemas brasileiros em 6 de Janeiro de 2012, mas com uma excelente copia digital rolando a um bom tempo na internet e os comentários elogiosos que venho lendo e escutando foi ficando insustentável a vontade de conferir logo, mas mesmo sem a surpresa de alguns bons momentos, ainda pretendo assistir esse no cinema. Drive é mesmo um ótimo filme, concordo com quase todos que elogiaram, é diferenciado dos filmes considerados de ação ultimamente, até por ter certa lentidão no seu inicio, e trás Gosling em mais um excelente momento. Impressionante como Refn não se furta a fazer longos enquadramentos do ator e mesmo assim não parecer chato, aliás, na verdade o diretor se apropria com qualidade de toda a presença e segurança do ator para dar ao filme o clima misterioso que precisa para segurar a historia até o ponto de ela começar a explodir de forma visceral na cara do expectador.

Na trama, Gosling é o personagem misterioso conhecido como o Motorista (Driver), sem passado aparente e de poucas falas. Ele trabalha de mecânico para um ex-dublê deficiente, enquanto o mesmo lhe arruma alguns trabalhos em filmes e vez ou outra de motorista para mafiosos. Nesse meio tempo ele se envolve com sua vizinha Irene (Carey Mulligan ótima também), mãe de um menino e que o marido esta encarcerado há algum tempo. Nessa passagem do casal se descobrindo, Refn apresenta algumas cenas bem sentimentais, com closes em olhares apaixonados, toques carinhosos e muito sendo contando visualmente, com poucos diálogos. Quando o marido de Irene ganha a liberdade condicional o panorama muda, o homem tem uma divida com a máfia, que o obriga a realizar um assalto para que sua família não sofra as conseqüências. Logo ele pede ajuda ao Motorista, que afeiçoado à moça e ao garoto não lhe nega, mas o desfecho do golpe acaba colocando o Motorista em rota de colisão contra os criminosos.

Nessa segunda metade do filme, a verdadeira faceta do protagonista é revelada, tornando o filme que até o momento era lento em uma obra daquelas que o público se ajeita na poltrona para não perder ou se distrair com nada. Por fim, diria que em Drive o diretor mesclou o estilo de Guerreiro Silencioso com o de Bronson e conseguiu fazer isso com sucesso,  tendo um resultado bem satisfatório. Cometendo assim um filme bem violento, com cenas extremamente verossímeis de tão cruas e outras sensacionais de corridas feitas no braço, sem uso de CG, mas em contrapartida e de forma até inteligente, lança mão de outras seqüências de lutas bem surreais e estilizadas, que acabam funcionando muito bem, dando ao filme um tom mais cinematográfico e merecendo a alcunha de notável. 


Anti-Heróis é um filme esquisito, isso é fato, não se define entre drama, ação ou policial, não que isso seja ruim, mas da maneira como ...


Anti-Heróis é um filme esquisito, isso é fato, não se define entre drama, ação ou policial, não que isso seja ruim, mas da maneira como é delineado isso pode acabar fazendo o expectador não se identificar com o filme. Seu protagonista Channing Tatum também não ajuda a fazer o filme engrenar, que até tem certo potencial (as seqüências iniciais são promissoras) e trás Katie Holmes como uma coadjuvante para lá de apagada, apesar de achar Holmes uma atriz de única expressão ela aparece aqui um tanto preguiçosa, assim como Tatum, Al Pacino e até mesmo Juliette Binoche.

Estranho que a obra do diretor Dito Montiel, que dirigiu e escreveu Santos e Demônios e Veia de Lutador, apresenta uma outra vertente muito boa, porque o filme é passado em duas épocas diferentes, uma na década de 80 e outra atual. A trama dos anos 80, que apresenta o personagem de Tatum ainda criança é muito bem desenvolvida, com emoção na medida e dotada de certa crueza que acaba realmente impressionando.  Pena que essa parte da historia não tem muitos minutos em cena e é até compreensível, porque o filme tem seus atores famosos para apresentar, mas que inevitavelmente acabam sendo amplamente apagados pelo elenco mirim que trás o pouco de alma que o filme se propõe a ter, diria que apenas Ray Liotta esta realmente bem como um chefe de policia de índole duvidosa.

