Padre Andrew Kiernan ( Gabriel Byrne ), um ex - cientista investigador do Vaticano, é enviado a uma cidade em São Paulo para indagar sobre ...

78 - Stigmata (Idem/Rupert Wainwright/1999)


Padre Andrew Kiernan (Gabriel Byrne), um ex - cientista investigador do Vaticano, é enviado a uma cidade em São Paulo para indagar sobre uma imagem da Virgem Maria que chora sangue. Acaba chegando na hora do funeral de um Padre local, considerado Santo. Enquanto isso,  Frankie Page (Patricia Arquette), uma jovem cabelereira americana, recebe as chagas de Cristo. Por destino, começa a ser ajudada pelo Padre Andrew Kiernan, que desconfia de uma relação entre a situação de Frankie e o Padre de São Paulo. Enquanto isso, a Igreja Católica tenta esconder o caso, que pode provocar profundas mudanças na imagem da Instituição.
Engraçado como a opinião sobre um filme pode mudar após uma revisão anos depois. A primeira vez que assisti Stigmata, foi em um cinema lotado, na semana de estréia e era uma obra muito hypada naquele  momento. Lançado em 1999, nas vésperas dos anos 2000, haviam muitas situações paranóicas em voga, como o bug do milênio, suspeitas da Internet ser instrumento do Demônio e acusações de pedofilia contra membros da Igreja Católica. Talvez a conjunção de fatos tenha elevado a minha percepção do filme, que adorei naquela época, diga - se de passagem. Lembro que eu e meu amigo Sergio saimos bem impressionados do cinema.
Doze anos depois, Stigmata me pareceu um filme com trama bem confusa e pouco explorada, o personagem de Gabriel Byrne não convece muito e em muitos momentos o filme parece uma palestra sobre religião. O começo manteve - se bem interessante, mas ao decorrer, parece que o filme dá mais atenção ao relacionamento entre o Padre Andrew Kiernan e a jovem Frankie, deixando meio a história de lado. O epilógo parece feito meio de qualquer maneira, não querendo mais aprofundar o assunto. 
De positivo, a obra tem as cenas em que Frankie recebe as chagas, muito bem feitas e continua tendo a sempre boa Patricia Arquette, que parece perfeita para fazer moças sofredoras, conseguindo até exprimir beleza do seu martírio, mas perdeu bastante a força que tinha. Nota 05. 

2 comentários:

B-Cine disse...

Esse eu assisti muito tempo e lembro bem do hype desse filme. na época eu tinha outra visão. Talvez aconteça o mesmo que ocorreu contigo se eu assistir nos dias de hj.

Celo Silva disse...

É amigos, os tempos mudam....