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Depois de uma péssima terceira temporada, os produtores e diretores de True Blood , de forma louvável, tornaram a serie novamente interessan...

Depois de uma péssima terceira temporada, os produtores e diretores de True Blood, de forma louvável, tornaram a serie novamente interessante, criando uma quarta temporada bem divertida, exaltando o tom de aventura trash que a própria adquiriu com o passar dos anos. Sabendo que se continuassem na seqüência do final da terceira temporada pouca coisa ia render, resolveram dar um salto temporal e colocaram os acontecimentos em Bon Temps um ano à frente, como se quisessem mesmo apagar toda aquela historia passada. Descartaram em parte a trama das fadas e situaram a historia em um duelo entre vampiros e bruxaria, representada pela bruxa Marnie (Fiona Shaw) que encarna outra poderosa, Antonia, que sofreu nas mãos de vampiros-padres na época da inquisição, há séculos atrás, e quer vingança contra os sugadores de sangue.

Dos personagens mais interessantes, como a maravilhosa, linda e sensual Deborah Ann Woll que ganhou merecidamente mais destaque, até pelo apelo de seu personagem, que de vampira bobinha, passa a sedutora e instigante. Outra situação que ficou bem interessante foi o relacionamento entre o vampiro-viking Erik e a protagonista Sookie, com belas e deliciosas cenas de sexo, principalmente uma realizada na floresta. Alias, um dos pontos altos da serie continua sendo o sexo, explorado de forma ousada e Anna Paquin, que mesmo não sendo tão bela, consegue transmitir um furor impressionante quando tira a roupa. O vampiro Bill é que pareceu perder um pouco de força como Rei, mas teve seus bons momentos, principalmente na batalha final contra Marnie/Antonia.

Além de desenvolver a trama em uma narrativa envolvente, essa quarta temporada ainda conseguiu apresentar um episodio bem emocionante, em que Lafayette encarna uma mulher que foi assassinada e enterrada junto com seu bebê, e o cozinheiro gay do Merlotte´s, que agora é médium (isso mesmo), com a ajuda de seu namorado bruxo, conduz a alma da moça a encontrar a paz, em uma cena bem tocante. Mesmo parecendo muitas vezes que cada vez menos existem humanos normais em cena, True Blood mostrou que ainda tem força, quando explorada de maneira correta, mesclando ação, violência, humor, sexo e terror (mesmo não assustando ninguém). Pontas ficaram soltas para uma quinta temporada, agora é esperar para ver no que vai dar.

Mini – serie em cinco capítulos, Mildred Pierce , na verdade esta mais para um filme de pouco mais de cinco horas. A produção do canal HB...


Mini – serie em cinco capítulos, Mildred Pierce, na verdade esta mais para um filme de pouco mais de cinco horas. A produção do canal HBO tem todos os episódios dirigidos por Todd Haynes, de filmes como Longe do Paraíso e Não Estou Lá, o que até evidencia esse suposto longo filme, que caiu bem para TV, até por ter oportunidade de desenvolver bem a trama e acompanhar com detalhes a vida da personagem central.

A trama narra a vida de Mildred Pierce (Kate Winslet) a partir do seu divorcio do marido Bert (Brian F. O´Byrne), primeiro mostrando as dificuldades de ser mãe solteira de duas meninas, que são potencializadas por Mildred viver na década de 30, durante a Grande Depressão americana. Depois vamos acompanhando como a inicialmente dona de casa se vira para cuidar das filhas de maneira decente. Um dos aspectos interessantes, é que mesmo Mildred tendo que cortar um dobrado, ela não deixa de ter o seu orgulho, muitas vezes ferido e também não se torna um daqueles personagens edificantes, o que acaba a trazendo para muito perto da nossa realidade. Os sentimentos representados em Mildred Pierce são bem palpáveis, muito perto de coisas que passamos, seja na nossa vida pessoal ou profissional. Todas as alegrias e tristezas (que não são poucas) de Mildred retratam muito bem essa humanização da historia, que não apela para o piegas, o que poderia ate ser uma saída comum para as soluções.

