A diretora Lone Scherfig impressionou o público e a critica quando mostrou ao mundo o seu Educação de 2009, um drama muito bem conduzid...

351 - Um Dia (One Day/Lone Scherfig/2011)


A diretora Lone Scherfig impressionou o público e a critica quando mostrou ao mundo o seu Educação de 2009, um drama muito bem conduzido que também apresentou ao cinema a atriz Carey Mulligan, que se destacou tanto que chegou a ser comparada a Audrey Hepburn por alguns mais entusiasmados. Então era normal que se criasse certa expectativa em relação ao seu novo filme intitulado Um Dia, com o bom ator Jim Sturgess e  a não menos talentosa Anne Hathaway. Não dá para dizer que o resultado é excelente, mas mesmo assim temos um bom filme no que se propõe: um romance que tenta fugir dos clichês, mesmo caindo em alguns que não chegam a atrapalhar e até funcionam em favor do filme.

Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturges) se conhecem em 15 de julho de 1988, dia de suas formaturas  e após um breve enlace atrativo, justificado pela decorrência da bebedeira, eles resolvem que serão somente amigos, apesar de ficar evidente a atração entre ambos. Então o filme foge de uma narrativa mais tradicional para trazer um retrato da relação de ambos ao longo de alguns bons anos, sempre mostrando o mesmo 15 de Julho. Vemos a evolução de suas vidas, que vão sendo marcadas por outras evoluções que marcaram o mundo, como o celular, internet, entre outras. Esse talvez seja o ponto fraco do filme, porque a opção de não acompanhar uma narrativa mais aproximada em relação aos protagonistas tornam algumas passagens superficiais, enquanto ficamos esperando por cenas literalmente emocionais entre o casal, que por fim acabam demorando a acontecer na historia.

Tirando alguns desacertos, como a opção narrativa que deve funcionar muito melhor no livro em que é baseado, o casal principal carrega boa química e Anne Hathaway apesar de parecer pouco à vontade com o papel de “inglesinha” (que muitos têm dito que cairia melhor em Mulligan) consegue trazer certa simpatia e entrega ao personagem ao ponto de acreditarmos no amor entre os dois. Sturges também tem seus momentos e seu personagem inevitavelmente é o que tem um arco dramático maior, porque ele realmente passa por mudanças e sofrimentos, culminando em uma das cenas mais bonitas do filme quando ele reencontra o ex-namorado de Emma e em uma conversa franca percebemos o quanto ele realmente ama aquela moça especial.



5 comentários:

renatocinema disse...

Amigo além de sua ótima dica aqui você me fez lembrar que ainda tenho pendente assistir o filme Educação.

Com as férias vou tirar essa falha.

Adoro Anne Hathaway. Vou ver!

Apesar de, claro, não ser melhor que EDUCAÇÃO (que daqui a 20 anos todo mundo vai perceber que é um filmaço, puramente charmoso!), este filme é bom. Parece muito com o livro, apesar de ser mais superficial. Hathaway convence, mas é Sturgess que ilumina o filme com sua atuação e intensidade. No geral, é um trabalho satisfatório sim, não entendi o ódio de muitos em cima deste, abraço

Celo Silva disse...

Renato, EDUCAÇÃO é um bom filme;

Cris, tb achei um bom filme, é o caso do filme q se pega para bode expiatorio...hehhe

Abs!

@mateusgborges disse...

Vou ver se consigo ler o livro, que foi considero por muitos críticos como ótimo, antes do lançamento comercial do filme