Na trama, Milk (Channing Tatum) é um policial que vê seu passado obscuro vir assombrá-lo quando começa a receber cartas dizendo que vão revelar os culpados de um crime em que se envolveu ainda criança. No quesito visual, o diretor Dito Montiel concebe até uma atmosfera interessante, marginal e underground, com cenas passadas em guetos, remetendo a Dia de Treinamento e Atraídos pelo Crime. Anti-heróis têm seus atrativos, mas não chega a ser tão bom quanto os citados. Pena é ver um ator como Al Pacino sendo relegado a coadjuvantes em filmes em que deveria ser o astro, o ator já habitou melhor no imaginário cinéfilo.


Em um passado nem tão distante assim as locadoras de vídeo mandavam na distribuição de filmes e muitas obras que saiam exclusivamente para h...

Em um passado nem tão distante assim as locadoras de vídeo mandavam na distribuição de filmes e muitas obras que saiam exclusivamente para home-video eram conhecidas e divulgadas somente nesses estabelecimentos, que hoje em dia soam cada vez mais retrós ou nostálgicos. Saudosismos a parte, um dos carros-chefe das locadoras eram os filmes de ação, alugados frequentemente e por qualquer tipo de publico, desde pré-adolescentes, passando por casais, grupo de amigos  e culminando em senhores de idade que representavam uma boa fatia desse bolo. Afinal, durante um bom tempo a maior diversão que se tinha era curtir um bom filme de ação, que assim como as locadoras, parecem em extinção, devido à falta de action-heros convincentes ou de apelo para o grande público, cada vez mais acostumado a adaptações de Hqs e remakes. Esses dois recentes exemplares que comentarei abaixo fariam sucesso facilmente em locadoras ou até no cinema há uns anos atrás e ainda tornaria seus protagonistas em astros:

- 12 Rounds (Renny Harlin/2009)

Realizado por um diretor que filmou muitos filmes de ação, como Duro de Matar 2 com Bruce Willis e Risco Total com Stallone, 12 Rounds é um triller de ação que almejava lançar o grandalhão John Cena como action-hero, uma espécie de novo Schwarzeneger, até pela semelhança física também. Claro que o ator não tem o carisma do ex-governator, mas consegue segurar bem a historia do sujeito que tem que passar por 12 desafios para reaver a esposa que foi seqüestrada por um criminoso que ele colocou nas grades há  tempos atrás. Nada mais clichê, nê? Mas Renny Harlin constrói um filme de ação ininterrupta que não soa chato, remetendo muitas vezes ao Duro de Matar, criando ainda aqueles impasses entre policiais locais e os do FBI que chegam para assumir o caso, além de mostrar uma seqüência extremamente tensa e bem realizada dentro de um ônibus. Foi exibido nos cinemas nos EUA, tendo uma bilheteria razoável de algo em torno de 6 milhões de dólares no primeiro final de semana, mas não passou perto de nenhuma sala por aqui, sendo relegado as locadoras sobreviventes ou a um download;

- Quebrando Regras (Never Back Down/Jeff Wadlow/2008)

Lançado um pouco antes do Karate Kid do filho de Will Smith, esse filme é uma clara referencia a historia do mestre e aprendiz, produzido talvez até na intenção de entrar na onda do mesmo, mas claro que é uma versão muito mais anabolizada e menos sensível. Protagonizado por atores conhecidos de series adolescentes como Sean Faris e Cam Gigandet (que fez um dos vampiros “maus” do primeiro Crepúsculo), ainda tem a ilustre presença de Djimon Houson como o Mestre de MMA que treinou com a família Gracie no Brasil, que é apresentado no filme com um dos países mais respeitados nas artes marciais, o que não deixa de ser uma verdade. Com lutas extremamente bem coreografadas, que mostram com qualidade a técnica e a violência do MMA, Quebrando Regras mesmo não sendo nenhum primor tem uma pegada jovem muito boa, personagens carismáticos e talvez não fizesse feio no cinema por aqui. No final de semana de estréia americano teve quase 9 milhões de dólares de bilheteria, feito notável para um filme que custou 20 milhões, mas por aqui nem deu as caras no cinema, assim como 12 Rounds somente em locadoras ou na rede;

