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O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos...


O diretor e roteirista Andrew Niccol já provou ter talento para conceber boas historias, principalmente quando escreve, é dele os textos de Gattaca, Senhor das Armas e O Show de Trumam, mas nesse O Preço do Amanhã ele parece derrapar em suas propostas. Não que o filme seja totalmente ruim, que até pode ser visto por óticas diferentes, como ficção é bem parco, mas como ação consegue até sustentar a atenção do expectador, apresentando algumas boas seqüências. Na verdade, acho que o filme esta mais para ação mesmo, apesar de ter a premissa do tempo como moeda corrente ser bem interessante.

Acho que uma das grandes falhas da proposta de ficção cientifica é ficar martelando na historia do tempo, não há subtramas bem desenvolvidas, falta emoção naquela correria toda. Com muitas cenas em que vemos os personagens tendo que se virar para conseguir o tempo necessário para não morrer e deixando de lado as nuances que poderiam ser exploradas. Em certo momento, a realização se torna repetitiva e parece que o próprio diretor percebendo que seu trabalho não estava saindo como queria imbui na trama um ar mais descontraído do meio para o final, com aquela historinha de Robin Hood, roubando tempo dos ricos para dar aos pobres.

A historia envolve um futuro aonde o dinheiro é o tempo, as pessoas envelhecem até 25 anos e depois um relógio interno, colocado nos humanos ainda bebês começa a funcionar e assim tem que se virar para conseguir tempo para viver, seja trabalhando ou roubando. Os ricos têm muito tempo, o que os torna praticamente imortais e os pobres? Bom, são pobres, nê? E pobre sempre se dá mal. O Preço do Amanhã é um filme que passa sem muitos problemas, os protagonistas formados por Justin Timberlake e Amanda Seyfried são carismáticos e demonstram boa química em cena, mas como ficou, vale apenas como uma diversão despretensiosa, com pouca profundidade. 
 
 

Quando aparece algum filme que logo pipocam um monte de comentários elogiosos sobre acabo ficando um tanto desconfiado, mas a campanha posit...

Quando aparece algum filme que logo pipocam um monte de comentários elogiosos sobre acabo ficando um tanto desconfiado, mas a campanha positiva sobre Amizade Colorida procede, pois o longa é bem divertido mesmo, apresentando uma química exuberante entre o casal protagonista, alem de ser um sopro de audácia em meio a produções parecidas e tão politicamente corretas que costumam ser realizadas por Hollywood.

Se bem que esse ano de 2011 já houve algumas produções que descortinavam o pudor excessivo de comedias românticas, jogando o sexo logo de inicio na cara da platéia, como a dramédia Amor e Outras Drogas dirigida pela mão pesada de Edward Zwick e Sexo sem Compromisso de Ivan Reitman, que ainda não conferi (e nem sei se vou) devido a tantos comentários negativos que acabaram me desestimulando.

Alem da atuação pulsante de Justin Timberlake e da belíssima Mila Kunis (que belos olhos a moça tem, seriam só os olhos mesmo?), Amizade Colorida se torna interessante por apresentar uma trama que satiriza as próprias comédias românticas, alem dos vilões do filme serem os próprios protagonistas, que só não ficam um com outro porque querem manter a proposta de apenas fazer sexo casual, sem amor, sem obrigações. Um paraíso para alguns, mas como sabemos, não é assim que as coisas funcionam, principalmente em um filme.

O diretor Will Gluck, do divertido A Mentira de 2010, comprova que tem talento para conduzir comédias com um tom mais ácido, criando alguns momentos interessantes, como o flashmob do prólogo, além de utilizar muito bem a atmosfera de casualidades da cidade de Nova Iorque, uma cidade que parece perfeita para encontros e desencontros. Com coadjuvantes (Richard Jenkins, Patrícia Clarkson, Bryan Greenberg, Emma Stone, Andy Samberg) que dão suporte devido para a dupla principal brilhar, Amizade Colorida é uma grata surpresa e está entre as produções de destaque desse ano.


Convenhamos, um filme que a principal motivação do protagonista é arrumar 10 mil dólares para implantar silicones, e esse personagem ainda é...

Convenhamos, um filme que a principal motivação do protagonista é arrumar 10 mil dólares para implantar silicones, e esse personagem ainda é uma professora de crianças, não da para ser levado muito a serio, mas de repente na mão de um cineasta mais habilidoso, sairia uma obra de mau gosto engraçada. Bom, não é o caso de Professora Sem Classe.

A obra do até experiente diretor Jake Kasdan, de A Vida é Dura e Orange County, é um filme tosco, mal conduzindo, com a intenção de fazer graça com situações politicamente incorretas, mas que não funcionam. Consegue se dispor de bons comediantes recentes, como Jason Segel e Lucy Punch, que parecem perdidos ou fora de sintonia em algumas cenas. A realização ainda tenta se segurar no carisma e sensualidade de Cameron Diaz, como uma professora de má conduta, que se preocupa apenas em arrumar um marido rico, que vê no professor substituto de família rica interpretado por Justin Timberlake a oportunidade, mas para isso terá que disputar com outra professora (Lucy Punch).

Professora Sem Classe se mostra como uma produção feita na medida para os cinemas de shoppings venderem muito sua excessivamente cara pipoca. Daqueles filmes que o expectador mais apurado sai com vergonha do cinema ou com vontade de esquecer que assistiu.