Mildred Pierce tem momentos emocionantes e melancólicos, com destaque para os protagonizados por Mildred e sua esnobe filha Veda Pierce (Morgan Turner/Evan Rachel Wood). A moça, que em certo momento é chamada de serpente por um de seus tutores, parece fazer de tudo para desmoralizar ou diminuir a mãe, mas mesmo assim ela não deixa de mimar e exaltar a filha, a quem ama muito. Interessante também, como as seqüências que retratam a ascensão financeira de Mildred são gratificantes, mas que em certo momento também funcionam como um castigo para a personagem. Um outro destaque são as ousadas cenas de sexo realizadas por Kate Winslet, a atriz se entrega de uma maneira poucas vezes vista para uma artista famosa. As seqüências exalam sensualidade, o que é um ponto positivo também e comprova que Mildred quer ser feliz como qualquer um.

Fato que o texto de Mildred Pierce é excelente e já rendeu uma adaptação cinematográfica intitulada Alma em Suplicio que premiou a atriz Joan Crawford com um Oscar no longínquo ano de 1945, mas essa nova adaptação feita pelas mãos de um talentoso e hábil diretor como Todd Haynes consegue ser muito bem desenvolvida, com uma reconstituição de época brilhante, evidenciada com uma fotografia de qualidade e uma trilha sonora impecável e também cresce muito com a presença de um elenco notável. Encabeçado pela excelente atriz, Kate Winslet, que faz um trabalho maravilhoso, a obra ainda dispõe de coadjuvantes como a premiada Melissa Leo, a jovem e versátil Evan Rachel Wood e outros tarimbados como Guy Pearce e Hope Davis. O trabalho do elenco é algo a ser sublinhado nessa produção. O formato de mini – serie de Mildred Pierce atesta também que muitas vezes certas obras precisam de um tratamento mais extenso e é nesse ponto que a TV, feita com seriedade como nas produções da HBO, pode fazer a diferença.  

Esse mês de Julho definitivamente esta sendo das series televisivas lançadas em 2011, primeiro foi a excelente Game of Thrones e logo depo...



Esse mês de Julho definitivamente esta sendo das series televisivas lançadas em 2011, primeiro foi a excelente Game of Thrones e logo depois engatei nessa envolvente e investigativa The Killing, produzida pelo canal americano AMC e baseada em um serie dinamarquesa chamada Forbrydelsen.

O foco principal dessa obra é a investigação do assassinato de Rosie Larsen (Katie Findlay), uma menina de 17 anos que é encontrada pela policia na mala de um carro afundado em um lago. Logo a trama se divide em três, traçando o ponto de vista da família da vitima, da dupla de investigadores e de um comitê que tenta eleger um vereador para prefeito da cidade de Seattle, aonde toda a historia acontece.

Claro que muito da funcionalidade da serie vem de Sarah Linden (Mireille Enos) e Stephen Holder (Joel Kinnaman), a dupla de policiais investigadores, que demonstram boa química em cena, alem de Holder ser um personagem de fácil identificação com o publico, até pelo seu jeito desleixado e de anti – herói. A escolha de Mireille Enos, uma atriz de beleza contida, atesta a produção momentos mais realistas, pois a moça, que na iminência de se casar se envolve nesse caso, consegue atingir o tom confuso e obcecado que a sua personagem necessita para fazer a serie engatar.

Mitch Larsen (Michelle Forbes) e Stan Larsen (Brent Sexton) formam o nucleo da familia da vitima mais evidente na serie, Mitch é a mãe, inconformada com a morte da filha, e que de certa maneira se distancia do resto da família, incondicionalmente a procura de justiça. Stan Larsen, o pai, inicialmente se apresenta como uma pessoa sólida, mas seu passado misterioso vai se revelando. O outro núcleo do comitê político tem como personagens principais o vereador Darren Richmond (Billy Campbel), Gwen Eaton (Kristin Lehman), a sua assessora ambiciosa e Jamie Wright (Eric Ladin), um outro acessor, que rivaliza com Gwen.