Hoje em dia os filmes de ação parecem que viraram produções malditas, relegados a amantes do gênero e sendo mal visto por muitos cinéfilos que os consideram lixo. Claro que o gênero tem sido reformulado vez ou outra, mas mesmo assim somente em superproduções que em sua maioria usam e abusam de CG. Mesmo não carregando grandes atuações ou temas extremamente importantes, o gênero no final dos anos 70 e nos anos 80 ajudou a definir o cinema como diversão e catapultou o home-video. Deveria ser visto com mais importância e tenho que assumir que sinto falta de Stallone, Schwarzeneger, Van Damme e seus contemporâneos (e das locadoras também!). Pode parecer fora de moda, mas divertiram a vida de muita gente.



É notável o aparato para que Taylor Lautner se saia bem em cena nesse Sem Saída , dirigido por Jon Singleton , de obras como +Velozes +Furi...

É notável o aparato para que Taylor Lautner se saia bem em cena nesse Sem Saída, dirigido por Jon Singleton, de obras como +Velozes +Furiosos e o premiado Os Donos da Rua de 1991. Mesmo a boa quantidade de talentosos atores, como Alfred Molina, Sigourney Weaver, Maria Bello, Jason Isaacs e até o excelente ator sueco Michael Nyqvist, protagonista da versão nórdica para Os Homens que não Amavam as Mulheres, e ainda cenas que favorecem o porte atlético do jovem ator, não conseguem esconder a falta de talento dramático de Lautner para a demanda de seu personagem.

Não que Sem Saída seja um thriller comercial ruim, não chega a tanto, fico em um meio-termo, principalmente pela atuação sem expressão de Lautner, que é um dos astros da franquia Crepúsculo, que vem a ser uma das mais lucrativas atualmente (?). A obra tem alguns furos no roteiro, soluções óbvias, cortes bruscos, como se o diretor tivesse preguiça em realizar algum plano-sequência, mas mesmo assim consegue segurar o expectador com um bom ritmo, cenas de ação e de lutas bem coreografadas e que remetem a produções feitas a moda antiga. Se o filme se propusesse apenas a explorar esse lado frenético de ação descerebrada, talvez passasse melhor, mas como a trama nos apresenta um romance, com viés platônico, acaba tendo nesse enfoque seus piores momentos, com cenas que chegam a dar vergonha.

Na trama, Nathan (Taylor Lautner) descobre que seus pais não são seus pais e se vê envolvido em uma conspiração de espionagem governamental, envolvendo seu verdadeiro pai (que seria um perigoso agente autônomo), agentes da CIA e agentes russos. No meio desse turbilhão, ainda arruma tempo para se enamorar com a vizinha Karen (a belíssima Lily Collins). Tirando os momentos do insosso romance, fica interessante assistir os bons atores trabalharem, principalmente Alfred Molina e Michael Nyqvist, que rouba praticamente todas as cenas em que aparece, mas o ator sueco merecia uma obra melhor para estrear em produções ianques.

A adaptação Lanterna Verde , está mais para um brinquedo de parque de diversões do que para uma obra cinematográfica. O uso do 3D fica evide...

A adaptação Lanterna Verde, está mais para um brinquedo de parque de diversões do que para uma obra cinematográfica. O uso do 3D fica evidente como um subterfúgio do estúdio para tentar mascarar toda ruindade no roteiro, estranho que o diretor dessa furada, Martin Campbell, mostrou ser no mínimo competente na adaptação de outros heróis, como em Casino Royale, que recolocou o agente 007 de novo na rota do cinema. O diretor provavelmente ficou maravilhado com a tecnologia e esqueceu de olhar o texto que tinha em mãos.

Lanterna Verde é tão aborrecido ou insosso como outras adaptações estapafúrdias como O Demolidor, Elektra, Mulher Gato, mas com certeza muitos vão dizer que o filme tem cenas maravilhosas. Realmente até tem, mas é sabido que somente belas cenas não são suficientes para se criar uma obra no mínimo interessante. A construção dos personagens é tão rala como nos antigos desenhos da Liga da Justiça, Hal Jordan (Kevin Reynolds) cita frases do tipo: “Saia que vou tirar minha calça” ou “Segure seu óculos”, momentos que chegam a dar vergonha no expectador.

