O que escrever de um filme que figura na maioria das listas dos melhores filmes de todos os tempos? Acho que pouca coisa tenho a acrescen...

155 - Casablanca (Michael Curtiz/1942)


O que escrever de um filme que figura na maioria das listas dos melhores filmes de todos os tempos? Acho que pouca coisa tenho a acrescentar, a não ser exaltar a beleza dessa realização do diretor Michael Curtiz, que não conseguiu outro sucesso dessa grandeza. Casablanca, vencedor de 3 Oscar (Filme, Diretor e Roteiro), é a conhecida historia de Rick Blaine (Humprey Bogart), um americano que mantém um bar conhecido como Rick´s em plena Casablanca no Marrocos, aonde pessoas fugitivas da tenebrosa guerra na Europa costumam refugiar – se a procura de uma maneira de embarcar para Portugal e consequentemente a América.

Rick tem um comportamento aparentemente blasé em relação à guerra e suas conseqüências, talvez decorrente das agruras que sofreu, divide suas amarguras, lembranças e apontamentos com o capitão Louis Renault (Claude Rains), um oficial francês de caráter duvidoso responsável pela ordem local, e com outros funcionários do estabelecimento, com destaque para o pianista negro Sam (Dooley Wilson), que executa belissimamente a canção “As time goes by” que também marca outros bons momentos do filme.

A trama começa a tomar outros rumos, quando a bela Ilsa Lund (Ingrid Bergman) e seu esposo, Victor Laszlo (Paul Henreid) aparecem no bar atrás de documentos que possam garantir sua passagem para fora da cidade. Ilsa é uma mulher misteriosa que manteve um relacionamento com desfecho doloroso com Rick, quando os dois viviam na França pré – segunda guerra. Enquanto seu marido Victor é um rebelde, integrante de uma iminente Resistência que esta sendo caçado pelos alemães e precisa a qualquer custo sair de Casablanca para não ir parar em um campo de concentração.

Acho eu, que um dos grandes trunfos de Casablanca é conseguir mesclar com inteligência e elegância uma historia de romance, com envolvimento dramático, usando como pano de fundo a guerra e ainda conseguir imprimir certo tom cômico. A adicionar, ainda tem uma belíssima fotografia, trilha sonora perfeita e interpretações únicas de praticamente todos os atores, até os coadjuvantes são peças chaves para a boa fluência da historia.

Casablanca ainda é uma produção repleta de cenas marcantes e emocionantes, são destaques o momento em que Rick e Ilsa se reencontram, com direito a primeira execução da já citada canção, a seqüência em que Ilsa invade o quarto de Rick, suplicando pelos salvo – conduto que poderão salvar a pele de seu marido, o ponto alto com um beijo icônico, que marcou gerações e o desfecho maravilhoso e emblemático, atestando a realização o status de obra – prima. Um filme que merece todas as reverências. Nota 10.

Pôster Clássico de "Casablanca"

6 comentários:

alan raspante disse...

O "final" de Casablanca é um dos melhores. Cena clássica!

Hugo disse...

É um clássico incontestável, perfeito na parte técnica, na história e e nas interpretações.

Bogart era fantástico, fez um carreira brilhante e destaco ainda o baixinho Peter Lorre, ator talentoso que ficou marcado pelo papel no clássico alemão "M. O Vampiro de Dusseldorf".

Abraço

Celo Silva disse...

Alan, e verdade o final é maravilhoso mesmo

Hugo, foi como eu escrevi no texto, todos os atores estão fantasticos, até os coadjuvantes

Merece mesmo todas as reverências. E para quem hesitava sobre o que acrescentar ao que já foi dito sobre Casablanca, vc saiu-se maravilhosamente bem.

Aproveito o ensejo, Celo, para louvá-lo pelo blog. Ótimo espaço para debate de filmes, dos mais variados gêneros e períodos, propiciando um culto ao cinema da mais fina estirpe. Um ano em 365 filmes (esse título tão único e sugestivo) é um blog que merece mesmo ser lido.

Grande abraço!

Celo Silva disse...

Reinaldo, fico imensamente lisonjeado pelos seus elogios. Ainda mais vindo de alguem q mantem um excelente blog e escreve muito bem. Obrigado mesmo e apareça mais vezes. Grande Abraço tb!

beto (cinedobeto) disse...

Acredita que acho difícil escrever sobre obras-primas, e este definitivamente é. O que faz uma obra-prima? Passa-se um tempo, você reve o filme e ele se torna mais saboroso ainda. Quantos filmes podemos citar neste contexto? Tudo é perfeito neste filme, principalmente os dialogos mordazes, sarcásticos entre Bogart e os oficiais, não canso de ver. Enfim, Obra-prima total. Parabéns pelo blog, tá mandando bem pra caramba!