The Killing apresenta outros personagens importantes durante o decorrer dos episódios, que não valem ser citados para não tirar o suspense da trama, que vale a pena muito ser assistida. Inicialmente ela cria um emaranhado, aonde a maioria torna – se suspeitos, mas logo o expectador vai tirando suas conclusões.

Com um clichê aqui e acolá, The Killing consegue transitar muito bem entre o drama e o suspense,  tratando ainda de assuntos como terrorismo e prostituição e tornando – se uma serie altamente viciante nessa sua 1ª Temporada. Podem assistir sem medo, pois o verdadeiro culpado é revelado no final, mas pontas ficam soltas, o que deve render uma 2ª Temporada.

A intenção esse ano era assistir somente filmes, para assim poder completar a maratona proposta por mim e desafiada por um amigo, mas os c...



A intenção esse ano era assistir somente filmes, para assim poder completar a maratona proposta por mim e desafiada por um amigo, mas os constantes comentários elogiosos sobre Game of Thrones me aguçaram a curiosidade e fui conferir os 10 primeiros episódios da já consagrada serie em sua 1ª temporada. Como cada episodio tem em torno de uma hora, também serviu como maneira de dar um gás no blog e meu auditor, que também assistiu alguns capítulos comigo, aceitou.

Game of Thrones é uma produção da HBO, conhecida pela qualidade de suas obras, e essa aventura épica, baseada em um dos livros da coletânea Song of  Ice and Fire de George R. R. Martin, não é diferente. Belíssima realização, com fotografia esplendorosa (com destaque em alta definição), ótima trilha sonora, trama envolvente, personagens marcantes e cativantes e além disso tudo, boas atuações.

A serie também ecoa bastante em Senhor do Anéis, apesar de nessa 1ª temporada explorar muito pouco a magia na historia e se focar mais em traçar o perfil dos personagens, todos envolvidos em tramas ou subtramas que envolvem conspirações para tomar o Trono de Ferro, e assim subjugar todos os sete reinos.

O personagem protagonista dessa temporada é Eddard Stark (Sean Bean), o líder do Clã Stark e escolhido para ser a Mão do Rei. Robert Baratheon (Mark Addy) é o regente, pouco preocupado em reinar e interessado mais em se fartar de bebida, comida e sexo; alias, assim como em outras series produzidas pelo canal, como True Blood, sexo é o que não falta, com varias seqüências super sensuais.

A lista de personagens importantes é grande, mas destaco a Rainha Cersei Lannister (Lena Headey), conspiradora contra o próprio marido e que mantém uma relação incestuosa com o irmão Jaime Lannister (Nikolaj Coster – Waldau), um cavaleiro cruel, famoso por ter assassinado o Rei Louco, o regente anterior. Outros destaques são Tyrion Lannister (Peter Dinklage), o irmão anão sarcástico e esperto da Rainha, Daenerys Tagaryen (a belíssima Emilia Clarke), descendente do Rei Louco e que se casa, a mando do irmão aspirante a Rei, com um líder bárbaro conhecido como Khal Drogo (Jason Momoa), para assim poder usar seu violento exercito para invadir o Reino. Alguns personagens, como Robb Stark (Richard Madden), filho de Eddard, tem destaque atenuado, mas percebe – se que crescera nas temporadas seguintes.

Interessante também, que os criadores não se importam em matar alguns personagens carismáticos e importantes na serie, o que faz crescer a seriedade como a mesma é tratada. Para finalizar, Game of Thrones tem tudo para se tornar uma serie lendária, historia não falta, bons atores também. Como diria Eddard Stark: “O Inverno está chegando”; então que venha...e logo.