Acredito eu, que para quem assistir Lanterna Verde em 2D, vai ser uma experiência mais frustrante que em 3D, já que a tecnologia promove umas imersões legais no espaço, uma outra cena interessante dentro de aviões ou outras no planeta Oa, terra natal da Tropa de Lanterna Verdes. Como já disse, caberia melhor em um parque de diversões.

Claro que quando aparece uma obra dotada de qualidades sempre aparecem pessoas incensando o trabalho mais do que deveria, é o caso de muit...



Claro que quando aparece uma obra dotada de qualidades sempre aparecem pessoas incensando o trabalho mais do que deveria, é o caso de muitos críticos que elevaram essa realização ao nível de filmes como O Poderoso Chefão. Não que O Profeta seja ruim, na verdade é muito bom, mas depois de tantos comentários esfuziantes a época do lançamento da película, culminando em uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, fui cheio de expectativas de uma obra prima, que não se concretizou e ate que foi bom ter dado um tempo para a obra se assentar.

Visto, é evidente que Tahar Rahim é o nome que faz O Profeta, do diretor frances Jacques Audiard ser um filme notável. O ator francês, descendente de argelinos, constrói de maneira visceral o personagem Malik El Djebena, árabe, mas inacreditavelmente desligado da religião, que é condenado a seis anos de prisão em um presídio comandado por italianos ou corsos como são chamados no filme. Atrás das grades e sem amigos, Malik começa a ser assediado por sodomitas, uma solução para não cair nos constantes estupros aparece, na verdade acaba sendo imposta: cometer um assassinato dentro do presídio para os mafiosos corsos e assim ganhar proteção. Essa seqüência acaba sendo uma das mais impressionantes da obra, tensa e crua, além do fantasma da vitima, um conhecido criminoso árabe, tornar – se a consciência de Malik durante todo o filme. Nesse momento, entra a outra figura marcante de O Profeta, o mafioso César Luciani (Niels Arestrup), violento e extremista, que não poupa esforços para alcançar seus objetivos. Luciani, inicialmente, trata Malik apenas como um empregado, mas logo o árabe começa a ter importante papel nas transações do criminoso.

Um dos acertos de O Profeta é a edição acelerada, que traz o expectador praticamente para dentro do filme. A realização também trata bem do submundo, mostrando as conexões que criminosos podem ter dentro e fora do presídio, o trafico de drogas e subsequentes desfechos familiares. Não é um filme repleto de seqüências de ação, mas possui algumas marcantes e de tirar o fôlego, como um impressionante tiroteio dentro de um carro. A obra também tenta dar ao personagem um toque mágico, como se Malik fosse um vidente, por isso o titulo O Profeta, mas acho que essa premissa é pouco desenvolvida na trama, mas que não chega a desmerecer o filme.

Primeira incursão do ator Marcos Paulo na direção, Assalto ao Banco Central é um filme curioso, até por retratar um fato recente da histo...

Primeira incursão do ator Marcos Paulo na direção, Assalto ao Banco Central é um filme curioso, até por retratar um fato recente da historia criminal brasileira. Porem, a obra carece de linguagem cinematográfica e melhor desenvolvimento dos personagens, que se apóiam em frases de efeito, criadas na medida para empolgar o expectador, mas que em certo momento passam a se tornarem enfadonhas.

A obra apresenta linhas temporais diferentes, uma que retrata a organização e execução do maior assalto em terras tupiniquins, outra do ponto de vista dos investigadores, extremamente mal caracterizados por Lima Duarte e Giulia Gam, os dois parecem saídos de um episodio mal acabado da serie CSI. Outro ponto que poderia ser positivo, mas que acaba funcionando de forma negativa são as constantes piadas inseridas, que tiram totalmente a chance de se criar uma atmosfera de tensão e suspense, trazendo o filme para muito perto de mini – series policiais produzidas pela Rede Globo, que também produz esse.

O lado positivo de Assalto ao Banco Central vem dos criminosos, encabeçados por Milhem Cortaz, denominado Barão na trama, que agrega ao personagem líder do bando uma  caracterização de mafioso mexicano. Outros criminosos de destaque na obra são Carla (Hermila Guedes) e Mineiro (Eriberto Leão), que junto com o Barão formam um triangulo amoroso. A trupe de coadjuvantes é que acaba atestando ao filme o explicito tom cômico, destacando Tatu (Gero Camilo), o Doutor (Tonico Pereira) e o impagável evangélico Devanildo (Vinicius de Oliveira, o garoto de Central do Brasil).

