Joni ( Mia Wasikowska ) e Laser ( Josh Hutcherson ) são irmãos e filhos concebidos por inseminação artificial, de Jules ( Julianne Moore ) e...

62 - Minhas Mães e Meu Pai (The Kids are Allright/Lisa Cholodenko/2010)

Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson) são irmãos e filhos concebidos por inseminação artificial, de Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening), um casal homosexual. Quando resolvem conhecer Paul (Mark Ruffalo) o doador de esperma e Pai biológico, a vida deles muda radicalmente, já que Paul resolve fazer parte do cotidiano da família. Minhas Mães e Meu Pai, definitivamente, é um filme de grandes atuações, principalmente da trinca principal: Julianne Moore, Annette Bening e Mark Ruffalo. Todos estão muito a vontade nos seus personagens, destacando Annette, que para algum espectador desavisado, pode achar que a senhora  Warren  Beatty é realmente homosexual, dada a sua entrega. Julianne, no papel de lésbica riponga, confirmando  como uma das atrizes mais versáteis da atualidade, sem preocupação nenhuma em fazer cenas ousadas e mostrando sua exótica sensualidade e Mark Ruffalo, compondo com qualidade e veracidade, seu personagem meio boa - praça e mulherengo, sem muitas preocupações com a vida. Do casal de filhos, a que mais se destaca e Mia Wasikowska, como uma jovem meio ingênua,  Josh Hutcherson tá meio apagadão, não sei porque, já que na sua infância, ele prometia como grande talento para atuação. A Diretora Lisa Cholodenko, do bom Laurel Canyon - Ruas das Tentações, compõe uma obra em que consegue balancear bem a comédia e o drama, traçando bem o perfil dos personagens e evitando o piegas em muitas cenas, o que achei louvável, já que seria uma solução tradicional para muitas situações; e em outros momentos, ela consegue ser engraçada sem esteriotipar os personagens, outro ponto positivo também. 

O ritmo do filme chega a ser um pouco lento, mas sem ser um problema, já que assisti sem olhar para o relógio uma vez, ele vai passando e não se vai nem sentindo. Adorei as sequências deles sentados a mesa, comendo, bebendo e discutindo diversos assuntos, são pelo menos três se não me engano.  A cena em que Jules vê o pênis de Paul, também é muito engraçada, sem ser apelativa e o discurso final de Jules para a família, falando sobre as dificuldades do casamento e do relacionamento a dois, é bem emocionante. O epílogo, fugindo de convenções e fórmulas de gênero, foi muito interessante; provando que pode ser feito grandes filmes com  pouco dinheiro, comprometimento do elenco e roteiro bem desenvolvido. Nota 09.

4 comentários:

Anônimo disse...

Não gostei do final.Precisava botar pra correr o personagem do Mark Ruffalo?
Tirante isso, gostei principalmente das interpretações.

Celo Silva disse...

Tb achei q deveria ter achado uma maneira de encaixa - lo, mas talvez esse foi um final mais racional. Obrigado pelo comentário.

beto (cinedobeto) disse...

Adorei este filme, até fiz uma resenha sobre ele. Estava torcendo pela Benning no Oscar, seria merecido, pois ela arrasa.Achei o final bem interessante, talvez porque não o achei definitivo. Afinal, a vida continua. Quem garante que no futuro eles não voltem a se encontrar...

Celo Silva disse...

Beto, tb tive exatamente a mesma sensação. Bons filmes são assim mesmo, nada de concessões!!
Obrigado pela visita.