Assalto ao Banco Central é um filme baseado em fatos reais, mas que inegavelmente carrega um tom ficcional, dos mais adaptados para tentar fazer funcionar. Difícil acreditar que certas situações aconteceram como citado na obra. Uma produção que tinha tudo para ser marcante, mas que se perde em formulas, provavelmente impostas por seus produtores, que no final faz o filme valer apenas como uma produção B de ação.

Acho que o mais legal desses filmes de super-heróis produzidos pelo Estúdio Marvel é como a mesma trata com seriedade seus personagens. C...


Acho que o mais legal desses filmes de super-heróis produzidos pelo Estúdio Marvel é como a mesma trata com seriedade seus personagens. Capitão América: O Primeiro Vingador, a mais nova realização do Estúdio, dirigido por Joe Johnston, do insosso Lobisomem, é um bom filme de aventura, mas que perde um pouco por se focar uma boa parte na origem do herói, o que acaba deixando boa parte da trama contando como Steve Rogers (Chris Evans), sujeito franzino e de saúde debilitada, mas de caráter único, transforma – se no poderoso Capitão América.

Falando na trama, Capitão América: O Primeiro Vingador talvez seja uma das adaptações de HQs mais fieis realizadas. O personagem colocado no seu tempo certo, durante a 2ª Guerra, duelando com o Caveira Vermelha (Hugo Weaving), seu antagonista mais ferrenho e linkado com os tempos atuais de maneira bem interessante. O ator Chris Evans encarna o super herói muito bem, o CG que usaram para inserir sua cabeça em um corpo pequeno ficou bem realista, alias o CG é usado em favor do filme, ajudando a criar parafernálias tecnológicas e seqüências de ação emocionantes, como a protagonizada pelo Capitão, quando entra em um dos covis da Hidra, divisão nazista comandada pelo Caveira Vermelha, para salvar soldados americanos. A atuação de Evans também cresce com a participação de bons coadjuvantes como a bela atriz Hayley Atwell, que faz a oficial Peggy Carter, interesse romântico do Capitão, ou o veterano ator Tommy Lee Jones que faz o Coronel Chester Phillips ou ainda o carismático ator Stanley Tucci que faz o Dr. Abraham Erskine, criador do soro do super soldado que transforma Steve Rogers. O talentoso ator inglês Toby Jones faz o cientista nazista Arnim Zola.

Capitão América: O Primeiro Vingador, com certeza, vai ser acusado (e já esta) de ser um filme extremamente patriota que exalta o poder bélico americano, mas que quando apreciado, na verdade, contem até algumas criticas a como os EUA fazem guerra, mas tudo não deixa de ser uma grande besteira, já que o filme não passa de uma diversão das mais despretensiosas. A Marvel ainda conectou a origem do personagem com a família Stark, o que caiu muito bem no filme e com essa realização sedimenta de vez o projeto do filme dos Vingadores. Resta saber, como o Estúdio vai fazer para realizar um filme interessante com tantos personagens bons, alguém ai vai ter que ficar de lado, mas como um dos lideres do grupo, acredito que o Capitão não vai ser um deles.

Talvez, Os Implacáveis seja a obra do diretor Sam Peckinpah em que mais ele exagere em seu estilo visual, ficando evidente no prólogo, com...


Talvez, Os Implacáveis seja a obra do diretor Sam Peckinpah em que mais ele exagere em seu estilo visual, ficando evidente no prólogo, com excesso de câmeras lentas e planos entrecortados, deixando a seqüência inicial difícil de acompanhar. De repente fosse a intenção do diretor, mas que cansa um pouco e pode desmotivar de assistir o resto do filme.

Passado os minutos iniciais, percebe – se que a trama trata da historia de Doc McCoy (Steve McQueen) e sua esposa Carol McCoy (a bela Ali MacGraw). Os dois são criminosos, experiente em assaltos. Doc esta preso, mas não suporta mais ficar longe de Carol. Então pede a esposa que interceda junto a Jack Benyon (Ben Johnson), um influente mafioso, obcecado pela moça, que prontamente arruma uma maneira de soltar Doc, mas ao mesmo tempo o incube de mais uma assalto, dessa vez a um banco que guarda um pagamento pomposo.

Claro que nada dá certo, e Doc e Carol fogem em uma louca escapada em direção ao México, com diversos criminosos nos seus encalços, com destaque para Rudy Butler (Al Lettieri), o parceiro do casal que tenta trai – los e que protagoniza as cenas mais divertidas do longa.

Não deixa de ser um filme típico de roubo que não dá certo, que eram produzidos constantemente na década de 70 e que recentemente voltaram a ser produzidos em larga escala devido ao sucesso da refilmagem Onze Homens e um Segredo. O diferencial é que foi dirigido por Sam Peckinpah, o que dá a obra um tom mais sujo e obscuro. Em muitos momentos o filme remete a westerns dirigidos pelo próprio Peckinpah, que fica até claro pela fuga ao México e pelos tiroteios que lembram duelos do velho oeste.

Os Implacáveis é uma obra que não chega a empolgar, mas que tem seus momentos. Principalmente quando Steve McQueen impõe todo seu estilo durão, que caiu muito bem na pele de Doc McCoy, protagonizando boas seqüências de perseguição. Senti falta de explorar mais o romance do casal, mas acho que esse não era o forte de Peckinpah, acostumado mais a tratar de tramas masculinas e essa obra não deixa de ser um filme anabolizado, mesmo que tente ocultar com alguns momentos pseudo - sensíveis, como a cena em que o casal se esconde em um deposito de lixo.

Essa produção ainda ganhou um remake intitulado A Fuga de 1994 com o casal Alec Baldwin e Kim Basinger, que não foi ruim, mas que se segurava muito mais na performance sensual de Basinger. Os Implacáveis não é o melhor de Peckinpah, mas não deixa de valer uma olhada, até para conferir o trabalho de McQueen, que dispensava dubles na maioria das cenas.

Falar mal do diretor Michael Bay é cair no lugar comum, então essa é mais uma resenha que nem vou perder muito tempo, já que perdi um bo...


Falar mal do diretor Michael Bay é cair no lugar comum, então essa é mais uma resenha que nem vou perder muito tempo, já que perdi um bocado assistindo e ouvindo essa barulheira dos infernos.

Transformers : O Lado Oculto da Lua é mais do mesmo, e olha que os mesmos não eram tão bons, acho que um já era o suficiente, mas Bay se superou e fez o mesmo filme três vezes! A realização do frenético diretor é uma profusão de cenas de ação barulhentas, aonde não se entende nada, com alguns estranhos momentos cômicos, e que até tenta dar alguma credibilidade a obra se utilizando de momentos históricos, como a chegada do homem a lua e de atores tarimbados como Frances McDormand e John Malkovich, em participação ridícula.

Um dos poucos pontos positivos é a presença da belíssima Rosie Huntigton – Whiteley, que faz a namorada de Shia LeBouf, perdida em meio a tantos robôs esquisitos e que a todo o momento tem as suas curvas exaltadas, como em provocação a Megan Fox. No mais, é um filme chato, mas que deve agradar as crianças. Nota 03.  

Nunca li nenhuma historia do Dylan Dog, cultuado quadrinho italiano da Bonelli Comics, mas como apreciador de uma boa HQ, fico imaginando co...

Nunca li nenhuma historia do Dylan Dog, cultuado quadrinho italiano da Bonelli Comics, mas como apreciador de uma boa HQ, fico imaginando como os fãs receberam esse filme do diretor Kevin Munroe, responsável pela animação mais recente das Tartarugas Ninja de 2007.

Para quem tem pouca afinidade com o personagem, como eu, Dylan Dog (Brandon Routh) é um detetive que investiga casos sobrenaturais e há algum tempo anterior a trama do filme funcionava como um mediador entre o mundo real e o sobrenatural, com direito a vampiros, lobisomens, demônios, zumbis e outras criaturas estranhas que forem surgindo. O filme narra os acontecimentos que envolvem um assassinato de um possível caçador de monstros que procurava por um artefato que pode dar o poder supremo a quem utiliza – lo.

Sou grande fã dos quadrinhos do Constantine da Vertigo Comics e achei o filme homônimo de 2005, apesar de guardar algumas semelhanças com a historia Vícios Malditos, um estupro ao personagem, com boa parte de sua mitologia modificada, ao ponto de suprimir todo o passado rock ´n roll do protagonista, transformando Constantine em um mero exorcista. Bom, mas voltando a Dylan Dog e as Criaturas da Noite, a semelhança com a película de Constantine, que já era ruim, me incomodou bastante, na verdade o personagem do filme, não confundir com o dos quadrinhos, parece um arremedo do Hellblazer, com estranhos momentos cômicos, inseridos com o personagem do zumbi parceiro de Dylan, Marcus (Sam Huntington). A historia achei um tanto confusa, parece que não flui, com cenas bem redundantes. A atuação de Brandon Routh também não ajuda, o seu Dylan é de uma inexpressividade grande. A falta de um vilão crível ajuda a tirar um pouco do interesse da obra, que se perde em algumas seqüências chatas de ação, que tem boa parte do CG bem mal feito, criando momentos bem artificiais.

Gostaria de ler uma outra resenha de uma fonte confiável desse Dylan Dog e as Criaturas da Noite, e tirar outras impressões, porque as minhas foram péssimas e olha que eu fui cheio de boa vontade. O filme tem data marcada para estrear no Brasil em 19 de agosto, mas se tiver algumas sessões testes, é bem provável que vá direto para DVD ou Blu Ray, talvez a melhor opção. Nota 04.

Hobo with the Shotgun (algo como Um vagabundo e sua Espingarda) é mais uma obra baseada em um dos trailers falsos do projeto homenagem exp...


Hobo with the Shotgun (algo como Um vagabundo e sua Espingarda) é mais uma obra baseada em um dos trailers falsos do projeto homenagem exploitation Grindhouse, dirigidos por Quentim Tarantino e Robert Rodriguez. Parece que o sucesso de Machete acabou impulsionando a produção dessa louca aventura protagonizada por Rutger Hauer, um filme que explora a violência ao maximo, as vezes até cansando um pouco o expectador, mas que tem seus momentos, principalmente quando Hauer e a bela prostituta Abby (Molly Dunsworth) estão em cena.

A trama é um fiapo, Hobo (Rutger Hauer) é um sem – teto que acaba de chegar em Fodopólis (isso mesmo, é o nome da cidade), logo ele percebe que a cidade esta tomada pela violência e drogas distribuídas pelo vilão Drake (Brian Downey) e seus insanos filhos. Ao salvar Abby de um ataque, Hobo percebe que tem que limpar a cidade, para isso ele precisa de uma espingarda calibre 12, que consegue no primeiro duelo realizado dentro de uma loja de armas.

Hobo with the Shotgun é um filme que não se leva a serio, também não teria como ser diferente, mas a chance de ver Hauer protagonizando novamente uma produção depois de tanto tempo acaba se tornando o grande atrativo. Uma obra que tem muito sangue jorrando, cabeças decepadas, corpos dilacerados, seqüências sado-maso, um cinegrafista que adora filmar sem – tetos apanhando e até um guerreiro medieval conhecido como A Praga, que serve como o ultimo artifício do vilão Drake para tentar domar Hobo.

A realização do diretor estreante em longas, Jason Eisener, que também dirigiu o trailer falso de Grindhouse é uma obra que diverte, mas que pode deixar o expectador meio enjoado e em comparação a obra irmã Machete perde em simpatia, até por ter atores menos conhecidos. Nota 6,5.

Baseado em um conto de Philip K. Dick, Agentes do Destino narra a historia de David Norris ( Matt Damon ), um promissor político, que po...


Baseado em um conto de Philip K. Dick, Agentes do Destino narra a historia de David Norris (Matt Damon), um promissor político, que por forças maiores não pode ficar com o amor da sua vida, a bailarina Elise (Emily Blunt). A força maior no caso é Deus ou o Presidente, como é chamado no filme, que tem os Anjos como seus agentes.
Os agentes não sabem o motivo pelo qual David não pode ficar com Elise, mas fazem de tudo para que isso não aconteça. Porem, Harry (Anthony Mackie), o Anjo que segue David, meio que comovido com a historia (apesar dos Anjos não serem dotados de emoções) resolve ajuda – lo.
Agentes do Destino foi um filme que me surpreendeu, esperava uma obra bobinha, mas a realização do diretor estreante George Nolfi transita bem pelo romance e thriller, brincando com destino e com aquela situação do que aconteceria se você não tivesse feito isso ou aquilo. Sem contar a premissa cristã de que Deus tem um plano para todos nós.
A horda de agentes é uma atração a parte, todos caracterizados com elegantes ternos e chapeis que fazem com que possam atravessar portas que os levam a lugares mais variados, uma espécie de salto no tempo. As cenas em que usam as portas para perseguir David ou quando o agente Harry ensina a David como usa –las são bem legais e visualmente bonitas, a edição rápida das imagens também ajuda bastante.
Matt Damon aparece bem a vontade no papel, ele tem crescido nas suas ultimas atuações, mostrando – se um dos principais atores da atualidade e Emily Blunt esta linda demais, um deleite para os olhos, além de ser talentosa, difícil mesmo querer deixar essa mulher de lado. Terence Stamp faz uma boa participação como um agente meio carrasco. Um filme que vale a sessão. Nota 07.

Michael Petersen ( Tom Hardy ) é um lunático/psicopata que entra e sai da cadeia desde bem novo. Michael sonha grande, quer ser famoso e par...

Michael Petersen (Tom Hardy) é um lunático/psicopata que entra e sai da cadeia desde bem novo. Michael sonha grande, quer ser famoso e para isso precisa de um nome artístico, um nome imponente, que represente o seu desejo de matar, nada mais apropriado que Charles Bronson, que é como quer que fique conhecido. O envolvente, violento e artístico Bronson do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn, conhecido também pelo mais recente Valhala Rising, é a incrível e surreal historia baseada na trajetória do presidiário mais famoso da Grã – Bretanha. Michael/Bronson era tão alucinado e violento que chegou a passar 30 anos na solitária.

Nicolas Winding Refn (é bom ficar de olho nesse rapaz) transforma a historia do presidiário em uma obra explosiva, visceral, mas imbuída de humor negro e sarcasmo. A seqüência inicial da o tom da película: Michael aparece como se estivesse protagonizando uma apresentação stand – up, em que o que vai falando, vai sendo contradito com as cenas que vão pipocando freneticamente na tela. Praticamente o filme todo vai sendo narrado como se fosse um show, mas a intensidade das inserções teatrais vai diminuindo durante a exibição, alias,  as entradas são ótimas (uma das minhas preferidas e quando Michael aparece com o rosto pintado, fazendo dois personagens), o que faz o expectador ficar esperando sempre pela próxima.

A inserção de certa comicidade nessa realização provavelmente se deve ao excesso de violência do protagonista, talvez numa forma de aplaca – lo. O ator Tom Hardy entrega uma atuação icônica, que eleva seu nome, o seu Michael Peterson é amoral e distopico, mas ao mesmo tempo consegue passar certa ingenuidade, como um animal descontrolado, tanto que em uma das cenas chega a lutar com rotweillers. O mais incrível é que se Michael não fosse tão insano, talvez ele fosse um excelente boxeador, o sujeito tinha socos potentes. Apesar de cometer atos totalmente reprováveis, o protagonista consegue ser extremamente carismático, tanto que é retratado um improvável romance no pouco tempo em que esta livre das grades.

Bronson também é repleto de cenas marcantes, como uma em que esta preso em um hospício e rola tipo um baile, com uma seqüência em que todos os pacientes dançam super chapados ao som de “It´s my Sin” do Pet Shop Boys, para entrar na historia, ou quando começa a praticar lutas clandestinas no tempo em que fica solto ou quando perto do epílogo ele começa a desenhar para libertar sua fúria, mas num acesso de loucura se tranca com o  psiquiatra e pratica no pobre homem toda a sua arte. Para o bem da humanidade, Michael Petersen ou Charles Bronson, como é mais conhecido, continua nas mãos das autoridades britânicas e sem data para ser libertado. Em seus delírios sempre salientava que queria ser famoso e transformar sua vida em arte, parece que conseguiu.

 
O verdadeiro Michael Petersen/Charles Bronson